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Empresário americano afirma ter criado 'clone' de si mesmo em laboratório

ResumoBryan Johnson, empresário americano, afirma ter criado um clone de si mesmo em laboratório chamado Baby-Bryan. O material não é um bebê, mas um conjunto de células reprogramadas a partir do próprio corpo de Johnson. O objetivo futuro é usar essas células para cultivar órgãos para transplante.

O empresário americano Bryan Johnson afirma ter criado um 'clone' de si mesmo em laboratório, a partir da reprogramação de células do próprio corpo. O material, chamado de Baby-Bryan, não é um bebê, mas um conjunto de células que poderá, no futuro, ser usado para cultivar órgãos,

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 22 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Empresário americano afirma ter criado 'clone' de si mesmo em laboratório

Empresário americano afirma ter criado 'clone' de si mesmo em laboratório

O empresário americano Bryan Johnson afirma ter criado um 'clone' de si mesmo em laboratório, a partir da reprogramação de células do próprio corpo para um estado semelhante ao embrionário. O material, chamado por ele de Baby-Bryan, não é um bebê nem um organismo completo, mas um conjunto de células obtidas a partir do próprio sangue.

Segundo ele, o material poderá, no futuro, ser usado para tornar-se seu próprio doador de sangue, testar terapias, cultivar órgãos para transplante, desenvolver novos tratamentos e injetar células.

O que é o Baby-Bryan e como foi criado

Johnson, conhecido por investir milhões de dólares em um projeto pessoal para retardar o envelhecimento, afirmou que o Baby-Bryan 'vive em uma placa de Petri'. Em um post no X, ele detalhou o processo da clonagem, que começou com coleta de sangue e a extração de células.

Essas células então passaram pela aplicação dos chamados fatores de Yamanaka, um conjunto de proteínas capazes de reprogramar células adultas para um estado semelhante ao das células-tronco embrionárias.

Como a reprogramação celular funciona

De acordo com ele, essa reprogramação 'reinicia' a idade epigenética das células, fazendo com que elas sejam capazes de dar origem a diferentes tipos celulares, como neurônios, células do músculo cardíaco e da retina.

O que isso pode significar para a sua saúde

Segundo ele, essas células poderiam, no futuro, ser usadas para reconstruir órgãos e tecidos, restaurando funções como visão, audição e o funcionamento dos rins, do fígado e dos pulmões, além de reparar danos na pele.

O empresário também afirma que, por serem derivadas de suas próprias células, elas teriam menor risco de rejeição pelo organismo em comparação com células de doadores.

A tecnologia já está sendo testada

Ainda segundo ele, ensaios clínicos já utilizam tecnologias semelhantes para restaurar neurônios produtores de dopamina em pacientes com doença de Parkinson e em pesquisas voltadas à saúde do coração e da visão.

A tecnologia é vista por ele como um caminho para reverter o envelhecimento.

O que pensar sobre o futuro

'Isso pode assustar algumas pessoas, parecer um futuro distópico. Mas, para outras, será visto como o futuro inevitável da saúde', escreveu Johnson.

Eu fui conversar com quem acompanha o setor e ouvi uma mistura de entusiasmo com cautela. A ciência avança, mas ainda há um longo caminho entre uma placa de Petri e um tratamento disponível.

Perguntas Frequentes

O Baby-Bryan é um clone humano completo?

Não. Segundo Bryan Johnson, o material não é um bebê nem um organismo completo, mas um conjunto de células obtidas a partir do próprio sangue.

Como as células foram reprogramadas?

Elas passaram pela aplicação dos fatores de Yamanaka, um conjunto de proteínas capazes de reprogramar células adultas para um estado semelhante ao das células-tronco embrionárias.

Quais usos futuros são previstos?

O material poderá ser usado para doação de sangue, testes de terapias, cultivo de órgãos para transplante, desenvolvimento de novos tratamentos e injeção de células.

A tecnologia já é usada em pacientes?

Ensaios clínicos já utilizam tecnologias semelhantes para restaurar neurônios em pacientes com doença de Parkinson e em pesquisas de saúde do coração e da visão, segundo Johnson.

Qual a vantagem de usar as próprias células?

Por serem derivadas das próprias células do paciente, elas teriam menor risco de rejeição pelo organismo em comparação com células de doadores.

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