Novo tarifaço tem impacto pontual sobre preço de alimento no Brasil; entenda
O novo tarifaço anunciado pelo governo brasileiro deve ter impacto pontual sobre o preço de alimentos no país. A medida, que eleva tarifas de importação de uma cesta de produtos, atinge principalmente itens como azeite de oliva, massas e alguns lácteos. Especialistas apontam que
O governo federal anunciou um novo tarifaço que eleva tarifas de importação de uma cesta de produtos, com impacto direto sobre o preço de alimentos no Brasil. A medida, que entra em vigor em 30 dias, atinge principalmente itens como azeite de oliva, massas e alguns lácteos. Especialistas consultados pela reportagem afirmam que o efeito será pontual e não deve contaminar toda a cadeia alimentar.
O novo tarifaço deve ter influência pontual sobre preço de alimento no Brasil, segundo análise de economistas e dados do Ministério da Economia. A medida eleva tarifas de importação de produtos como azeite de oliva, massas e alguns lácteos. O efeito é localizado: não deve contaminar toda a cadeia alimentar, mas pode pressionar itens específicos nas prateleiras.
O que muda com o novo tarifaço
O novo tarifaço eleva as alíquotas de importação de 12% para 20% para uma cesta de 15 produtos alimentícios. A medida, publicada no Diário Oficial da União, tem como objetivo proteger a indústria nacional, mas especialistas apontam que o consumidor final sentirá o impacto nos preços.
Segundo o Ministério da Economia, a elevação das tarifas deve gerar um aumento médio de 8% no preço dos produtos importados. O azeite de oliva, por exemplo, que hoje custa em média R$ 25,00 por litro, pode chegar a R$ 27,00. As massas importadas, como espaguete italiano, podem subir de R$ 8,00 para R$ 8,60.
Itens mais afetados
- Azeite de oliva: tarifa sobe de 12% para 20%. Preço pode subir até 8%.
- Massas: espaguete, talharim e outras massas secas importadas. Aumento estimado em 7%.
- Lácteos: queijos importados, como gouda e parmesão. Impacto de 6% a 9%.
- Frutas secas: nozes, amêndoas e castanhas importadas. Alta de 5%.
Impacto sobre a inflação
O Banco Central, em seu relatório de inflação de maio, projetou que o IPCA deve fechar 2026 em 4,2%. O novo tarifaço pode adicionar até 0,3 ponto percentual a essa projeção, segundo estimativas do mercado.
A inflação de alimentos, que já acumula alta de 2,5% no ano, pode ganhar mais 0,5% com a medida. O economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, afirma que "o impacto é localizado e não deve contaminar a cesta básica como um todo. Mas o consumidor sentirá no bolso itens específicos, como azeite e massas."
O que diz o governo
O Ministério da Economia justifica a medida como necessária para proteger a indústria nacional de alimentos. Em nota, a pasta afirma que "a elevação das tarifas é temporária e será reavaliada em 12 meses". A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) apoia a medida, dizendo que "a proteção tarifária é essencial para a competitividade do setor".
Como o consumidor pode se preparar
Para quem consome azeite de oliva importado ou massas italianas, a recomendação é estocar antes do reajuste. Os supermercados já começaram a reajustar preços, mas a alta total deve ser sentida em 60 dias.
O consumidor pode optar por marcas nacionais, que não sofrem o impacto da tarifa. O azeite de oliva nacional, por exemplo, custa em média R$ 18,00 por litro, contra R$ 25,00 do importado. A diferença de preço pode aumentar com o tarifaço.
Perguntas Frequentes
O novo tarifaço vai aumentar o preço de todos os alimentos?
Não. O impacto é localizado em itens importados, como azeite de oliva, massas e alguns lácteos. Alimentos básicos como arroz, feijão e carne não são afetados.
Quando o reajuste chega às prateleiras?
O reajuste começa a ser aplicado em 30 dias, quando a medida entra em vigor. A alta total deve ser sentida em até 60 dias.
O governo pode rever a medida?
Sim. O Ministério da Economia afirma que a elevação das tarifas é temporária e será reavaliada em 12 meses.
Como saber quais produtos serão afetados?
A lista completa dos 15 produtos foi publicada no Diário Oficial da União. Os principais são azeite de oliva, massas, queijos importados e frutas secas.
O consumidor tem alguma alternativa?
Sim. Optar por marcas nacionais, que não sofrem o impacto da tarifa, pode reduzir o custo. Além disso, estocar antes do reajuste é uma estratégia válida.