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Por que cada vez mais jovens dizem não a cargos de liderança

Um estudo da Deloitte revela que apenas 6% dos jovens da Geração Z e dos millennials buscam cargos de chefia. A insegurança financeira tem influenciado essa nova perspectiva.

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 25 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Por que cada vez mais jovens dizem não a cargos de liderança

Por que cada vez mais jovens dizem não a cargos de liderança

Crescer na carreira, ganhar mais e conquistar bons benefícios é o sonho de praticamente todo trabalhador. Entretanto, para os mais jovens, esse caminho nem sempre passa por um cargo de liderança. Pesquisas globais, como o levantamento da consultoria Deloitte, realizado em 2025, evidenciam essa mudança de perspectiva.

O estudo aponta que apenas 6% dos entrevistados da Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) e dos millennials, ou geração Y (nascidos entre 1978 e 1994), disseram que seu principal objetivo profissional era chegar a uma posição de chefia. Essa estatística revela uma quebra de paradigmas, onde a ambição por uma posição de liderança já não é vista como a única via para o sucesso.

A crescente preocupação com a segurança financeira

Em contrapartida, o mesmo estudo da Deloitte revela uma preocupação crescente com as finanças. Entre os participantes, 48% da Geração Z e 46% dos millennials afirmaram não se sentir financeiramente seguros. Esses números refletem um aumento em relação a 2024, quando os índices eram de 30% e 32%, respectivamente, indicando uma piora expressiva em apenas um ano.

Essa insegurança financeira parece ter um impacto significativo nas aspirações de carreira desses jovens. O desejo de ganhar mais dinheiro e assumir um cargo de gestão deixou de ser uma meta necessariamente interligada. Essa tendência global já se reflete também na realidade brasileira, onde os jovens estão reavaliando suas prioridades profissionais.

O impacto cultural e social

Além da segurança financeira, é importante considerar o contexto cultural e social que influencia essas escolhas. A Geração Z cresceu em um mundo onde as crises econômicas e as incertezas são recorrentes. Isso moldou uma visão de mundo que prioriza a estabilidade e a qualidade de vida em vez do status que um cargo de liderança pode proporcionar.

Outro fator relevante é a valorização de um ambiente de trabalho saudável e flexível. Muitos jovens estão buscando empresas que ofereçam benefícios que vão além do salário, como a possibilidade de conciliar vida pessoal e profissional, planos de saúde abrangentes e um clima organizacional positivo.

A nova definição de sucesso

Dessa forma, o que antes era sinônimo de sucesso, um cargo de chefia e a ascensão na hierarquia corporativa, agora é redefinido. Para muitos, sucesso é ter um emprego que proporcione segurança, satisfação e um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Essa mudança de mentalidade está trazendo à tona novos modelos de liderança, que priorizam a colaboração e o bem-estar dos colaboradores.

Conclusão

A realidade é que estamos diante de uma geração que busca novos significados para a carreira e o trabalho. A necessidade de segurança financeira e a busca por um ambiente de trabalho que valorize a qualidade de vida parecem ser mais importantes do que a ambição por cargos altos. Essa transformação está moldando o futuro do mercado de trabalho e as empresas precisam estar atentas a essas mudanças para se adaptarem às novas expectativas dos jovens profissionais.

Para saber mais sobre este tema, acesse G1.

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