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Fachin suspende Dino e Mendonça, tira Moraes das fake news e mantém Andrei

ResumoO ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu decisões de Flávio Dino e André Mendonça, manteve Andrei Rodrigues na direção da Polícia Federal e afastou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news. Mendonça havia homologado delação com pagamentos à empresa Dark Horse. Fachin determinou a redistribuição do caso.

Edson Fachin suspendeu decisões de Dino e Mendonça, manteve Andrei Rodrigues na PF e tirou Moraes do inquérito das fake news. Mendonça homologou delação com pagamentos a Dark Horse.

Otávio Mancini
Otávio Mancini Repórter de Política e Bastidores · 10 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Fachin suspende Dino e Mendonça, tira Moraes das fake news e mantém Andrei

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mexeu no tabuleiro em três frentes nesta quarta-feira (9): retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, suspendeu decisões de André Mendonça e Flávio Dino e, com isso, manteve Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal.

Fachin também convocou uma sessão extraordinária com todos os ministros. A decisão, apurada nos corredores do STF, desmonta a sequência de liminares que vinham alterando a cúpula da PF e reacende a disputa interna sobre os limites da atuação individual de cada ministro.

No mesmo dia, André Mendonça homologou a delação premiada de um empresário que fez pagamentos milionários para o filme Dark Horse, que trata do ex-presidente Jair Bolsonaro. O teor completo da delação não foi divulgado, mas o valor e o destino dos pagamentos são o centro da apuração.

A Polícia Federal também intimou o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ex-presidente Roberto Campos Neto, o diretor de Fiscalização do BC, Aílton de Aquino Santos, e o dono do BTG Pactual, André Esteves, para depor como testemunhas no caso do Banco Master. O interrogatório ainda não tem data marcada.

A leitura de bastidor: Fachin age para conter o efeito cascata das decisões individuais e devolver ao plenário a palavra final sobre a PF. O movimento de Mendonça, ao homologar a delação, sinaliza que o caso Dark Horse segue avançando nos bastidores. O próximo passo esperado é a sessão extraordinária, que deve definir os rumos do inquérito das fake news e a permanência de Moraes à frente do caso.

Para quem acompanha a articulação no STF, a queda de braço entre os ministros não é sobre a PF em si, mas sobre quem tem o poder de decidir temas sensíveis em recesso ou em regime de urgência. A sessão convocada por Fachin tende a ser o palco dessa definição.

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