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Ostra invasora e comestível da Ásia é retirada de manguezais em SP

ResumoA ostra invasora Saccostrea cucullata, conhecida como tampinha e originária da Ásia, está sendo removida de manguezais em Cananéia, litoral de São Paulo. A espécie exótica compete com ostras nativas, gerando impactos econômicos, ambientais e sociais na região. A retirada busca mitigar os danos causados pela invasão.

Uma ostra exótica invasora, a Saccostrea cucullata, originária da Ásia, está sendo retirada de manguezais em Cananéia, litoral de SP. A espécie, chamada de tampinha, disputa espaço com ostras nativas e causa impactos econômicos, ambientais e sociais. Entenda a situação.

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 23 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Ostra invasora e comestível da Ásia é retirada de manguezais em SP

Ostra invasora e comestível vinda da Ásia é retirada de manguezais após ameaçar espécies em SP; entenda

Uma ostra exótica invasora tem chamado a atenção de especialistas em Cananéia, no litoral de São Paulo. A Saccostrea cucullata, originária da Ásia, se espalhou pela região e disputa espaço com espécies nativas, causando impactos econômicos, ambientais e sociais. Conhecida como "tampinha" devido ao formato de concha, a espécie é comestível e tem alta capacidade reprodutiva.

Como a ostra invasora chegou ao Brasil?

A professora Marília Cunha Lignon, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), explicou em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, como a espécie chegou ao país. A Saccostrea cucullata provavelmente veio incrustada em cascos de navios ou na água de lastro, prática comum que transporta organismos marinhos entre regiões. A origem asiática da ostra tampinha a torna adaptada a climas tropicais, o que facilitou sua fixação nos manguezais de Cananéia.

Por que a ostra tampinha ameaça as espécies nativas?

A espécie invasora compete diretamente com ostras nativas por espaço e recursos nos manguezais. A alta capacidade reprodutiva da Saccostrea cucullata permite que ela se multiplique rapidamente, formando colônias densas que sufocam as espécies locais. Isso altera o equilíbrio ecológico do ecossistema, afetando não apenas as ostras, mas toda a cadeia alimentar que depende delas.

Impactos econômicos, ambientais e sociais

A presença da ostra tampinha gera consequências em três frentes principais:

  • Impacto econômico: a competição com ostras nativas reduz a disponibilidade de espécies tradicionalmente exploradas por comunidades locais, que dependem da coleta para subsistência e comércio.
  • Impacto ambiental: a espécie invasora altera a estrutura dos manguezais, prejudicando a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos, como a proteção costeira.
  • Impacto social: comunidades tradicionais de Cananéia, que vivem da pesca e da coleta de ostras, enfrentam desafios para manter sua atividade diante da concorrência da tampinha.

Como a ostra invasora está sendo retirada?

Equipes de especialistas, incluindo pesquisadores da Unesp, estão realizando a retirada manual da Saccostrea cucullata dos manguezais de Cananéia. O trabalho envolve a identificação das colônias invasoras e sua remoção cuidadosa para evitar danos às espécies nativas. A professora Marília Cunha Lignon coordena parte das ações, que buscam conter o avanço da espécie e preservar o território das ostras nativas.

O que torna a ostra tampinha diferente das nativas?

A Saccostrea cucullata se distingue das ostras nativas principalmente pelo formato de concha, que lembra uma "tampinha", daí o nome popular. Além disso, sua alta capacidade reprodutiva e resistência a condições adversas a tornam uma competidora eficiente. A espécie é comestível, o que gera um paradoxo: embora possa ser consumida, sua presença invasora justifica a erradicação para proteger o ecossistema.

Preservação do território das ostras nativas

Os esforços de retirada da ostra invasora visam proteger as espécies nativas que habitam os manguezais de Cananéia. A região é um dos principais berçários marinhos do litoral paulista, e a manutenção da biodiversidade local é essencial para a saúde do ecossistema. As ações de controle incluem monitoramento contínuo e campanhas de conscientização para evitar novas introduções.

Perguntas Frequentes

A ostra tampinha pode ser consumida?

Sim, a Saccostrea cucullata é comestível. No entanto, sua retirada dos manguezais é prioritária para evitar danos ecológicos, e não para consumo comercial.

Onde a ostra invasora foi encontrada?

A espécie foi identificada em Cananéia, no litoral de São Paulo, uma região de manguezais rica em biodiversidade.

Quais são os riscos para as espécies nativas?

A ostra tampinha disputa espaço e recursos com as ostras nativas, podendo levar à redução ou desaparecimento local dessas espécies.

Como a espécie chegou ao Brasil?

Provavelmente incrustada em cascos de navios ou na água de lastro, segundo a professora Marília Cunha Lignon, da Unesp.

O que está sendo feito para controlar a invasão?

Especialistas realizam a retirada manual da espécie dos manguezais, com monitoramento contínuo para conter seu avanço.

A ostra tampinha é perigosa para humanos?

Não há riscos diretos para humanos, mas sua presença altera o ecossistema e impacta comunidades locais que dependem das ostras nativas.

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