Justiça decreta prisão de turista argentino por injúria racial na Bahia
A Justiça da Bahia decretou a prisão preventiva de um turista argentino de 38 anos por injúria racial em Morro de São Paulo. O caso, filmado e viralizado, ocorreu após a vitória da Argentina na semifinal da Copa do Mundo. Saiba como o crime é tratado pela lei brasileira.
Justiça da Bahia decreta prisão preventiva de turista argentino por injúria racial
A Justiça da Bahia decretou, neste sábado (18), a prisão preventiva de um turista argentino de 38 anos investigado por injúria racial. O caso, filmado e repercutido nas redes sociais, aconteceu na última quarta-feira (15) em Morro de São Paulo, um dos principais destinos turísticos de Cairu, no baixo sul da Bahia.
A Justiça da Bahia decretou a prisão preventiva de um turista argentino de 38 anos por injúria racial. O crime ocorreu em 15 de julho, em Morro de São Paulo, quando o homem imitou um macaco diante de um homem negro. O suspeito teria fugido para a Argentina após a repercussão. A Polícia Civil vai comunicar a Interpol.
O que aconteceu em Morro de São Paulo
Na gravação que viralizou, o turista aparece imitando um macaco na frente de um homem negro durante a comemoração da vitória da Argentina em uma partida da semifinal da Copa do Mundo. De acordo com a Polícia Civil, o investigado teria fugido do Brasil após a repercussão do caso.
Em nota, a polícia explicou que dois brasileiros, de 20 e 22 anos, foram vítimas de ataques racistas praticados pelo argentino dentro de um restaurante, após o jogo acabar. Imagens de segurança registraram o momento em que o turista aparece no aeroporto de Salvador, na noite do dia 16 de julho.
Injúria racial: crime previsto em lei
A injúria racial é considerada crime pela legislação brasileira e está sujeita às penalidades previstas em lei. Diferente do racismo, que atinge toda uma coletividade, a injúria racial ofende a honra de uma pessoa específica com base em raça, cor, etnia, religião ou origem. A pena pode chegar a três anos de reclusão, além de multa.
O que diz a Prefeitura de Cairu
Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Cairu divulgou uma nota de repúdio, afirmando "que não tolera, em nenhuma circunstância, atos de discriminação, racismo ou qualquer forma de violência contra moradores, trabalhadores e visitantes do município". A administração municipal também ressaltou que a injúria racial é crime e está sujeita às penalidades previstas em lei.
Posicionamento do restaurante
O Funny Restaurante, local onde o episódio aconteceu, também se manifestou. Em nota, o estabelecimento afirmou que repudia qualquer ato de preconceito e reforçou seu compromisso com o respeito, a diversidade e a dignidade de todas as pessoas.
Próximos passos da investigação
Após o registro da ordem judicial no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), a Polícia Civil vai comunicar à Diretoria de Cooperação Internacional da Polícia Federal para a adoção das medidas cabíveis. Como o suspeito teria fugido para a Argentina, o caso deve envolver cooperação internacional, possivelmente com a Interpol.
O que fazer em caso de injúria racial
Se você for vítima ou testemunha de injúria racial, registre um boletim de ocorrência em qualquer delegacia. Guarde provas como vídeos, fotos e testemunhas. A denúncia pode ser feita também pelo Disque 100. como denunciar racismo na Bahia
Perguntas Frequentes
O turista argentino foi preso?
Até o momento, a Justiça decretou a prisão preventiva, mas o suspeito teria fugido para a Argentina. A Polícia Civil vai comunicar a Diretoria de Cooperação Internacional da Polícia Federal para as medidas cabíveis.
Qual a diferença entre racismo e injúria racial?
O racismo atinge uma coletividade e é inafiançável. A injúria racial ofende a honra de uma pessoa específica com base em raça, cor, etnia, religião ou origem. Ambos são crimes no Brasil.
Onde ocorreu o crime?
O caso aconteceu em Morro de São Paulo, distrito de Cairu, no baixo sul da Bahia, dentro do Funny Restaurante.
Quem são as vítimas?
De acordo com a Polícia Civil, dois brasileiros, de 20 e 22 anos, foram vítimas dos ataques racistas.
O que acontece agora com o caso?
A Polícia Civil vai comunicar a Diretoria de Cooperação Internacional da Polícia Federal para que sejam adotadas as medidas cabíveis, incluindo possível cooperação com a Interpol.
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