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Pedreiro que matou ex diz que tinha 'costume' de andar com faca e 'perdeu a cabeça' em discussão

ResumoO pedreiro de 42 anos preso em São Paulo confessou à polícia o assassinato da ex-companheira a facadas. O suspeito declarou ter o hábito de portar uma faca e que agiu impulsivamente durante uma discussão, perdendo o controle emocional. A prisão em flagrante ocorreu após a confissão do crime.

Um pedreiro de 42 anos foi preso em flagrante após confessar ter matado a ex-companheira a facadas em São Paulo. Ele afirmou à polícia que tinha o 'costume' de andar com uma faca e que 'perdeu a cabeça' durante uma discussão. Entenda o caso.

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 17 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Pedreiro que matou ex diz que tinha 'costume' de andar com faca e 'perdeu a cabeça' em discussão

Um pedreiro de 42 anos foi preso em flagrante após confessar ter matado a ex-companheira a facadas na zona sul de São Paulo. O crime ocorreu na noite de terça-feira (10), no bairro do Jabaquara. Em depoimento à polícia, ele afirmou que tinha o 'costume' de andar com uma faca e que 'perdeu a cabeça' durante uma discussão com a vítima, de 38 anos. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.

O que aconteceu no crime

De acordo com o boletim de ocorrência, o pedreiro e a ex-companheira se encontraram na rua e começaram a discutir. Segundo testemunhas, a briga se intensificou e ele sacou uma faca que trazia na cintura, desferindo golpes contra a mulher. A vítima foi atingida no tórax e no abdômen e morreu no local. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a equipe só pôde constatar o óbito.

A versão do suspeito

Em depoimento na delegacia, o pedreiro alegou que 'perdeu a cabeça' após a vítima ter feito provocações. Ele disse ainda que tinha o 'costume' de andar com a faca para se proteger, já que trabalhava em obras e, segundo ele, 'nunca se sabe o que pode acontecer'. A polícia, no entanto, destacou que não há justificativa para o uso de arma branca em uma discussão pessoal.

O que diz a lei

O crime de feminicídio está previsto no Código Penal Brasileiro (Lei 13.104/2015) e é qualificado quando ocorre em contexto de violência doméstica e familiar ou menosprezo à condição de mulher. A pena prevista é de 12 a 30 anos de reclusão. O delegado responsável pelo caso afirmou que a investigação vai apurar se houve ameaças anteriores ou medidas protetivas. A Defensoria Pública acompanha o caso.

Como a violência doméstica é tratada no Brasil

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em 2023, o Brasil registrou 1.467 feminicídios, o que representa uma média de 4 mortes por dia. Muitos desses crimes são precedidos de ameaças e agressões que não são denunciadas. É por isso que a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) oferece mecanismos como medidas protetivas de urgência, que podem ser solicitadas pela vítima em qualquer delegacia. O pedreiro, segundo a polícia, não tinha registro de denúncias anteriores por parte da vítima.

O que fazer se você sofre violência

Se você ou alguém que conhece está em situação de violência doméstica, saiba que não está sozinha. A Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) funciona 24 horas, todos os dias, e oferece orientação jurídica e psicológica. Em caso de emergência, ligue 190 (Polícia Militar). A denúncia pode ser anônima.

Perguntas Frequentes

O pedreiro foi preso?

Sim. Ele foi preso em flagrante e levado para a delegacia, onde confessou o crime. Permanece à disposição da Justiça.

Por que ele andava com uma faca?

Segundo ele, por 'costume' e para 'se proteger' no trabalho. A polícia, no entanto, afirma que não há justificativa legal para portar arma branca em via pública.

O que é feminicídio?

É o homicídio praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, ou seja, em contexto de violência doméstica e familiar ou menosprezo à condição de mulher.

Como denunciar violência doméstica?

Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar). A denúncia pode ser anônima.

Qual a pena para feminicídio?

De 12 a 30 anos de reclusão, podendo ser aumentada em caso de uso de arma branca ou outros agravantes.

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