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MP denuncia homem por feminicídio de jovem encontrada morta no RS

ResumoO Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou um homem pelo feminicídio de Denise Silva de Medeiros, de 21 anos, encontrada morta no apartamento onde morava, no Centro de Lajeado. A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (20) pelo promotor Marcos Eduardo Rauber.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou um homem pelo feminicídio de Denise Silva de Medeiros, de 21 anos, encontrada morta no apartamento onde morava, no Centro de Lajeado. A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (20) pelo promotor Marcos Eduardo Rauber

Pedro Henrique Salles
Pedro Henrique Salles Repórter de Trânsito e Infraestrutura · 21 de julho de 2026 · 4 min de leitura
MP denuncia homem por feminicídio de jovem encontrada morta no RS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou um homem pelo feminicídio de Denise Silva de Medeiros, de 21 anos, encontrada morta no apartamento onde morava, no Centro de Lajeado, no Vale do Taquari. A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Marcos Eduardo Rauber nesta segunda-feira (20). O suspeito, de 25 anos, é acusado de praticar o crime com recurso que dificultou a defesa da vítima e por motivo torpe. O MPRS também pediu indenização mínima de R$ 200 mil aos familiares da jovem e solicitou diligências complementares para reforçar a produção de provas.

Conforme a denúncia, o crime ocorreu na noite de 5 de julho, quando o denunciado teria entrado no prédio onde a vítima morava e efetuado um disparo de arma de fogo na cabeça de Denise, dentro do apartamento. O MPRS sustenta que o crime foi cometido em contexto de violência contra a mulher, motivado pela inconformidade com o término do relacionamento e com a decisão da vítima de não reatar a relação.

Contexto do crime e motivação

O MPRS aponta que o denunciado agiu por motivo torpe, inconformado com o fim do relacionamento. A vítima, segundo a denúncia, havia decidido não reatar a relação, o que teria desencadeado a ação violenta. O crime foi classificado como feminicídio, um homicídio qualificado por razões de gênero, previsto na Lei 13.104/2015.

O promotor Marcos Eduardo Rauber, responsável pela denúncia, detalhou que o suspeito usou recurso que dificultou a defesa da vítima. Isso significa que Denise não teve chance de se proteger ou escapar do ataque. A arma de fogo foi usada dentro do apartamento, local onde a jovem morava sozinha.

Acolhimento dos familiares

Nesta terça-feira (21), os promotores Marcos Rauber e Amanda Giovanaz receberam os familiares da jovem durante uma audiência de acolhimento. O encontro serviu para prestar orientações sobre o andamento do caso, os próximos passos da ação penal e os direitos assegurados às vítimas indiretas. A audiência é um procedimento padrão do MPRS em casos de feminicídio, garantindo que a família tenha suporte e informações claras.

Pedidos do Ministério Público

Além da denúncia, o MPRS pediu prioridade na conclusão de laudos periciais pendentes e da obtenção de dados do telefone celular da vítima. Essas provas são essenciais para complementar a apuração dos fatos e robustecer o processo. O órgão também solicitou diligências complementares, o que pode incluir novas oitivas de testemunhas ou exames periciais adicionais.

O pedido de indenização mínima de R$ 200 mil aos familiares visa reparar, ainda que parcialmente, o dano moral causado pela perda violenta da jovem. Esse valor é uma medida de justiça social, prevista em casos de feminicídio para responsabilizar o agressor também civilmente.

Próximos passos do processo

Com a denúncia apresentada, a Justiça decidirá se aceita ou não a acusação. Se aceita, o suspeito se torna réu e responderá a ação penal. O MPRS trabalha com a prioridade de conclusão dos laudos periciais pendentes, que podem incluir exames de balística, DNA e análise de digitais. A obtenção dos dados do celular de Denise é outra frente de investigação, que pode revelar mensagens, ligações e outros registros importantes.

A audiência de acolhimento com os familiares foi um primeiro passo para garantir que a família entenda o processo e exerça seus direitos. O MPRS se comprometeu a manter os familiares informados sobre cada etapa.

Impacto na comunidade de Lajeado

O caso chocou a cidade de Lajeado, no Vale do Taquari, uma região que já enfrenta desafios sociais e econômicos. A morte de Denise, uma jovem de 21 anos, reacende o debate sobre a violência contra a mulher e a necessidade de políticas públicas de prevenção. Dados oficiais indicam que o Brasil registra, em média, um feminicídio a cada 6 horas, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2024, o Rio Grande do Sul teve 92 feminicídios, número que reforça a gravidade do problema.

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Perguntas Frequentes

Quem foi denunciado pelo MPRS?

O MPRS denunciou um homem de 25 anos pelo feminicídio de Denise Silva de Medeiros. O nome do suspeito não foi divulgado oficialmente.

Onde ocorreu o crime?

O crime ocorreu no apartamento onde a vítima morava, no Centro de Lajeado, no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul.

Quando a denúncia foi apresentada?

A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (20) pelo promotor Marcos Eduardo Rauber.

Qual a motivação do crime?

Segundo o MPRS, o crime foi motivado pela inconformidade com o término do relacionamento e pela decisão da vítima de não reatar a relação.

Qual o valor da indenização pedida?

O MPRS pediu indenização mínima de R$ 200 mil aos familiares da jovem.

O que aconteceu na audiência de acolhimento?

Os promotores Marcos Rauber e Amanda Giovanaz receberam os familiares para orientá-los sobre o andamento do caso e os direitos das vítimas indiretas.

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