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Meta remove anúncios de apps que se passam por sites pornográficos

ResumoMeta removeu dezenas de anúncios no Facebook e Instagram após a Índia sinalizar um padrão de conteúdo sexualmente explícito. Os anúncios induziam usuários a baixar malware que roubava credenciais bancárias. A ação ocorreu nesta segunda-feira (31) e visou apps que se passavam por sites pornográficos. A remoção respondeu a alerta oficial sobre a prática na plataforma.

O Facebook removeu, nesta segunda-feira (31), dezenas de anúncios depois que a Índia sinalizou um padrão na rede social e no Instagram que usava conteúdo sexualmente explícito para induzir usuários a baixarem malware capaz de roubar credenciais bancárias.

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 31 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Meta remove anúncios de apps que se passam por sites pornográficos

O Facebook removeu, nesta segunda-feira (31), dezenas de anúncios depois que a Índia sinalizou um padrão na rede social e no Instagram que usava conteúdo sexualmente explícito para induzir os usuários a baixarem malware capaz de roubar credenciais bancárias e esvaziar contas. A Índia registrou perdas de quase US$ 2,4 bilhões em fraudes cibernéticas em 2025, segundo dados do governo, à medida que os golpistas visam cada vez mais o boom dos pagamentos digitais no país.

A remoção ocorreu após a Reuters constatar que pelo menos 39 desses anúncios ainda estavam ativos depois do alerta do governo, muitos utilizando miniaturas de vídeos sexualmente explícitos para atrair cliques. A Meta derrubou todos os anúncios pouco tempo depois que a Reuters alertou a empresa buscando comentários sobre o aviso. A Meta não respondeu aos questionamentos da Reuters.

Os anúncios, operados sob os nomes "Night Play" e "Kyss", direcionavam os usuários para sites de phishing, golpe digital em que criminosos se passam por empresas confiáveis, como bancos ou lojas, para roubar senhas e dados pessoais. O governo observou que há um aumento nas fraudes financeiras envolvendo o que descreveu como "aplicativos Android maliciosos disfarçados de aplicativos pornográficos".

Um dos anúncios, que ainda estava ativo, levava a um site que promovia um aplicativo de vídeo no qual prometia centenas de vídeos pornográficos e conteúdo 24 horas por dia. Para acessá-los, os usuários precisavam baixar um arquivo chamado "Movexa.apk" fora de uma loja oficial de aplicativos. O alerta da Índia destacou que os aplicativos poderiam acessar secretamente informações armazenadas nos celulares dos usuários, capturar senhas de uso únicos e PINs bancários, além de transferir dinheiro de contas sem o conhecimento do titular.

As políticas da gigante tecnológica dos Estados Unidos estabelecem que os anúncios "não devem conter nudez adulta nem atividade sexual". Elas também proíbem anúncios de "produtos, serviços, esquemas ou ofertas que utilizem práticas identificadas como enganosas ou que induzam ao erro", incluindo aqueles destinados a roubar dinheiro dos usuários.

Esta é a segunda vez que a Índia manifesta preocupação com as fraudes financeiras em uma grande plataforma de tecnologia. Anteriormente, a Reuters divulgou que o governo determinou que o Google desativasse centenas de contas em sua plataforma Firebase depois de constatar que criminosos estavam usando o serviço para se passar por grandes bancos. A Meta havia projetado internamente que os anúncios de golpes e de produtos proibidos gerariam cerca de 10% de sua receita em 2024, ou aproximadamente US$ 16 bilhões, mesmo que a empresa afirme estar reprimindo esses anúncios, informou a Reuters no ano passado.

Como se proteger

Para evitar cair em golpes como esse, a recomendação é desconfiar de anúncios que prometem conteúdo adulto gratuito e nunca baixar aplicativos fora das lojas oficiais. Verifique sempre a reputação do desenvolvedor e não forneça dados bancários em sites suspeitos. Em caso de dúvida, consulte a página oficial da empresa ou banco antes de qualquer ação.

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