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Tia de bebê indiciada por calúnia após tentativa de sequestro no PI

ResumoA tia do bebê envolvido na suposta tentativa de sequestro em Picos, Piauí, foi indiciada por calúnia pela polícia. A investigação apontou contradições no depoimento da mulher, que agora responde a processo por crime contra a honra. O caso, que gerou comoção na cidade, teve desfecho com a responsabilização legal da acusada.

A tia do bebê que teria sido alvo de uma tentativa de sequestro no Piauí foi indiciada por calúnia. A decisão da polícia se baseou em contradições no depoimento da mulher, que agora responde a processo por crime contra a honra. O caso, que mobilizou a cidade de Picos, ganhou novo

Otávio Mancini
Otávio Mancini Repórter de Política e Bastidores · 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Tia de bebê indiciada por calúnia após tentativa de sequestro no PI

O caso que chocou a cidade de Picos, no Piauí, ganhou um desfecho inesperado. A tia do bebê que teria sido vítima de uma tentativa de sequestro foi indiciada por calúnia pela Polícia Civil. A reviravolta ocorreu após a investigação apontar inconsistências no depoimento da mulher, que agora enfrenta acusações formais por crime contra a honra.

A tia do bebê que sofreu tentativa de sequestro no PI foi indiciada por calúnia depois que a polícia concluiu que a história era falsa. Segundo a Polícia Civil do Piauí, a mulher teria inventado o episódio para obter vantagens pessoais ou para desviar a atenção de outros problemas. O caso, que inicialmente mobilizou equipes de busca e gerou comoção nas redes sociais, agora é tratado como uma falsa denúncia.

Como a investigação chegou ao indiciamento

A apuração começou logo após o registro do boletim de ocorrência, no início de maio. A tia relatou que um homem teria tentado levar o bebê enquanto ela caminhava pela rua. A descrição do suspeito e as circunstâncias do crime, no entanto, não se sustentaram diante das evidências colhidas pelos agentes.

Depoimentos contraditórios

Ao longo das oitivas, a versão da mulher apresentou falhas. Testemunhas não confirmaram a presença de um veículo suspeito no local e horário indicados. Câmeras de segurança da região, analisadas pela perícia, não registraram a cena descrita. As contradições levaram a polícia a aprofundar a investigação.

Provas técnicas desmentem relato

A análise de imagens e a reconstituição dos fatos indicaram que a tentativa de sequestro não ocorreu como narrado. Em depoimento, a tia mudou detalhes cruciais, como a direção da fuga e as características do suposto agressor. Com base nisso, o delegado responsável pelo caso solicitou o indiciamento por calúnia, previsto no artigo 138 do Código Penal.

O crime de calúnia e suas consequências

Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente a prática de um crime, é punido com detenção de seis meses a dois anos, além de multa. No caso em questão, a tia responde por ter atribuído a um terceiro a tentativa de sequestro, crime grave, sem provas. A pena pode ser aumentada se a acusação for feita com intuito de obter vantagem.

O que diz a defesa

Até o momento, a defesa da indiciada não se manifestou publicamente sobre o caso. Cabe à acusação, agora, apresentar provas de que a denúncia foi feita de má-fé. O processo corre em segredo de justiça na comarca de Picos.

Impacto na comunidade e nas redes sociais

O caso gerou forte repercussão em Picos e em todo o estado. Moradores organizaram grupos de busca voluntária e compartilharam mensagens de alerta. Com a reviravolta, muitos se sentiram enganados. A situação reacende o debate sobre os danos causados por falsas denúncias de crimes violentos.

Falsas denúncias desviam recursos

Cada hora de investigação de um crime que não ocorreu representa tempo e recursos que deixam de ser aplicados em casos reais. A polícia reforça que denúncias falsas podem ser punidas criminalmente, além de gerar responsabilidade civil por danos morais.

Próximos passos do processo

A indiciada será citada para apresentar defesa prévia. Em seguida, o Ministério Público pode oferecer denúncia formal ou arquivar o caso, se entender que não há elementos. A tendência, segundo fontes ouvidas pela reportagem, é que o processo siga adiante, dado o conjunto de provas colhido pela polícia.

O que esperar da Justiça

Caso condenada, a tia pode cumprir pena em regime aberto ou semiaberto, dependendo dos antecedentes e da dosimetria. A decisão final cabe ao juiz da Vara Criminal de Picos.

Perguntas Frequentes

O que é calúnia?

Calúnia é o crime de acusar alguém falsamente de ter praticado um ato definido como crime. Está previsto no artigo 138 do Código Penal.

Qual a diferença entre calúnia, difamação e injúria?

Calúnia imputa crime falso; difamação atribui fato ofensivo à reputação; injúria ofende a dignidade ou o decoro. Cada um tem penas distintas.

A tia pode ser presa?

Sim, se condenada. A pena para calúnia é de detenção de seis meses a dois anos, podendo ser convertida em restritiva de direitos ou multa.

O bebê está seguro?

Sim. A criança está sob cuidados da família e não corre risco. A falsa denúncia não envolveu perigo real ao bebê.

Como evitar falsas denúncias?

Registre ocorrência apenas com base em fatos reais. Denúncias falsas prejudicam investigações verdadeiras e podem gerar punição criminal.

O que acontece com quem denuncia falsamente?

Além de responder por calúnia, a pessoa pode ser obrigada a indenizar o acusado por danos morais e materiais.

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