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Dia Mundial do Cérebro: 7 hábitos para preservar a memória e fortalecer a saúde cerebral

ResumoO Dia Mundial do Cérebro, celebrado em 22 de julho, destaca a importância de hábitos simples para preservar a memória e fortalecer a saúde cerebral. A ciência comprova que práticas como alimentação equilibrada, exercícios físicos, sono de qualidade e estímulos cognitivos promovem neuroplasticidade e protegem o órgão ao longo da vida.

Celebrado em 22 de julho, o Dia Mundial do Cérebro nos convida a refletir sobre os cuidados com um dos órgãos mais complexos do corpo. A ciência mostra que hábitos simples na rotina podem preservar a memória, estimular a neuroplasticidade e fortalecer a saúde cerebral ao longo da

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 22 de julho de 2026 · 6 min de leitura
Dia Mundial do Cérebro: 7 hábitos para preservar a memória e fortalecer a saúde cerebral

Dia Mundial do Cérebro: 7 hábitos que ajudam a preservar a memória e fortalecer a saúde cerebral

Celebrado em 22 de julho, o Dia Mundial do Cérebro chama atenção para um dos órgãos mais complexos e importantes do corpo humano. Responsável por controlar movimentos, emoções, pensamentos, memória e aprendizado, ele também precisa de cuidados constantes para manter seu funcionamento ao longo dos anos. A ciência mostra que hábitos incorporados à rotina podem influenciar diretamente a capacidade cognitiva, a autonomia e a qualidade de vida, inclusive durante o envelhecimento.

O que a neurociência diz sobre a preservação da memória? Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), publicado na revista científica International Psychogeriatrics, acompanhou idosos durante 18 meses em um programa de estimulação cognitiva. Os resultados indicaram melhora em funções executivas, memória e aspectos emocionais dos participantes, reforçando o conceito de neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de criar e reorganizar conexões ao longo da vida.

Por que o cérebro precisa de estímulos constantes?

A ideia de que o envelhecimento está necessariamente ligado à perda da capacidade de aprender vem sendo desconstruída pela neurociência. Atualmente, estudos mostram que o cérebro permanece adaptável quando recebe estímulos adequados, independentemente da idade.

A gerontóloga Dra. Thais Bento, doutora em Neurologia pela USP e especialista do Supera Estimulação Cognitiva, explica que a estimulação cognitiva tem papel fundamental na preservação das funções mentais e na autonomia. "Os resultados das pesquisas demonstram que a estimulação cognitiva promove ganhos importantes na memória, nas funções executivas e no desempenho cognitivo global. Isso reforça que o cérebro permanece capaz de aprender, adaptar-se e desenvolver novas conexões durante toda a vida. Quanto mais ele é estimulado, maiores são as possibilidades de preservar autonomia e qualidade de vida", afirma.

A prevenção como estratégia essencial

A especialista destaca ainda que o cuidado com o cérebro não deve começar apenas quando surgem dificuldades de memória. A prevenção, segundo ela, é uma estratégia essencial para manter a independência ao longo dos anos. "A estimulação cognitiva possui um importante papel preventivo. Não devemos esperar que a memória apresente falhas importantes para começar esse cuidado. Quanto mais cedo esses estímulos fizerem parte da rotina, maiores são as chances de preservar as funções cognitivas e a independência durante o envelhecimento", completa a Dra. Thais Bento.

Visão ampla sobre estilo de vida

Para o neurocirurgião Dr. Wilson Faglioni Jr., formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestre e doutor em Ciências da Saúde, cuidar do cérebro exige uma visão ampla sobre o estilo de vida. "O cérebro não funciona de maneira isolada. Ele depende da qualidade do sono, da alimentação, da atividade física e do controle dos fatores de risco ao longo da vida. Pequenas escolhas diárias podem influenciar diretamente a preservação da memória, da capacidade de raciocínio e da saúde do sistema nervoso", explica.

Além da atividade física, o médico ressalta que hábitos simples, como manter uma alimentação equilibrada e acompanhar regularmente condições como hipertensão, diabetes e colesterol elevado, são medidas importantes para reduzir riscos neurológicos. "A prevenção de doenças como acidente vascular cerebral (AVC), demências e neuropatias passa pelo controle dos fatores modificáveis. O acompanhamento médico e a adoção de hábitos saudáveis ajudam a reduzir impactos no sistema nervoso e aumentam as chances de um envelhecimento com mais autonomia", afirma.

7 hábitos que fortalecem a saúde cerebral

1. Inserir novidades na rotina A rotina repetitiva pode fazer com que o cérebro utilize cada vez menos recursos para realizar determinadas tarefas. A terapeuta Glaucia Santana, do Espaço HI, explica que a novidade funciona como um estímulo natural para a mente. "Quando repetimos exatamente os mesmos comportamentos todos os dias, o cérebro passa a economizar energia. Alterar pequenos hábitos, como mudar um caminho, aprender uma atividade diferente ou utilizar a mão não dominante em tarefas simples, obriga o cérebro a reorganizar circuitos e fortalece sua capacidade de adaptação", afirma.

2. Cultivar a curiosidade Segundo Glaucia Santana, a curiosidade também tem um papel importante nesse processo. "O cérebro gosta de novidade. Sempre que aprendemos uma habilidade que foge da rotina, ativamos regiões relacionadas à memória, criatividade, coordenação motora e resolução de problemas. Esse aprendizado contínuo ajuda a manter a mente ativa e flexível em qualquer fase da vida", destaca.

3. Aprender algo novo Estudar um novo idioma, tocar um instrumento, fazer cursos ou desenvolver novos hobbies são atividades que exigem concentração, planejamento e armazenamento de informações. O aprendizado constante funciona como um treinamento para diferentes áreas cerebrais.

4. Ensinar para aprender melhor Além de aprender, ensinar também pode ser uma ferramenta poderosa para fortalecer a memória. O professor de redação Júlio Amorim, sócio do curso Foco Medicina, explica que essa prática pode beneficiar estudantes e adultos. "Quando conseguimos explicar um conteúdo utilizando nossas próprias palavras, mostramos ao cérebro que aquele conhecimento foi realmente compreendido. Esse exercício fortalece a memória de longo prazo, amplia a capacidade de organização do pensamento e melhora o raciocínio", afirma.

5. Fazer pausas conscientes Com o aumento do uso de telas, notificações constantes e excesso de informações, o cérebro passou a lidar diariamente com uma grande quantidade de estímulos. A psiquiatra Juliane de Paula explica que desacelerar não significa improdutividade, mas uma forma de permitir que o cérebro reorganize informações. "Muitas pessoas acreditam que descansar significa apenas interromper o trabalho, mas o cérebro precisa de pausas conscientes para reorganizar o processamento das informações. Exercícios de atenção plena ajudam a reduzir a sobrecarga cognitiva, diminuem a reatividade emocional e favorecem o foco", diz.

6. Cuidar da coluna e dos nervos periféricos Quando se fala em saúde cerebral, muitas pessoas pensam apenas em memória e doenças cognitivas. No entanto, o sistema nervoso envolve também a comunicação entre cérebro, medula, coluna e nervos periféricos. Segundo o Dr. Wilson Faglioni Jr., problemas relacionados à coluna e aos nervos periféricos também precisam fazer parte da prevenção neurológica. "Alterações na coluna e compressões de nervos periféricos podem gerar dor, perda de força e limitações funcionais importantes. Por isso, a avaliação adequada e o tratamento precoce são fundamentais para evitar que esses problemas comprometam a autonomia do paciente", explica.

7. Manter uma vida social ativa A convivência social também é considerada um fator de proteção cerebral. Para Glaucia Santana, as relações humanas funcionam como um estímulo cognitivo natural. "O cérebro é profundamente social. Toda conversa significativa exige interpretação, memória, atenção e inteligência emocional. Quando convivemos com pessoas que nos desafiam a aprender, refletir e enxergar novas perspectivas, estamos exercitando o cérebro de forma poderosa", afirma.

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Perguntas Frequentes

O que é neuroplasticidade?

É a capacidade do cérebro de criar e reorganizar conexões ao longo da vida, mesmo na velhice. Estudos da FMUSP mostram que a estimulação cognitiva pode melhorar funções executivas e memória em idosos.

A partir de que idade devemos começar a cuidar da saúde cerebral?

A prevenção deve começar antes do surgimento de falhas de memória. Quanto mais cedo os estímulos fizerem parte da rotina, maiores as chances de preservar as funções cognitivas.

Quais atividades ajudam a estimular o cérebro?

Aprender um novo idioma, tocar um instrumento, fazer cursos, mudar pequenos hábitos na rotina e manter uma vida social ativa são exemplos de estímulos que ativam diferentes áreas cerebrais.

O que são pausas conscientes?

São momentos de descanso intencional, como exercícios de atenção plena, que ajudam o cérebro a reorganizar informações, reduzir a sobrecarga cognitiva e melhorar o foco.

Como a saúde da coluna se relaciona com o cérebro?

Alterações na coluna e compressões de nervos periféricos podem gerar dor, perda de força e limitações funcionais, comprometendo a autonomia. A avaliação e o tratamento precoce são fundamentais.

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