CapaCidade
Cidade

Mulher é morta com tiro na cabeça enquanto dormia em Porto Velho; companheiro é o principal suspeito

ResumoUma mulher foi morta com um tiro na cabeça enquanto dormia em Porto Velho. O companheiro da vítima é o principal suspeito do crime ocorrido na madrugada de quarta-feira (10). A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.

Uma mulher foi morta com um tiro na cabeça enquanto dormia em Porto Velho. O companheiro dela é o principal suspeito do crime, que ocorreu na madrugada de quarta-feira (10). A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 17 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Mulher é morta com tiro na cabeça enquanto dormia em Porto Velho; companheiro é o principal suspeito

Mulher é morta com tiro na cabeça enquanto dormia em Porto Velho; companheiro é o principal suspeito

Uma mulher foi morta com um tiro na cabeça enquanto dormia em Porto Velho, na madrugada de quarta-feira (10). O companheiro dela, que estava na residência no momento do crime, é o principal suspeito. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, e equipes da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM) já estão no local para colher provas e depoimentos.

Uma mulher, ainda não identificada oficialmente, foi morta com um tiro na cabeça enquanto dormia em uma residência no bairro Lagoa Azul, em Porto Velho. O companheiro dela, que estava no local, é o principal suspeito. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.

O que se sabe sobre o crime em Porto Velho

O crime aconteceu por volta das 2h da madrugada. Vizinhos relataram ter ouvido um disparo de arma de fogo vindo da casa, seguido de silêncio. Quando a polícia chegou, a mulher já estava morta, com um ferimento na cabeça. O companheiro, que apresentava sinais de embriaguez, foi encontrado na sala e detido em flagrante. A arma do crime, um revólver calibre 38, foi apreendida no local.

Feminicídio: o que a lei diz e como a polícia age

A Polícia Civil de Rondônia trata o caso como feminicídio, crime previsto no artigo 121 do Código Penal, parágrafo 2º, inciso VI, que prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão quando o homicídio é cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino. A DEAM de Porto Velho é responsável pela investigação. Segundo a delegada titular, Dra. Ana Paula Moreira, "a prioridade agora é ouvir testemunhas, analisar o celular da vítima e do suspeito, e verificar se havia histórico de violência doméstica".

Como denunciar casos de violência doméstica

Se você ou alguém que conhece está em situação de violência, a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) funciona 24 horas. Em Porto Velho, a DEAM atende na Rua José Amador dos Reis, 2550, bairro São João Bosco. O sigilo é garantido.

Histórico de violência: o que dizem os vizinhos

Vizinhos da vítima contaram à polícia que o casal vivia em constante discussão. "Era briga quase toda noite", disse uma moradora, que preferiu não se identificar. "Ela reclamava que ele bebia demais e ficava agressivo." A polícia agora investiga se havia registros anteriores de ocorrência contra o suspeito. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em 2023, Rondônia registrou 23 feminicídios, uma taxa de 1,5 por 100 mil mulheres, acima da média nacional.

O papel da comunidade na prevenção

A vizinhança também pode ajudar. Se você ouvir gritos, discussões ou disparos, ligue para o 190. O silêncio muitas vezes protege o agressor. "A denúncia anônima salva vidas", reforça a delegada. "Não espere o pior acontecer."

Perguntas Frequentes

Quem é a vítima?

A identidade da mulher ainda não foi divulgada oficialmente pela polícia, que aguarda comunicação à família.

O suspeito foi preso?

Sim, o companheiro foi detido em flagrante e está à disposição da Justiça.

Qual a pena para feminicídio?

A pena varia de 12 a 30 anos de reclusão, podendo ser aumentada se houver agravantes, como uso de arma de fogo.

Como denunciar casos de violência doméstica em Porto Velho?

Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou vá até a DEAM, na Rua José Amador dos Reis, 2550.

O que fazer se ouvir disparos ou gritos?

Ligue imediatamente para o 190 (Polícia Militar). Não espere para denunciar.

// Leia também

Publicidade