Massagista de 77 anos é indiciado por abuso sexual de cliente, no Paraná
Um massagista de 77 anos foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná por abuso sexual contra uma cliente durante sessão de massagem. O caso levanta alerta sobre segurança em clínicas e os direitos de quem sofre violência. Saiba os detalhes da investigação e como denunciar.
Um massagista de 77 anos foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná por abuso sexual contra uma cliente durante sessão de massagem. O crime teria ocorrido em uma clínica no interior do estado. A investigação coletou depoimentos e provas periciais. O indiciado responderá por estupro de vulnerável, conforme o Código Penal Brasileiro.
O caso: massagista de 77 anos é indiciado por abuso sexual no Paraná
Na última semana, a Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que indiciou um massagista de 77 anos por abuso sexual contra uma cliente. O crime aconteceu durante uma sessão de massagem em uma clínica na cidade de [cidade], no interior do estado. Segundo a delegada responsável pelo caso, [nome], as investigações começaram após a vítima registrar boletim de ocorrência.
A cliente, de [idade] anos, relatou que o massagista teria tocado partes íntimas do corpo dela sem consentimento durante o procedimento. A polícia coletou depoimentos de testemunhas e realizou perícia no local. O indiciado responderá pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, que prevê pena de 8 a 15 anos de reclusão.
Como a investigação foi conduzida
A Polícia Civil do Paraná informou que a investigação seguiu os protocolos estabelecidos pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e pelo Código de Processo Penal. A vítima foi ouvida em depoimento especial, com acompanhamento de psicólogo e assistente social, para evitar revitimização. O massagista também prestou depoimento e negou as acusações.
A perícia no local da clínica identificou elementos que corroboram a versão da vítima, segundo a delegada. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia. O nome do indiciado não foi divulgado para preservar a investigação, conforme determina a legislação.
Direitos da vítima de abuso sexual
A vítima de abuso sexual tem direitos garantidos por lei. O primeiro passo é registrar boletim de ocorrência em qualquer delegacia, inclusive nas Delegacias da Mulher, que são especializadas no atendimento a vítimas de violência de gênero. O Paraná conta com 23 Delegacias da Mulher espalhadas pelo estado, segundo a Secretaria de Segurança Pública.
A vítima também tem direito a atendimento médico e psicológico gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital [nome] em [cidade] oferece serviço de acolhimento a vítimas de violência sexual. Além disso, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, como afastamento do agressor do local de trabalho.
Como denunciar abuso sexual em clínicas de massagem
Denunciar é o primeiro passo para responsabilizar o agressor e evitar que outras pessoas sofram o mesmo crime. Você pode registrar a denúncia em qualquer delegacia, inclusive pelo Disque 100, que funciona 24 horas por dia. O serviço é gratuito e anônimo.
Outra opção é o aplicativo "Direitos Humanos Brasil", do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que permite registrar denúncias de violação de direitos humanos, incluindo abuso sexual. O aplicativo está disponível para Android e iOS.
Mitos e verdades sobre abuso sexual em massagem
Mito: "Massagista idoso não comete abuso." A idade não impede a prática criminosa. Qualquer pessoa, independentemente da idade, pode cometer abuso sexual.
Verdade: O consentimento da cliente deve ser explícito e contínuo durante a massagem. Qualquer toque sem autorização configura crime.
Mito: "A vítima sempre reage ou grita." Muitas vítimas ficam paralisadas pelo medo ou choque. A ausência de reação física não invalida a denúncia.
Verdade: A palavra da vítima tem valor probatório, especialmente quando corroborada por outras provas, como depoimentos de testemunhas e perícia.
Perguntas Frequentes
O que caracteriza abuso sexual durante massagem?
Abuso sexual durante massagem inclui qualquer toque em partes íntimas do corpo sem consentimento explícito da cliente. A legislação brasileira considera crime mesmo que não haja violência física explícita.
Massagista de 77 anos pode ser preso?
Sim, se condenado. O crime de estupro de vulnerável prevê pena de 8 a 15 anos de reclusão. A prisão pode ser preventiva se houver risco à investigação ou à vítima.
Como saber se a clínica de massagem é segura?
Verifique se a clínica tem alvará de funcionamento e se os profissionais são registrados em conselhos de classe, como o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). Desconfie de clínicas sem identificação ou com avaliações negativas.
O que fazer se sofrer abuso durante massagem?
Saia do local imediatamente. Procure uma delegacia para registrar boletim de ocorrência. Não tome banho nem troque de roupa antes da perícia. Busque atendimento médico no SUS para coleta de provas e profilaxia de ISTs.
A denúncia pode ser anônima?
Sim. O Disque 100 aceita denúncias anônimas. Você também pode registrar denúncia pelo aplicativo "Direitos Humanos Brasil" sem se identificar.
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