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Quaest: 87% não pretendem entrar em grupos de WhatsApp de política nas eleições de 2026

ResumoPesquisa Quaest revela que 87% dos brasileiros não pretendem entrar em grupos de WhatsApp sobre política nas eleições de 2026. O levantamento indica cansaço com desinformação e radicalização como principais motivos para a rejeição a esses espaços de debate.

Pesquisa Quaest revela que 87% dos brasileiros não pretendem entrar em grupos de WhatsApp sobre política nas eleições de 2026. O levantamento aponta cansaço com desinformação e radicalização. Entenda os números e os motivos.

Pedro Henrique Salles
Pedro Henrique Salles Repórter de Trânsito e Infraestrutura · 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Quaest: 87% não pretendem entrar em grupos de WhatsApp de política nas eleições de 2026

Quaest: 87% não pretendem entrar em grupos de WhatsApp de política nas eleições de 2026

Pesquisa Quaest mostra que 87% dos brasileiros não pretendem entrar em grupos de WhatsApp sobre política nas eleições de 2026. Apenas 9% disseram que devem participar, e outros 4% não souberam responder. O levantamento ouviu 2.000 pessoas presencialmente entre 27 e 30 de março de 2025.

Resposta direta: Pesquisa Quaest divulgada em 2025 aponta que 87% dos brasileiros não pretendem entrar em grupos de WhatsApp de política nas eleições de 2026. Apenas 9% disseram que devem participar. O levantamento ouviu 2.000 pessoas e tem margem de erro de 2 pontos percentuais.

A rejeição a grupos de WhatsApp de política

A rejeição a grupos de WhatsApp sobre política não é novidade, mas o índice de 87% surpreende. Segundo a Quaest, o cansaço com o conteúdo político e o medo de desinformação explicam parte do resultado. O WhatsApp é o aplicativo de mensagens mais usado no Brasil, com cerca de 120 milhões de usuários ativos (FGV, 2024).

O que os dados mostram

A pesquisa segmentou a resposta por idade, renda e região. Entre os mais jovens (16 a 24 anos), 85% disseram não querer participar. Na faixa de 60 anos ou mais, o índice sobe para 91%. A rejeição é maior entre quem tem ensino fundamental (90%) do que entre quem tem ensino superior (83%).

  • Faixa etária de 16 a 24 anos: 85% rejeitam
  • Faixa etária de 60 anos ou mais: 91% rejeitam
  • Ensino fundamental: 90% rejeitam
  • Ensino superior: 83% rejeitam

Por que os brasileiros estão fugindo dos grupos?

A desinformação é o principal motivo apontado por especialistas. Em 2018 e 2022, o WhatsApp foi usado para espalhar notícias falsas sobre urnas eletrônicas e candidatos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou parcerias com as plataformas para combater o problema, mas o receio do usuário persiste (TSE, 2024).

Outro fator é a radicalização. Grupos de política costumam gerar discussões acaloradas, e muitos preferem evitar o desgaste. A pesquisa da Quaest indica que 72% dos entrevistados consideram que as conversas sobre política nas redes sociais são "muito agressivas".

O que muda para as campanhas eleitorais?

Com 87% dos eleitores fora dos grupos de WhatsApp, as campanhas precisam repensar a comunicação digital. Até 2022, o WhatsApp era considerado o canal mais eficaz para atingir eleitores indecisos. Agora, o alcance orgânico deve cair, e o investimento em anúncios pagos e outras plataformas deve crescer.

A Quaest também perguntou sobre o consumo de notícias políticas: 54% disseram que se informam principalmente por televisão, 22% por redes sociais abertas (Instagram, Facebook, X) e apenas 9% por grupos de WhatsApp.

A comparação com 2022

Em 2022, uma pesquisa do Datafolha mostrou que 62% dos eleitores recebiam informações políticas por WhatsApp, mas apenas 35% consideravam o conteúdo confiável. O dado de 2025 indica que a confiança caiu ainda mais eleições 2022 e desinformação no WhatsApp.

O papel das plataformas no combate à desinformação

O WhatsApp implementou medidas como limite de encaminhamento de mensagens (até 5 conversas por vez) e rótulos de "encaminhada muitas vezes". A Meta, dona do aplicativo, afirma que removeu 2 milhões de contas falsas no Brasil em 2024 (Meta, 2024).

Apesar disso, a desconfiança do usuário continua alta. Para o analista político João Carlos, da UFMG, "o WhatsApp virou um ambiente tóxico para debate político, e a saída dos eleitores é uma resposta racional a isso".

O que esperar para 2026

A tendência é que a rejeição a grupos de WhatsApp se mantenha ou aumente. As campanhas devem migrar para canais mais controlados, como listas de transmissão e bots de conversa. O TSE já estuda novas regras para propaganda eleitoral digital, com foco em transparência e combate a fake news (TSE, 2025).

Para o eleitor, a mensagem é clara: a política vai continuar, mas o formato de grupo fechado no WhatsApp perdeu espaço. Resta saber se as plataformas e os candidatos conseguirão reconstruir a confiança até 2026.

Perguntas Frequentes

Por que 87% dos brasileiros não querem entrar em grupos de WhatsApp de política?

A pesquisa Quaest aponta cansaço com desinformação, radicalização e agressividade nas discussões como principais motivos.

A pesquisa Quaest é confiável?

Sim. A Quaest é um instituto de pesquisa registrado no TSE. O levantamento ouviu 2.000 pessoas presencialmente, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

Quais são as alternativas aos grupos de WhatsApp para campanhas?

Listas de transmissão, bots de conversa, anúncios em redes sociais abertas e televisão continuam sendo os canais mais usados.

O WhatsApp tomou medidas contra desinformação?

Sim. A plataforma limitou o encaminhamento de mensagens e removeu 2 milhões de contas falsas no Brasil em 2024.

Como a rejeição aos grupos afeta as eleições de 2026?

Campanhas precisarão diversificar a comunicação digital, investindo mais em anúncios e canais abertos, já que o alcance orgânico no WhatsApp deve cair.

como funciona a pesquisa Quaest eleições 2026 e fake news

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