# Irã não tem planos para negociações e responderá a ataques, diz porta-voz

> O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani, declarou que o Irã não possui planos para negociações com potências ocidentais e responderá a qualquer ataque. A afirmação, feita em coletiva de imprensa, sinaliza endurecimento da posição iraniana em meio a tensões regionais.

*Sucesso News · Comunidade · 15 de julho de 2026 · Otávio Mancini*

O Irã não tem planos para negociações com potências ocidentais e responderá a qualquer ataque, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Nasser Kanaani. A declaração, feita em coletiva nesta segunda-feira, sinaliza endurecimento da posição iraniana em meio a tens

## Irã não tem planos para negociações e responderá a ataques, diz porta-voz

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani, afirmou nesta segunda-feira que o país não tem planos para negociar com potências ocidentais sob pressão e responderá a qualquer ataque. A declaração, feita em coletiva de imprensa em Teerã, sinaliza endurecimento da posição iraniana em meio a tensões regionais. Segundo Kanaani, o Irã não cederá a chantagens e está preparado para defender sua soberania.

## Porta-voz do Irã: "não negociamos sob pressão"

Nasser Kanaani, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, declarou que o país não tem intenção de retomar negociações com potências ocidentais enquanto estiver sob ameaça de ataques. A afirmação ocorre após semanas de escalada retórica entre Teerã e Washington, com trocas de acusações sobre programas nuclear e de mísseis.

"O Irã não negociará sob pressão e responderá a qualquer ataque com força", disse Kanaani, segundo agências de notícias internacionais. A declaração foi interpretada por analistas como um recado direto aos EUA e a Israel, que intensificaram sanções e movimentações militares na região.

## Contexto das tensões regionais

A posição do governo iraniano se insere em um cenário de tensão crescente no Oriente Médio. Nos últimos meses, os EUA aumentaram a presença naval no Golfo Pérsico, enquanto o Irã acelerou o enriquecimento de urânio, segundo relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A AIEA já alertou que o programa nuclear iraniano avançou além dos limites do acordo de 2015.

O porta-voz também criticou sanções econômicas impostas por Washington, classificando-as como "guerra econômica" e afirmando que o Irã buscará alternativas para contornar o bloqueio. A declaração ecoa discursos de líderes da Guarda Revolucionária, que nos últimos dias ameaçaram fechar o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

## Reações internacionais

A comunidade internacional reagiu com cautela à declaração. A União Europeia, por meio de seu serviço de ação externa, pediu moderação e reafirmou a disposição para mediar um retorno às negociações. Já os EUA, por meio do Departamento de Estado, afirmaram que continuarão a "usar todos os meios disponíveis" para impedir que o Irã adquira armas nucleares.

Israel, por sua vez, classificou a fala de Kanaani como "mais uma prova da agressividade do regime iraniano" e prometeu manter sua capacidade de autodefesa. O governo israelense já sinalizou que pode realizar ataques preventivos contra instalações nucleares iranianas, caso as negociações não avancem.

## Bastidores da decisão iraniana

De acordo com fontes diplomáticas ouvidas pela reportagem, a declaração de Kanaani foi aprovada nos mais altos escalões do poder iraniano, incluindo o gabinete do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. A decisão reflete uma leitura de que as potências ocidentais não oferecem garantias suficientes para um acordo duradouro.

Nos corredores do Ministério das Relações Exteriores, a avaliação é de que as sanções não serão suspensas mesmo com um eventual acordo, o que torna a negociação um risco político interno. O governo iraniano aposta em uma estratégia de resistência econômica, com aproximação de China e Rússia para compensar o isolamento.

## Próximos movimentos no tabuleiro

Analistas consultados avaliam que a declaração de Kanaani reduz o espaço para uma solução diplomática no curto prazo. O próximo movimento esperado é uma resposta dos EUA, que podem endurecer sanções ou autorizar ataques cibernéticos contra infraestrutura iraniana. Enquanto isso, o Irã deve continuar a testar mísseis e a avançar no programa nuclear, como forma de aumentar seu poder de barganha.

Aguardam-se também posicionamentos oficiais da Rússia e da China, que têm interesse em evitar um conflito regional que desestabilize o mercado de petróleo. A Rússia, em particular, já ofereceu mediação, mas o Irã, por ora, recusa qualquer interlocução.

## Perguntas Frequentes

### O Irã está disposto a negociar com os EUA?

Não, segundo o porta-voz Nasser Kanaani, o Irã não tem planos para negociar com potências ocidentais enquanto estiver sob ameaça de ataques ou sanções.

### Qual foi a reação dos EUA à declaração?

Os EUA afirmaram que continuarão a usar todos os meios disponíveis para impedir que o Irã adquira armas nucleares, mas não detalharam ações específicas.

### O que significa "responder a ataques"?

O governo iraniano afirma que responderá militarmente a qualquer ataque contra seu território ou instalações, sem especificar o tipo de resposta.

### A declaração afeta o acordo nuclear?

Sim, a declaração sinaliza que o Irã não está disposto a retomar o acordo de 2015 ou negociar um novo pacto no curto prazo.

### Há risco de guerra no Oriente Médio?

Analistas avaliam que o risco de conflito aumentou, mas ainda há espaço para mediação internacional, especialmente por parte de Rússia e China.

### O que o Irã espera com essa postura?

O Irã busca fortalecer sua posição de barganha, apostando que as potências ocidentais não têm capacidade ou vontade política para um confronto militar direto.

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/comunidade/ira-nao-tem-planos-negociacoes-respondera-ataques-diz-porta-voz/
