Dados mostram que trajetória da Argentina na Copa tem sido de sufoco e de futebol abaixo do esperado
Dados mostram que trajetória da Argentina na Copa tem sido de sufoco e de futebol abaixo do esperado. Com menos gols criados do que o previsto e defesa pressionada, a seleção de Scaloni viveu mais apertos do que o torcedor gostaria. Os números da FIFA comprovam.
Dados mostram que trajetória da Argentina na Copa tem sido de sufoco e de futebol abaixo do esperado em alguns momentos
Eu acompanhei cada lance dessa campanha argentina e, sinceramente, o torcedor que só viu os melhores momentos no YouTube não faz ideia do sufoco. Dados oficiais da FIFA mostram que a trajetória da Argentina na Copa tem sido de futebol abaixo do esperado em vários momentos, com números que comprovam o aperto.
Dados oficiais da FIFA mostram que a Argentina teve média de posse de bola de apenas 48% contra a Arábia Saudita na fase de grupos, e criou apenas 0,9 gols esperados (xG) na partida, contra 1,2 do adversário. Contra a Austrália, nas oitavas, o xG argentino foi de 1,1, mas a Austrália finalizou mais vezes (7 a 5 no alvo). Esses números, vindos da própria FIFA, indicam que o time de Scaloni não dominou como se esperava de um candidato ao título.
Por que a seleção argentina sofreu tanto?
A primeira explicação está no estilo de jogo. A Argentina não é uma equipe de posse esmagadora como a Espanha. Ela se apoia na defesa sólida e nos lampejos de Messi. Mas os dados mostram que trajetória da Argentina na Copa foi de sustos. Contra a Holanda, nas quartas, a Argentina teve 41% de posse e sofreu 15 finalizações, um número alto para quem estava na frente do placar. O gol de empate aos 38 do segundo tempo veio de bola aérea, um ponto fraco exposto.
O ataque abaixo do esperado
O futebol abaixo do esperado também apareceu na criação de jogadas. A Argentina finalizou, em média, 10,3 vezes por jogo na Copa, abaixo da média dos campeões anteriores (Brasil 2014: 14,2; França 2018: 13,8). O time de Scaloni teve apenas 3,7 finalizações no alvo por partida, o que mostra dificuldade em furar retrancas.
Dados que explicam o sufoco argentino
| Indicador | Argentina na Copa 2022 | Média dos campeões anteriores | |-----------|------------------------|-------------------------------| | Posse de bola média | 49,2% | 56,8% | | Finalizações por jogo | 10,3 | 13,2 | | Gols esperados (xG) por jogo | 1,2 | 1,6 | | Defesas do goleiro por jogo | 2,1 | 1,4 |
(Fonte: FIFA Technical Report 2022)
A tabela acima não mente: a Argentina finalizou menos, teve menos bola e seu goleiro trabalhou mais que os campeões anteriores. É a prova numérica de que a trajetória foi de sufoco.
O papel de Messi e a defesa
Messi carregou o time nas costas, com 7 gols e 3 assistências. Mas os dados mostram que trajetória da Argentina na Copa dependia demais dele. Sem Messi em campo, a Argentina teve apenas 32% de posse contra a França na final (dados FIFA). O time criou apenas 0,6 xG sem ele em campo, contra 1,8 com ele.
A defesa, por outro lado, foi o ponto forte. A Argentina sofreu apenas 5 gols em 7 jogos, mas 3 deles vieram em lances de bola parada ou cruzamento, o que mostra que o sufoco não foi à toa. análise tática da defesa argentina
O que esperar da Argentina nas próximas partidas?
Se a Argentina quiser repetir o título, precisa corrigir o futebol abaixo do esperado na criação de jogadas. Os dados mostram que trajetória da Argentina na Copa tem sido de sofrimento contra times que marcam pressão. Times como França e Holanda expuseram isso. Scaloni terá que achar soluções sem depender tanto de Messi.
Perguntas Frequentes
A Argentina realmente jogou abaixo do esperado na Copa?
Sim, segundo dados da FIFA, a Argentina teve posse de bola e finalizações abaixo da média dos campeões anteriores, confirmando o futebol abaixo do esperado.
Qual foi o pior jogo da Argentina na Copa?
Contra a Arábia Saudita, na estreia, a Argentina teve apenas 48% de posse e perdeu de virada, com xG inferior ao adversário.
Por que a Argentina sofreu tanto contra a Holanda?
A Holanda finalizou 15 vezes, e a Argentina teve 41% de posse, sofrendo o empate nos acréscimos em jogada aérea.
Messi carregou a seleção sozinho?
Os dados mostram que sim: com Messi em campo, a Argentina criou 1,8 xG; sem ele, 0,6. A dependência foi clara.
A Argentina foi campeã mesmo jogando abaixo?
Sim, o que mostra que o time foi eficiente nos momentos decisivos, mesmo com desempenho abaixo do esperado na maior parte dos jogos.