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Operação contra o PCC: investigação cita corrupção sistêmica de policiais

ResumoOperação do Ministério Público de São Paulo contra o PCC revela corrupção sistêmica de policiais. A investigação aponta que agentes interferiam em investigações sobre o sistema financeiro da facção e atuavam nos tribunais do crime. A denúncia detalha financiamento do PCC e participação de suspeitos na estrutura criminosa.

O Ministério Público de São Paulo realizou operação contra suspeitos de financiar o PCC e atuar nos tribunais do crime. A denúncia cita uma rede de corrupção sistêmica de policiais, que interferia em investigações contra o sistema financeiro da facção.

Otávio Mancini
Otávio Mancini Repórter de Política e Bastidores · 21 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Operação contra o PCC: investigação cita corrupção sistêmica de policiais

Operação contra o PCC: investigação cita corrupção sistêmica de policiais

O Ministério Público de São Paulo realizou nesta terça-feira (21) uma operação contra suspeitos de financiar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e atuar nos chamados "tribunais do crime". A denúncia do MP detalhou uma rede de "corrupção sistêmica de policiais", que interferia em investigações que pudessem atingir o sistema financeiro da facção criminosa.

A investigação, baseada em mensagens interceptadas e planilhas de transações financeiras, cita nomes de oficiais de alta patente da Polícia Militar do estado. No entanto, os militares não são investigados e não foram denunciados.

O que a investigação revela sobre a corrupção sistêmica de policiais

As mensagens interceptadas e as planilhas financeiras embasaram a denúncia. O MP cita oficiais de alta patente da PM como parte do contexto da rede de corrupção, mas ressalta que eles não são alvo de investigação nem de denúncia. O espaço para manifestação das defesas está aberto pela CNN Brasil.

Como funcionava o esquema de financiamento do PCC

O grupo investigado funcionava como uma espécie de "banco" destinado à movimentação de recursos ilícitos. Um dos principais nomes tidos como clientes era Leonardo Monteiro Moja, o "Léo do Moinho", apontado como chefe da facção na Favela do Moinho, no Centro de São Paulo.

As operações envolviam entrega de numerário em espécie, transferências bancárias, utilização de empresas e contas de terceiros e movimentação de recursos em benefício de integrantes e colaboradores do PCC, segundo o MP.

O papel dos tribunais do crime na disputa imobiliária

A investigação detalha que o empresário Cléber Azevedo dos Santos recorreu a "tribunais do crime" do PCC para resolver disputas imobiliárias. Em um dos episódios, o conflito envolvia um imóvel de luxo em Riviera de São Lourenço. A resolução do problema teria passado por uma intervenção direta da liderança da facção.

Quem são os alvos da operação contra o PCC

Na manhã desta terça-feira, 11 alvos foram presos e cinco estão foragidos. "Léo do Moinho" e "Buiu" já estavam presos, mas foram alvos de novos mandados. A representação embasou os pedidos de busca e apreensão, prisão preventiva e bloqueio do imóvel, que agora são analisados pela Justiça.

O desdobramento das operações Bazaar e Recidere

A investigação faz parte de um desdobramento das operações Bazaar e Recidere, que apuram um esquema de lavagem de dinheiro, corrupção de policiais civis e financiamento do PCC. O MP não detalhou o andamento dessas operações anteriores.

Próximos passos da apuração

Os pedidos de busca e apreensão, prisão preventiva e bloqueio de imóvel agora estão sob análise da Justiça. O espaço para manifestação das defesas dos investigados e dos policiais citados segue aberto pela CNN Brasil.

Perguntas Frequentes

O que é a operação contra o PCC?

É uma ação do Ministério Público de São Paulo contra suspeitos de financiar o PCC e atuar nos tribunais do crime, com denúncia de corrupção sistêmica de policiais.

Quem são os policiais citados na investigação?

O MP cita oficiais de alta patente da Polícia Militar, mas eles não são investigados nem denunciados. Os nomes não foram divulgados publicamente.

Quantas pessoas foram presas na operação?

Onze alvos foram presos e cinco estão foragidos. Leonardo Monteiro Moja e "Buiu", já presos, receberam novos mandados.

O que são os tribunais do crime?

São estruturas paralelas usadas pelo PCC para resolver disputas, como a imobiliária envolvendo um imóvel de luxo em Riviera de São Lourenço.

A operação está relacionada a outras investigações?

Sim, é um desdobramento das operações Bazaar e Recidere, que apuram lavagem de dinheiro, corrupção de policiais civis e financiamento do PCC.

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