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Obama e Kamala pedem ação do governo sobre IA

ResumoBarack Obama e Kamala Harris defenderam ação do governo dos Estados Unidos sobre o desenvolvimento da inteligência artificial. Kamala Harris pediu desaceleração responsável da IA, enquanto Donald Trump rebateu e minimizou os riscos. As declarações ocorreram em 14 de julho de 2025, reacendendo o debate sobre regulação da inteligência artificial no país.

Nesta segunda-feira (14), Barack Obama e Kamala Harris pediram ação do governo dos EUA sobre o desenvolvimento da inteligência artificial. A ex-vice-presidente defendeu uma desaceleração responsável; Trump rebateu e minimizou os riscos.

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 15 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
Obama e Kamala pedem ação do governo sobre IA

Eu acompanho política americana de longe, mas foi o tom de urgência que me chamou atenção nesta segunda-feira (14). Barack Obama e Kamala Harris, ex-presidente e ex-vice-presidente dos Estados Unidos, se juntaram a outros democratas de destaque para defender uma atuação maior do governo sobre a inteligência artificial. O pano de fundo é o momento em que líderes do próprio setor pedem uma desaceleração no desenvolvimento da tecnologia, diante de uma preocupação pública que cresce.

Obama e Kamala Harris pedem ação do governo sobre o desenvolvimento de IA em um ponto específico: não deixar as escolhas apenas nas mãos das empresas. "Precisamos que o governo, e especificamente nossos líderes em Washington, adote uma postura proativa na elaboração de propostas concretas, leis e regulamentações", disse Obama em comunicado na noite de segunda-feira. Ele citou três frentes: segurança, impacto nos empregos e nas crianças, e distribuição ampla dos benefícios da IA.

O ex-presidente foi direto ao recusar os dois extremos do debate. "Não sou um aceleracionista da IA que acredita que ela levará a alguma tecno-utopia, nem um catastrofista que acha que ela levará inevitavelmente à destruição da humanidade", afirmou. Para ele, se a tecnologia vai render avanços na medicina, na energia e na educação ou provocar perturbações econômicas e desigualdade maior depende das escolhas feitas agora, e não só pelas empresas envolvidas.

Kamala Harris, vista como possível candidata em 2028 depois de não ter conquistado a presidência em 2024, usou a rede social X para apoiar uma desaceleração que permita à regulamentação acompanhar o ritmo da tecnologia. "A fronteira da inteligência artificial está avançando a uma velocidade alarmante", escreveu. Ela pediu ao Congresso uma agência federal de supervisão e cobrou de Trump, seu antigo rival, um tratado internacional com países como a China para limitar usos perigosos e adotar padrões globais de testes.

A reação de Trump veio em série de postagens. Ele classificou as preocupações como "FARSA" e parte de uma "conspiração doentia", minimizou os riscos de segurança e enfatizou a competitividade frente à China. "O único controle ou 'mecanismo de proteção' de que a IA precisa é um PRESIDENTE FORTE E INTELIGENTE", disse. Na mesma linha, afirmou que já existe poder regulatório sobre as empresas e que só a China se beneficia do que chamou de conspiração.

O coro não é só democrata. No fim de semana, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, publicou um artigo extenso defendendo uma desaceleração e, em entrevista à CNN no sábado (12), pediu que líderes do setor trabalhem juntos para evitar "caminhos errados". Pete Buttigieg, ex-secretário de Transportes também cotado para 2028, disse à NBC no domingo (13) que o Congresso parado e a Casa Branca sem ação concreta são "profundamente perigosos", e defendeu regras, limites e um mecanismo de desligamento de emergência para IAs fora de controle.

O que isso muda na prática para quem usa IA no dia a dia ainda é uma pergunta em aberto. A fonte não traz cronograma nem texto de lei. O que existe é uma disputa política em curso sobre quem define as regras, e ela deve seguir nos próximos meses.

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