# Tarifaço: Brasil recalibra estratégia para evitar 'tiro no pé' com reciprocidade aos EUA

> O governo Lula decidiu acionar a Lei da Reciprocidade contra os EUA em resposta ao tarifaço de Donald Trump. O Planalto realiza análise cirúrgica dos setores para calibrar a retaliação e evitar danos à economia brasileira. A estratégia busca equilibrar a defesa comercial com a proteção de interesses nacionais.

*Sucesso News · Cidade · 18 de julho de 2026 · Otávio Mancini*

Após o anúncio do novo tarifaço de Donald Trump, o governo Lula recalibra a estratégia de resposta. A decisão política de acionar a Lei da Reciprocidade contra os EUA já está tomada, mas o Planalto estuda 'cirurgicamente' os setores para evitar danos à economia brasileira.

O anúncio do novo tarifaço de Donald Trump às exportações brasileiras pegou o governo federal em meio a um recalibraje de rota. A decisão política já está tomada no Palácio do Planalto: a adoção da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos. O que se discute nos corredores, agora, é como evitar que a resposta se transforme em um tiro no pé.

Segundo interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governo deve iniciar os trâmites para acionar a lei nos próximos dias. A nova tarifa de 25% imposta por Trump sobre produtos brasileiros gerou reação imediata de representantes dos setores atingidos. A apuração mostra que a pressão por uma retaliação forte convive com o medo de que a medida atinja em cheio a própria economia.

A Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional e sancionada por Lula em 2025, é o instrumento jurídico que o governo pretende usar. Ela permite que o Brasil adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que apliquem barreiras comerciais, legais ou políticas contra o país.

## O cálculo por trás da resposta

A palavra que circula nos bastidores da diplomacia brasileira é "cirurgicamente". Um auxiliar de alto nível da área afirma que o governo federal estuda com cuidado os setores norte-americanos que podem ser alvo da retaliação. A ideia é mirar onde dói nos EUA sem machucar a cadeia produtiva brasileira.

A leitura no Planalto é de que uma resposta mal calibrada pode gerar mais danos internos do que externos. Por isso, a escolha dos setores a serem atingidos pela Lei da Reciprocidade é tratada como questão de Estado, não de retórica.

## Os setores na mira

A fonte não detalha quais segmentos da economia americana estão na lista de possíveis alvos. A estratégia, segundo a apuração, é manter o sigilo para não dar margem a pressões de lobby antes da hora. O que se sabe é que a equipe econômica e o Itamaraty trabalham em conjunto para cruzar dados de importação e identificar os pontos de maior vulnerabilidade dos EUA.

## O risco do tiro no pé

O maior temor no governo é que a retaliação atinja setores onde o Brasil depende de insumos ou produtos americanos. Uma taxação mal calculada pode encarecer a produção nacional e gerar inflação. Por isso, a avaliação é feita com lupa: cada produto americano na pauta de importação brasileira é analisado quanto à possibilidade de substituição por fornecedores alternativos.

## O próximo movimento

A expectativa nos corredores do Planalto é que o acionamento formal da Lei da Reciprocidade ocorra nos próximos dias. O governo deve publicar um decreto ou medida provisória listando os setores americanos alvo da retaliação. Até lá, a equipe econômica e a diplomacia seguem na fase de afinação fina.

## Perguntas Frequentes

### O que é a Lei da Reciprocidade?

A Lei da Reciprocidade é um instrumento jurídico aprovado por unanimidade no Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Lula em 2025. Ela permite que o Brasil adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que imponham barreiras comerciais, legais ou políticas ao país.

### Quando o governo deve acionar a lei contra os EUA?

Segundo interlocutores do presidente Lula, o governo deve iniciar os trâmites nos próximos dias. O acionamento formal pode ocorrer por decreto ou medida provisória.

### Quais setores americanos podem ser alvo?

O governo não divulgou a lista de setores. A estratégia é manter sigilo para evitar pressões de lobby. A equipe econômica e o Itamaraty trabalham no cruzamento de dados de importação para identificar pontos de vulnerabilidade dos EUA.

### Qual o risco de a retaliação prejudicar o Brasil?

O principal risco é atingir setores onde o Brasil depende de insumos ou produtos americanos. Uma taxação mal calculada pode encarecer a produção nacional e gerar inflação. Por isso, o governo estuda cada produto da pauta de importação quanto à possibilidade de substituição por fornecedores alternativos.

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/cidade/tarifaco-brasil-avalia-estrategias-evitar-tiro-pe-reciprocidade-contra-eua/
