Eventos

Corrupção não afeta pesquisas 2026, diz especialista

ResumoLeandro Gabiati, da Dominium, afirma que casos de corrupção ligados a candidatos presidenciais não reduzem as intenções de voto para 2026. O especialista atribui o fenômeno à resiliência do eleitorado e à falta de impacto direto na percepção de gestão. O horário eleitoral pode alterar esse cenário, expondo contradições e influenciando decisões futuras.

Casos de corrupção ligados a candidatos presidenciais não têm provocado queda nas pesquisas para 2026. Leandro Gabiati, da Dominium, analisa o paradoxo e o que pode mudar com o horário eleitoral.

Pedro Henrique Salles
Pedro Henrique Salles Repórter de Trânsito e Infraestrutura · 26 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Corrupção não afeta pesquisas 2026, diz especialista

Os casos de corrupção envolvendo figuras ligadas a candidatos presidenciais não têm provocado impacto negativo nas pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2026. A avaliação é de Leandro Gabiati, cientista político e diretor da Dominium, que analisou os desdobramentos dos casos Lulinha e "Dark Horse" no cenário eleitoral brasileiro ao WW.

Segundo Gabiati, as investigações em andamento foram acompanhadas de perto pelos institutos de pesquisa, que aguardavam algum reflexo nas intenções de voto. No entanto, os resultados surpreenderam ao não confirmar a expectativa de que escândalos de corrupção afetariam o desempenho dos candidatos.

Gabiati destacou um paradoxo revelado pelas próprias pesquisas. "Quando os institutos perguntam para o eleitor quais são as maiores preocupações do cidadão, as prioridades, vem primeiro violência e insegurança, e em segunda ordem vem a corrupção", afirmou. Ainda assim, segundo ele, "se a corrupção é um fator relevante, isso não se identifica ou não se transfere ao desempenho dos candidatos". Para o especialista, trata-se de "um paradoxo que está posto, que está evidente".

No caso do "Dark Horse", Gabiati observou que houve um leve impacto inicial nas pesquisas, mas que logo foi revertido. Já em relação ao caso Lulinha, mesmo com maior materialidade na investigação e ampla cobertura nas últimas semanas, as pesquisas não identificaram qualquer tipo de abalo nas intenções de voto.

O especialista ponderou que o cenário ainda pode mudar com o início do horário eleitoral e da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. "Talvez as campanhas tentem explorar mais de alguma forma para atingir o outro", avaliou Gabiati. Contudo, ele ressaltou que, até o momento, a corrupção "não abala nenhum dos dois principais candidatos" nas pesquisas de intenção de voto para 2026.

// Leia também

Publicidade