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Santarém registra caso suspeito de Doença de Haff em 2026; veja orientações

ResumoSantarém registrou um caso suspeito de Doença de Haff em 2026. A Secretaria Municipal de Saúde investiga a ocorrência e reforça orientações à população sobre sintomas, como dores musculares intensas e urina escura, e medidas preventivas, como evitar consumo de peixes de origem duvidosa.

Santarém registra um caso suspeito de Doença de Haff em 2026. A Secretaria Municipal de Saúde investiga e reforça orientações à população. Saiba o que é a doença, sintomas e como se proteger.

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 15 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Santarém registra caso suspeito de Doença de Haff em 2026; veja orientações

A Secretaria Municipal de Saúde de Santarém confirmou, neste início de 2026, a investigação de um caso suspeito de Doença de Haff. A condição, também conhecida como síndrome de Haff, é rara e associada ao consumo de peixes contaminados. A pasta já emitiu orientações preventivas à população, enquanto aguarda confirmação laboratorial.

A Doença de Haff é uma síndrome que provoca dor muscular intensa e urina escura, podendo levar à insuficiência renal se não tratada a tempo. O caso suspeito em Santarém acende o alerta para a importância do cuidado com a procedência do pescado, especialmente em regiões ribeirinhas.

O que é a Doença de Haff?

A Doença de Haff, ou síndrome de Haff, é uma condição aguda que afeta os músculos, causando rabdomiólise, a destruição de fibras musculares. Os sintomas clássicos incluem dor muscular súbita e intensa, especialmente nos braços, pernas e tronco, além de urina escura (cor de coca-cola). Outros sinais podem ser náuseas, vômitos e fraqueza generalizada.

Causa e transmissão

A causa exata ainda é objeto de estudo, mas a maioria dos casos tem forte associação com o consumo de peixes de água doce, como o tambaqui e a pirapitinga, comuns na região Norte. A toxina envolvida não é destruída pelo cozimento, o que reforça a necessidade de fontes confiáveis de pescado. Não há transmissão de pessoa para pessoa.

O caso suspeito em Santarém

O paciente, um adulto residente da área urbana de Santarém, apresentou os sintomas típicos após consumir peixe em uma refeição caseira. A Secretaria de Saúde local foi acionada e, seguindo o protocolo, coletou amostras para análise. O resultado deve sair em até 15 dias. Enquanto isso, a vigilância epidemiológica está em campo para rastrear a origem do alimento.

Segundo o IBGE, a população residente do Brasil em 2022 era de 203.080.756 pessoas. Embora o número de casos de Doença de Haff seja pequeno em escala nacional, a ocorrência em Santarém exige atenção redobrada, dado o alto consumo de peixe na região.

Sintomas: quando procurar atendimento?

Os sintomas da Doença de Haff aparecem geralmente entre 2 e 24 horas após a ingestão do peixe contaminado. O principal alerta é a dor muscular que não passa com repouso. Se você ou alguém próximo apresentar:

  • Dor muscular intensa e repentina
  • Urina escura (cor de café ou coca-cola)
  • Fraqueza muscular
  • Náuseas ou vômitos

Procure imediatamente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima ou o Hospital Municipal de Santarém. O tratamento precoce com hidratação intravenosa reduz o risco de complicações renais.

Orientações da Secretaria de Saúde

A Secretaria de Saúde de Santarém divulgou as seguintes recomendações:

  • Compre peixes apenas em locais com procedência conhecida e registro sanitário
  • Evite consumir pescado de origem duvidosa ou de comércio ambulante sem fiscalização
  • Cozinhe bem os alimentos, mas lembre-se: a toxina da Doença de Haff resiste ao calor
  • Em caso de sintomas, não tome medicamentos por conta própria, procure ajuda médica
  • Informe à vigilância sanitária sobre qualquer suspeita para ajudar no rastreamento

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é clínico e laboratorial. O médico solicita exames de sangue que mostram níveis elevados de creatinoquinase (CK), uma enzima muscular. O tratamento é de suporte: hidratação agressiva para proteger os rins e, em casos graves, diálise. Não há medicamento específico, mas a recuperação é completa na maioria dos casos quando tratado a tempo.

Mitos e verdades sobre a Doença de Haff

Mito: "A doença é contagiosa.", Não, não há transmissão entre pessoas. Mito: "Só peixe cru causa.", A toxina não é destruída pelo calor. Verdade: "A prevenção está na origem do alimento.", Comprar de fontes confiáveis é a principal medida.

O que fazer se houver um surto?

Em caso de novos casos, a Secretaria de Saúde pode emitir alerta público e suspender a venda de peixes de determinada região. A população deve seguir as orientações oficiais e evitar o consumo de pescado até que a fonte seja identificada.

Perguntas Frequentes

A Doença de Haff tem cura?

Sim, com tratamento adequado e precoce, a maioria dos pacientes se recupera completamente sem sequelas.

Quanto tempo dura a doença?

Os sintomas agudos duram de 3 a 7 dias, mas o acompanhamento médico é necessário até a normalização dos exames.

Posso comer peixe normalmente?

Sim, desde que de procedência confiável. Evite apenas peixes de origem desconhecida, especialmente em períodos de alerta.

A doença afeta crianças?

Sim, pessoas de todas as idades podem ser afetadas, mas não há grupos de maior risco além dos que consomem o peixe contaminado.

Onde buscar atendimento em Santarém?

Procure a UPA 24h, o Hospital Municipal ou a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua residência.

Doença de Haff: sintomas e prevenção Saúde em Santarém: unidades de atendimento

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