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Arborização urbana reduz calor extremo, aponta estudo da Unesp

ResumoPesquisadores da Unesp mediram em Tupã e Adamantina, no interior de São Paulo, o efeito da arborização urbana sobre o calor extremo. Em dia de sol forte, o asfalto sem sombra chega a quase 70°C por volta das 13h, enquanto áreas arborizadas registram temperaturas vários graus menores, confirmando que árvores urbanas reduzem o calor nas cidades.

Em Tupã e Adamantina, no interior de SP, pesquisadores da Unesp medem o efeito da arborização urbana sobre o calor extremo. Em dia de sol forte, a temperatura do asfalto chega perto dos 70°C por volta das 13h, enquanto na sombra a diferença passa de vários graus.

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 12 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Arborização urbana reduz calor extremo, aponta estudo da Unesp

As mudanças climáticas já fazem parte da rotina das cidades, e ondas de calor, secas e chuvas intensas ficam mais frequentes, o que aumenta o desafio de preparar os municípios para eventos extremos. Nesse cenário, a arborização urbana aparece como uma aliada importante: além de oferecer sombra, as árvores reduzem a exposição direta à radiação solar e ajudam a criar ambientes mais confortáveis.

Em bairros de Tupã e Adamantina, no interior de São Paulo, pesquisadores da Unesp estudam justamente esse efeito. As medições mostram a diferença provocada pela presença de árvores em dias de calor intenso. Em um dos testes, por volta das 13h, em um dia de sol forte, a temperatura do asfalto chega perto dos 70°C. Na sombra, o mesmo termômetro registra uma diferença superior.

O que o estudo da Unesp mede em Tupã e Adamantina

A pesquisa analisa o conforto térmico que a arborização pode proporcionar. O ponto de partida é a comparação entre superfícies expostas ao sol e áreas sombreadas por árvores, o que dá uma medida concreta do que a copa faz pelo microclima do bairro.

É um dado que interessa a quem vive na região: a diferença entre caminhar sob o sol do asfalto e caminhar sob a sombra de uma árvore não é sensação, é medição. E, em dias de calor extremo, essa diferença pesa no corpo de quem está na rua, especialmente idosos, crianças e trabalhadores expostos.

Arborização entra na agenda de adaptação climática

O tema ganha espaço como estratégia de adaptação climática. Preparar os municípios para eventos extremos passa por medidas que vão além da emergência: envolve planejar a cidade para que ela responda melhor ao calor, à seca e às chuvas intensas.

A arborização urbana entra nesse pacote como solução de custo relativamente baixo e efeito local direto. Não resolve tudo, mas muda a experiência térmica de quem circula pela cidade.

O que dá para fazer com essa informação

Para quem acompanha o debate, o caminho é olhar para o próprio bairro: onde há árvore, onde não há, e como isso muda a temperatura da calçada em dia de calor. A pesquisa da Unesp em Tupã e Adamantina oferece uma referência para essa leitura.

Vale lembrar que informação de saúde e clima a gente checa antes de compartilhar. Fonte médica e científica antes do palpite, sempre.

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