# Vídeo: sargento carrega capitã já sem vida a hospital em BH

> O 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira carregou a capitã Michele Leão Azevedo, já sem vida, a um hospital em Belo Horizonte. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento. O caso é investigado como feminicídio.

*Sucesso News · Cidade · 22 de julho de 2026 · Raíssa Vasconcelos*

Novas imagens de câmeras de segurança mostram o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira carregando a capitã Michele Leão Azevedo, já sem vida, a um hospital em BH. O caso é investigado como feminicídio.

Eu acompanhei a comoção em torno das novas imagens que a Itatiaia teve acesso, e o que elas mostram é de uma dureza que me fez parar. O 3º sargento da PMMG Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, aparece saindo do elevador com a capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos, já sem vida nos ombros. Ele a coloca no carro e sai com o veículo ainda com a porta aberta, em direção ao Hospital Odilon Behrens, no bairro São Cristóvão, região Noroeste de Belo Horizonte.

Segundo o boletim de ocorrência, Michele deu entrada por volta das 21h, já sem batimentos cardíacos. A estimativa médica indicou que o óbito havia ocorrido entre quatro e seis horas antes. Diante dos indícios de que a morte não teria sido acidental, a equipe do hospital acionou a PMMG. O sargento afirmou que a esposa teria caído de uma escada na residência do casal, no bairro Palmares, por volta das 12h, sofrendo um corte na cabeça. Ele disse que prestou socorro, deu banho nela e a colocou para repousar, justificando que Michele recusou atendimento médico por estar constrangida pelo uso prévio de drogas. Segundo a versão dele, ambos foram dormir às 15h e, ao acordar às 21h, notou que ela não respondia.

No entanto, os hematomas pelo corpo da capitã levantaram suspeitas. O registro policial aponta que a vítima tinha traumatismo craniano, ferimentos nas pernas, lesões lineares compatíveis com chicoteamento e um ferimento de grandes dimensões na região frontal da cabeça. Em sua defesa, o sargento alegou que os machucados seriam fruto de práticas sexuais consensuais de dominação e espancamento, ocorridas após uma festa na noite anterior, comportamento que ele afirmou ser habitual e gravado em vídeo por eles.

A situação se agravou no hospital. Um tenente flagrou Eduardo descartando uma pequena caixa metálica com comprimidos de ecstasy na lixeira de um dos banheiros. O suspeito confirmou que ele e a esposa haviam consumido a substância na noite anterior. Ele também foi preso por suspeita de posse e tráfico de drogas. No prédio onde o casal morava, os peritos localizaram um cabo de madeira quebrado descartado no lixo próximo à saída de emergência e apreenderam roupas de cama recém-lavadas e ainda molhadas na máquina de lavar. O veículo utilizado para o transporte, um Jeep Renegade prata, também foi apreendido.

Fui ouvir quem estava perto. Em depoimento, a mãe e a irmã de Michele relataram que a capitã vivia um relacionamento intensamente abusivo, marcado por controle psicológico, humilhações e ameaças, incluindo um episódio em que o sargento teria empunhado uma faca contra ela. A mãe destacou que, no dia da morte, Michele atendeu a uma ligação falando muito baixo, dizendo que não poderia comparecer a um compromisso, sem responder a mensagens posteriores.

O caso será investigado como feminicídio consumado pela Polícia Civil, que apura a causa da morte e as circunstâncias que levaram ao óbito da oficial. A defesa do policial militar informou que já está acompanhando a apuração e que aguarda a conclusão das investigações e dos laudos periciais, evitando julgamento precipitado.

## Perguntas Frequentes

### O que mostram as imagens de câmeras de segurança?

As imagens mostram o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira carregando a capitã Michele Leão Azevedo, já sem vida, do elevador até o carro e levando-a ao Hospital Odilon Behrens.

### Onde o caso está sendo investigado?

O caso é investigado como feminicídio consumado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

### O que o sargento alegou em sua defesa?

Ele alegou que Michele teria caído de uma escada e, depois, que os ferimentos seriam de práticas sexuais consensuais.

### O que foi encontrado no hospital?

Um tenente flagrou Eduardo descartando uma caixa metálica com comprimidos de ecstasy na lixeira de um banheiro do hospital.

### O que a família de Michele relatou?

A mãe e a irmã relataram que a capitã vivia um relacionamento abusivo, com controle psicológico, humilhações e ameaças.

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/cidade/video-sargento-carrega-capita-ja-sem-vida-um-hospital-bh/
