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Tarifaço americano: setor de madeira processada entre os mais prejudicados

ResumoA tarifa americana de 25% sobre produtos brasileiros, em vigor a partir de 22 de julho, prejudica fortemente o setor de madeira processada. Fábricas como a de Rio Negrinho (SC) exportam 80% da produção para os Estados Unidos, sofrendo impacto direto na competitividade e nas vendas.

A nova tarifa americana de 25% sobre produtos brasileiros começa a valer em 22 de julho. O setor de madeira processada está entre os mais prejudicados, com fábricas como a de Rio Negrinho (SC) exportando 80% da produção para os EUA.

Tarcísio Bonfim
Tarcísio Bonfim Repórter de Esporte Local · 21 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Tarifaço americano: setor de madeira processada entre os mais prejudicados

Tarifaço americano: setor de madeira processada está entre os mais prejudicados

A nova tarifa americana de 25% sobre produtos brasileiros, que começa a valer no dia 22 de julho, já mexe com os bastidores da indústria nacional. E, entre os quase 3 mil produtos atingidos, um setor em especial acendeu o alerta: o de madeira processada. Eu acompanho de perto o esporte local e sei como a economia do interior respira junto com cada fábrica. Dessa vez, o impacto vem de fora.

A medida atinge cerca de 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos. E, quando a gente olha para o chão de fábrica, o número ganha cara. Em Rio Negrinho, Santa Catarina, uma empresa de molduras de madeira reflorestada emprega 650 funcionários. Dali, 80% da produção inteira segue para os Estados Unidos. Não por acaso: a companhia foi criada 17 anos atrás justamente para atender a construção civil americana.

Por que a madeira processada é tão dependente dos EUA?

Diferente do Brasil, onde as casas usam muito concreto e tijolo, as construções americanas tradicionalmente empregam mais molduras e peças de madeira. É uma demanda estrutural. As molduras viram acabamento em salas, janelas e portas. A empresa catarinense se especializou nesse nicho e, com o tempo, construiu uma relação comercial focada no cliente dos EUA.

Agora, com a tarifa de 25%, o preço final do produto brasileiro sobe na ponta. O comprador americano pode buscar alternativas em outros países ou reduzir o volume de pedidos. Para a fábrica de Rio Negrinho, que tem 80% do faturamento atrelado ao mercado americano, o risco é concreto.

O que muda na prática para o setor?

A tarifa entra em vigor em 22 de julho. Na prática, todo contrato fechado a partir dessa data já entra na nova alíquota. Os produtos de madeira processada, como molduras, guarnições e peças para acabamento, estão na lista dos quase 3 mil itens taxados.

O setor, que já opera com margens apertadas, agora precisa renegociar contratos, buscar novos mercados ou absorver parte do custo. Nenhuma das saídas é simples. E, como a empresa foi criada para atender uma demanda específica dos EUA, a adaptação pode levar tempo.

Como a fábrica de Rio Negrinho se prepara?

A fábrica em Rio Negrinho é um caso emblemático. Com 650 funcionários, ela representa a força do interior catarinense na exportação. A empresa não foi identificada nominalmente na fonte, mas o relato é claro: 80% da produção vai para os EUA, e a operação foi desenhada 17 anos atrás para esse mercado.

A companhia envolvida agora avalia os próximos passos. A tarifa de 25% mexe diretamente com a competitividade do produto brasileiro. Sem uma reação rápida, o risco é perder espaço para fornecedores de outros países que não sofreram a mesma taxação.

O que esperar do impacto na economia local?

Rio Negrinho é uma cidade de médio porte em Santa Catarina, e uma fábrica que emprega 650 pessoas tem peso no comércio, nos serviços e na arrecadação municipal. Se a produção cair, o efeito cascata atinge desde o transporte até o pequeno comércio.

O setor de madeira processada não é o único prejudicado, mas está entre os mais expostos. A dependência de um único mercado comprador, construída ao longo de 17 anos, agora vira vulnerabilidade.

Há saída para o setor?

A curto prazo, a saída mais imediata é tentar repassar parte do custo ao comprador americano ou buscar novos mercados. A médio prazo, o setor pode diversificar a produção para atender também o mercado interno ou outros países.

Mas a verdade é que uma tarifa de 25% não se absorve da noite para o dia. As empresas de madeira processada, especialmente as que nasceram para exportar aos EUA, terão que se reinventar.

Perguntas Frequentes

Quando começa a nova tarifa americana?

A tarifa de 25% sobre produtos brasileiros começa a valer no dia 22 de julho.

Quantos produtos brasileiros são afetados?

Quase 3 mil produtos estão na lista, que responde por cerca de 18% das exportações do Brasil para os Estados Unidos.

Por que o setor de madeira processada é um dos mais prejudicados?

Porque uma parcela significativa da produção, como a de uma fábrica em Rio Negrinho (SC) que exporta 80% para os EUA, depende do mercado americano, que usa madeira processada em acabamentos de construção civil.

Quantos funcionários tem a fábrica de Rio Negrinho?

A fábrica emprega 650 funcionários e foi criada há 17 anos para atender a demanda da construção civil americana.

O que são produtos de madeira processada?

São molduras, guarnições e peças de madeira reflorestada usadas como acabamento em casas, especialmente nos Estados Unidos, onde a construção civil tradicionalmente emprega mais madeira que no Brasil.

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