# Pesquisa do Procon aponta que remédios podem custar 25 vezes mais entre lojas em SP

> Pesquisa do Procon-SP revelou que o mesmo medicamento pode custar até 25 vezes mais entre farmácias na cidade de São Paulo. O levantamento de maio de 2026 visitou 50 lojas e identificou variações de preço que impactam diretamente o orçamento do consumidor.

*Sucesso News · Cidade · 16 de julho de 2026 · Pedro Henrique Salles*

Pesquisa do Procon-SP revela que o mesmo remédio pode custar até 25 vezes mais de uma farmácia para outra na cidade de São Paulo. O levantamento, feito em maio de 2026, visitou 50 lojas e encontrou diferenças que podem pesar no bolso do consumidor. Veja os destaques.

## Pesquisa do Procon aponta que remédios podem custar 25 vezes mais entre uma loja e outra em SP

O Procon-SP constatou que o mesmo remédio chega a custar 25 vezes mais de uma farmácia para outra na capital paulista. A pesquisa de preços, realizada em maio de 2026, visitou 50 estabelecimentos em todas as regiões da cidade. O levantamento encontrou diferenças que podem ultrapassar R$ 200 em um único medicamento.

## Como o Procon fez a pesquisa

O órgão de defesa do consumidor selecionou 20 medicamentos de uso contínuo, entre genéricos e de referência. Os preços foram coletados presencialmente em farmácias de redes nacionais, regionais e lojas independentes. A coleta ocorreu entre os dias 5 e 12 de maio de 2026.

## Os remédios com maior variação

Segundo o Procon-SP, o campeão de diferença foi o omeprazol 20 mg (genérico): encontrado por R$ 4,90 em uma loja e por R$ 124,90 em outra, variação de 25 vezes. Outros destaques:

- Losartana potássica 50 mg (genérico): de R$ 5,20 a R$ 98,50 (19 vezes de diferença)
- Sinvastatina 20 mg (genérico): de R$ 6,10 a R$ 78,90 (13 vezes)
- Dipirona sódica 500 mg (genérico): de R$ 3,50 a R$ 42,50 (12 vezes)

## Regiões mais caras e mais baratas

A pesquisa do Procon também mapeou os bairros com preços médios mais altos e mais baixos. As farmácias da zona sul (bairros como Moema e Vila Mariana) tiveram os preços médios mais elevados. Já as lojas da zona leste (Itaquera e São Miguel Paulista) apresentaram os menores valores médios.

## Rede x farmácia independente

O Procon-SP observou que as redes nacionais tendem a ter preços mais uniformes, mas nem sempre mais baixos. Farmácias independentes, por outro lado, mostraram maior variação, tanto para cima quanto para baixo. Em alguns casos, o menor preço de um medicamento foi encontrado em uma loja de bairro.

## Como economizar na compra de remédios

O coordenador do Procon-SP, João Paulo de Oliveira, recomenda que o consumidor pesquise em pelo menos três lojas antes de comprar. "A diferença de preço pode pagar o transporte para ir até a farmácia mais barata", afirmou.

Dicas práticas:

- Use aplicativos de comparação de preços de medicamentos
- Pergunte sobre o genérico equivalente
- Verifique se a farmácia aceita descontos de programas de fidelidade
- Compre quantidades maiores se o medicamento for de uso contínuo

## O que diz a lei

O Procon-SP lembra que a variação de preços é legal, desde que os valores estejam claramente expostos. O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) exige que o preço à vista seja informado de forma visível em cada produto.

## Perguntas Frequentes

### Por que os preços variam tanto?

Cada farmácia define seu markup com base em custos operacionais, localização e margem de lucro. Redes maiores podem ter poder de barganha com distribuidoras, mas também repassam custos de aluguel em áreas nobres.

### A pesquisa incluiu medicamentos controlados?

Sim, a lista incluiu remédios de uso contínuo, inclusive alguns de tarja vermelha. A variação foi semelhante à dos medicamentos comuns.

### Como denunciar preços abusivos?

O Procon-SP atende pelo telefone 151 ou pelo site. O consumidor deve registrar o nome do remédio, o preço e o endereço da loja.

### O genérico é sempre mais barato?

Na pesquisa, o genérico foi mais barato em 90% dos casos. Mas em alguns estabelecimentos, o preço do genérico se aproximou do medicamento de referência.

### Vale a pena comprar online?

Farmácias online podem ter preços mais baixos que lojas físicas, mas é preciso verificar a confiabilidade do site e as condições de entrega. O Procon-SP recomenda sites de redes conhecidas.

### A pesquisa será repetida?

O Procon-SP afirmou que fará nova coleta em junho de 2026, para acompanhar a evolução dos preços.

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/cidade/pesquisa-procon-aponta-remedios-podem-custar-25-vezes-mais-entre-uma-loja-outra-/
