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Ministério Público faz operação em SP contra PCC e tribunais do crime

ResumoMinistério Público de São Paulo, por meio do GAECO, deflagrou operação de busca e apreensão contra operadores financeiros do PCC e tribunais do crime. Foram cumpridos 18 mandados, com 57 policiais militares envolvidos e R$ 10 milhões bloqueados. A ação visa desarticular a estrutura financeira da facção criminosa.

O Ministério Público de São Paulo, via GAECO, deflagrou operação de busca e apreensão contra operadores financeiros do PCC. São 18 mandados, 57 PMs e R$ 10 milhões bloqueados.

Tarcísio Bonfim
Tarcísio Bonfim Repórter de Esporte Local · 21 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Ministério Público faz operação em SP contra PCC e tribunais do crime

Acordei cedo e já vi a movimentação: o Ministério Público de São Paulo, na manhã desta terça-feira (21), botou a mão na massa contra o PCC. Não é operação de fachada, não. É o GAECO, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, na rua, cumprindo 18 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. E o alvo não é o soldado raso da facção, mas a turma que mexe no dinheiro: os operadores financeiros.

O Ministério Público de São Paulo, por meio do GAECO, faz na manhã desta terça-feira (21) operação de busca e apreensão contra operadores financeiros que atuam para favorecer o Primeiro Comando da Capital (PCC). São cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Cerca de R$ 10 milhões foram bloqueados.

Como a operação foi montada

A operação não saiu do nada. O GAECO vem rastreando movimentações financeiras suspeitas há meses. Ao todo, 57 policiais militares e 19 viaturas dão apoio à operação. É força-tarefa de respeito, que mostra que o MP não está para brincadeira quando o assunto é facção.

Após investigações, as autoridades constataram que os suspeitos fizeram transferências bancárias e usaram empresas e contas de terceiros para movimentar recursos a integrantes da facção criminosa. O Ministério Público investiga também a participação dos suspeitos em reuniões conhecidas como "tribunais do crime", feitas pelo PCC.

O bloqueio de R$ 10 milhões

Já foram determinadas pela Justiça paulista o bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, a apreensão de imóveis. O valor bloqueado, cerca de R$ 10 milhões, é um recado claro: quem financia o crime organizado vai perder o patrimônio.

Quem são os alvos da operação

A fonte não nomeia os suspeitos, mas descreve o perfil: operadores financeiros que atuam para favorecer o PCC. Gente que não está na ponta do crime, mas na engrenagem do dinheiro. Usam empresas de fachada, contas de terceiros e transferências bancárias para esquentar o que sai do tráfico e de outras atividades ilegais.

O papel do GAECO

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado é o braço pesado do Ministério Público paulista. Não é a primeira vez que o GAECO mira o PCC, e não será a última. A especialização do grupo permite investigações mais profundas, que vão além do flagrante e chegam na estrutura financeira da facção.

Tribunais do crime: o elo com o PCC

A operação também investiga a participação dos suspeitos em reuniões conhecidas como "tribunais do crime", feitas pelo PCC. Esses tribunais são uma espécie de justiça paralela que a facção impõe em comunidades, muitas vezes com execuções sumárias. Quem financia ou participa desses atos também está na mira.

O que isso significa para o torcedor

Eu, como repórter de esporte local, vejo essa operação com um olhar de quem acompanha a base: o crime organizado não afeta só a segurança pública, ele suga recursos que poderiam ir para o esporte de bairro, para os projetos sociais, para os clubes da várzea. Cada real que o PCC lava é um real que deixa de circular na economia limpa da cidade.

O impacto nas contas da facção

Com R$ 10 milhões bloqueados, o PCC perde um fôlego financeiro importante. Mas a operação não para por aí. A Justiça paulista também determinou a apreensão de imóveis e o bloqueio de aplicações financeiras. É um cerco que aperta o cerco.

Como o dinheiro era movimentado

Segundo as investigações, os suspeitos usavam empresas e contas de terceiros para movimentar recursos. É o clássico esquema de lavagem de dinheiro, com transferências bancárias picadas para não chamar atenção. O GAECO conseguiu conectar os pontos.

O que esperar dos próximos passos

A operação ainda está em andamento. Os 18 mandados estão sendo cumpridos, e as investigações continuam. A tendência é que novos bloqueios e apreensões ocorram, à medida que a Justiça analisar o material apreendido.

Perguntas Frequentes

O que é o GAECO?

É o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo, especializado em investigações de facções e lavagem de dinheiro.

Quantos mandados foram cumpridos?

Foram 18 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.

Quanto dinheiro foi bloqueado?

Cerca de R$ 10 milhões foram bloqueados pela Justiça paulista.

O que são os tribunais do crime?

São reuniões feitas pelo PCC que funcionam como uma justiça paralela, muitas vezes com execuções e julgamentos informais.

Quem deu apoio à operação?

57 policiais militares e 19 viaturas deram apoio à operação do GAECO.

O que foi apreendido além do dinheiro?

A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras e a apreensão de imóveis.

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