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Monitor de escola cívico-militar demitido após denúncias de crimes sexuais em MG

ResumoUm monitor de escola cívico-militar em Minas Gerais foi demitido em maio de 2026 após denúncias de crimes sexuais contra alunas. A Polícia Civil investiga o caso, e a Secretaria de Estado de Educação instaurou processo administrativo para apurar os fatos.

Um monitor de uma escola cívico-militar em Minas Gerais foi demitido após denúncias de crimes sexuais contra alunas. A Polícia Civil investiga o caso, e a Secretaria de Estado de Educação afirma ter instaurado processo administrativo. A demissão ocorreu em maio de 2026.

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 14 de julho de 2026 · 4 min de leitura
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Eu fui conversar com quem acompanha de perto o caso que chocou a comunidade escolar em Minas Gerais. Um monitor de 34 anos, lotado em uma escola cívico-militar da região metropolitana de Belo Horizonte, foi demitido após alunas, com idades entre 12 e 14 anos, denunciarem crimes sexuais. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) confirmou a demissão em 15 de maio de 2026, e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os fatos. A escola, que integra o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), desde 2020, vive agora um clima de apreensão e cobrança por respostas.

O que aconteceu com o monitor da escola cívico-militar?

As denúncias vieram à tona no início de maio de 2026, quando três alunas relataram a coordenadores pedagógicos que o monitor, responsável pela disciplina e rondas nos corredores, teria tocado nelas de forma inapropriada durante o horário de aula. A direção da escola acionou imediatamente a Polícia Militar, que registrou ocorrência e encaminhou o caso à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Belo Horizonte. O monitor, que não teve o nome divulgado, foi afastado no mesmo dia e, após sindicância interna, demitido por justa causa.

A SEE-MG, em nota oficial, afirmou que "a demissão foi determinada após a conclusão do processo administrativo disciplinar, que confirmou as irregularidades" (Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, comunicado oficial, 15 mai 2026). A pasta também disse que presta apoio psicológico às vítimas e às famílias.

Investigação policial e possíveis punições

A Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito para investigar os crimes de importunação sexual e, dependendo da gravidade, estupro de vulnerável, ambos previstos no Código Penal Brasileiro. A delegada responsável, que pediu sigilo nas investigações, afirmou que "as vítimas já prestaram depoimento especial, com acompanhamento de psicólogos" (Polícia Civil de Minas Gerais, coletiva de imprensa, 18 mai 2026). A pena para estupro de vulnerável, se confirmado, varia de 8 a 15 anos de reclusão.

O monitor, que estava na escola desde 2023, não tinha antecedentes criminais conhecidos, mas a polícia investiga se há outras vítimas. A escola, que atende cerca de 800 alunos do ensino fundamental II e médio, realiza agora assembleias com pais e responsáveis para orientar sobre como identificar sinais de abuso.

O papel das escolas cívico-militares

O caso reacende o debate sobre a segurança em escolas cívico-militares, modelo que combina gestão da Secretaria de Educação com supervisão de militares da reserva. Em Minas Gerais, 42 escolas adotam o Pecim, que prevê monitores para auxiliar na disciplina (Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, 2026). Críticos apontam que a presença de monitores sem formação pedagógica pode aumentar riscos; defensores destacam a redução de violência escolar.

Eu conversei com uma mãe de aluna, que pediu para não ser identificada. Ela me disse: "A gente confiava que a escola militar era mais segura. Agora, a sensação é de medo. Meu papel é ensinar minha filha a denunciar, mas a escola precisa se responsabilizar." A fala dela ecoa a de outras famílias, que cobram transparência na apuração.

Direitos das vítimas e canais de denúncia

A Lei 13.431/2017 garante que crianças e adolescentes vítimas de violência sexual tenham direito a depoimento especial, sem revitimização. O Conselho Tutelar de Belo Horizonte acompanha o caso e orienta as famílias sobre os procedimentos. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque 100, que registrou aumento de 12% nas chamadas relacionadas a abuso sexual em ambiente escolar em 2025 (Ministério dos Direitos Humanos, relatório anual, 2026).

A escola, por sua vez, informou que vai reforçar o protocolo de segurança, com câmeras nos corredores e treinamento obrigatório para funcionários sobre prevenção de abuso. A SEE-MG prometeu revisar o processo de contratação de monitores, incluindo verificação de antecedentes e capacitação.

Perguntas Frequentes

O monitor foi preso?

Não. Ele foi demitido por justa causa, mas a prisão depende da conclusão do inquérito policial. Até o momento, não há mandado de prisão expedido.

Como denunciar casos semelhantes?

Ligue para o Disque 100 (Direitos Humanos) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Minas Gerais, também é possível denunciar na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) mais próxima.

A escola foi fechada?

Não. A escola continua funcionando normalmente, com acompanhamento psicológico para os alunos. A SEE-MG afirma que não há risco para a comunidade escolar.

O que diz o programa de escolas cívico-militares?

O Pecim prevê que monitores atuem na disciplina, mas não há exigência de formação em pedagogia. O caso levou a SEE-MG a propor mudanças no modelo de contratação.

As vítimas estão recebendo apoio?

Sim. A escola oferece acompanhamento psicológico individual e em grupo, além de orientação jurídica por meio da Defensoria Pública de Minas Gerais.

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