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Calor extremo ameaça o parmesão e muda produção do rei dos queijos

ResumoO Parmigiano Reggiano, conhecido como rei dos queijos, enfrenta ameaças do calor extremo na Itália. Temperaturas recordes forçaram o Consórcio do Parmigiano Reggiano a ajustar regras de produção para preservar a qualidade do queijo. As mudanças impactam o mercado brasileiro, que importa o produto.

O calor extremo ameaça o parmesão e muda a produção do 'rei dos queijos' na Itália. Com temperaturas recordes, o Consórcio do Parmigiano Reggiano ajusta regras para garantir a qualidade. Entenda os impactos e como isso afeta o mercado brasileiro.

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Calor extremo ameaça o parmesão e muda produção do rei dos queijos

Calor extremo ameaça o parmesão e muda a produção do 'rei dos queijos'

O calor extremo ameaça o parmesão e muda a produção do 'rei dos queijos' de forma inédita. Na Itália, as temperaturas recordes do verão de 2026 estão forçando o Consórcio do Parmigiano Reggiano a revisar regras centenárias. Nós, que acompanhamos o mercado de queijos, sabemos que isso pode impactar não só a Itália, mas também o Brasil, maior importador de parmesão fora da Europa.

O Consórcio do Parmigiano Reggiano autorizou, em caráter emergencial, que os produtores usem silagem de milho na alimentação do gado durante ondas de calor, algo proibido pelo disciplinar tradicional. A medida visa evitar a queda na produção de leite e manter a qualidade do queijo. O calor extremo reduz a ingestão de alimento pelos animais e altera a composição do leite, comprometendo a textura e o sabor do parmesão.

Como o calor extremo afeta a produção do parmesão

A produção do parmesão, ou Parmigiano Reggiano, segue regras rígidas definidas há séculos. O gado deve ser alimentado com forragem fresca local, sem silagem. Mas, com temperaturas acima de 40°C no verão europeu, a produção de leite caiu até 15% em algumas fazendas, segundo o Consórcio. O calor extremo ameaça o parmesão porque o estresse térmico reduz a quantidade de caseína no leite, essencial para a coagulação.

O Consórcio do Parmigiano Reggiano, que reúne mais de 3.000 produtores na região de Emilia-Romagna, aprovou a mudança temporária em julho de 2026. A decisão vale apenas para os meses mais quentes e será monitorada de perto. O objetivo é garantir a continuidade da produção sem abrir mão da Denominação de Origem Protegida (DOP).

O papel do Consórcio do Parmigiano Reggiano

O Consórcio do Parmigiano Reggiano é o órgão que certifica a autenticidade do queijo. Sem a aprovação dele, nenhum queijo pode ser chamado de Parmigiano Reggiano. A decisão de permitir a silagem de milho é histórica, pois mexe em um dos pilares do disciplinar. Em comunicado oficial, o Consórcio afirmou que a medida é "excepcional e reversível" e que a qualidade do queijo não será comprometida.

Impactos no mercado brasileiro

O Brasil é o segundo maior importador de Parmigiano Reggiano do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2025, o país importou cerca de 2.500 toneladas do queijo, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Com a redução na produção italiana, os preços devem subir. O calor extremo ameaça o parmesão também na mesa do brasileiro, que pode pagar mais caro pelo produto.

Além disso, a oferta de queijos similares, como o Grana Padano, pode crescer para suprir a demanda. Produtores brasileiros de queijos artesanais, como o parmesão nacional, também sentem o impacto. O aumento da temperatura afeta a maturação e a qualidade dos queijos produzidos no Brasil, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.

Alternativas para o consumidor

Para quem não quer abrir mão do sabor, algumas alternativas incluem:

  • Grana Padano: queijo italiano similar, com regras menos rígidas, mas ainda DOP.
  • Queijos brasileiros artesanais: produzidos em Minas Gerais e São Paulo, com qualidade crescente.
  • Parmesão ralado nacional: opção mais barata, mas com padrão de sabor diferente.

O futuro do 'rei dos queijos' diante das mudanças climáticas

O calor extremo ameaça o parmesão não só neste verão, mas como tendência de longo prazo. Estudos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) indicam que ondas de calor na Europa serão mais frequentes e intensas até 2050. Para o Consórcio, adaptar as regras é questão de sobrevivência.

Nós, como consumidores, precisamos estar atentos. A qualidade do queijo pode variar, e o preço tende a subir. Mas a tradição do Parmigiano Reggiano, que existe desde o século XII, mostra capacidade de adaptação. O calor extremo ameaça o parmesão, mas não o suficiente para acabar com ele.

Perguntas Frequentes

O calor extremo pode acabar com o parmesão?

Não, mas pode reduzir a produção e aumentar os preços. O Consórcio do Parmigiano Reggiano já tomou medidas para proteger a qualidade do queijo.

A mudança na alimentação do gado afeta o sabor do queijo?

O Consórcio afirma que não, desde que a silagem de milho seja usada apenas em caráter emergencial e monitorada.

O Brasil será muito afetado pela redução na produção italiana?

Sim, o Brasil é grande importador, e a oferta menor deve elevar os preços no mercado interno.

Existem alternativas ao Parmigiano Reggiano?

Sim, queijos como Grana Padano e parmesões brasileiros artesanais podem substituir, com diferenças de sabor e preço.

Como saber se o queijo que compro é Parmigiano Reggiano original?

Procure o selo DOP na embalagem e a marca a fogo na casca do queijo, que identifica o produtor e a data de produção.

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