# Irã contesta reportagem do NYT que afirma que o país rejeitou cessar-fogo

> O Irã contestou uma reportagem do The New York Times que afirmava que Teerã rejeitou um cessar-fogo proposto pelos Estados Unidos e apresentado pelo Iraque. A agência estatal IRNA classificou a matéria como "totalmente diversionista e enganosa", negando a veracidade da informação divulgada pelo jornal.

*Sucesso News · Cidade · 24 de julho de 2026 · Pedro Henrique Salles*

O Irã contestou uma reportagem do The New York Times que afirmava que Teerã havia rejeitado um cessar-fogo proposto pelos Estados Unidos e apresentado pelo Iraque. A agência estatal IRNA classificou a matéria como 'totalmente diversionista e enganosa'.

O governo do Irã contestou formalmente uma reportagem do jornal americano The New York Times, publicada na quinta-feira (23), que afirmava que Teerã teria rejeitado um acordo de cessar-fogo proposto pelos Estados Unidos e apresentado pelo Iraque.

A agência estatal de notícias IRNA classificou a matéria como "totalmente diversionista e enganosa", negando que o país tenha recusado a proposta. De acordo com a IRNA, a oferta americana previa um "cessar-fogo temporário de 10 dias", mas detalhes completos da medida não foram divulgados.

O veículo americano havia noticiado que o Irã não estava interessado em um acordo temporário que deixasse sem solução a questão do controle do Estreito de Ormuz, citando autoridades iranianas.

**Irã defende diplomacia e critica EUA**

Uma autoridade iraniana não identificada, em declaração reproduzida pela IRNA, afirmou que "o Irã sempre atribuiu valor intrínseco à diplomacia". A mesma fonte acrescentou que "o problema da escalada do conflito na região decorre exclusivamente da violação das promessas pelos Estados Unidos e da violação dos compromissos contidos no memorando de entendimento de 18 de junho".

A declaração reforça a posição oficial de Teerã, que atribui a responsabilidade pela escalada ao governo americano, não a uma suposta recusa iraniana em negociar.

**Visita do premiê iraquiano a Teerã**

O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, visitou Teerã na quinta-feira (23), após se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump, no início da semana passada na Casa Branca. A visita ocorreu em meio à tentativa de mediação iraquiana entre as duas nações.

Antes da visita, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, insistiu que Teerã não buscava mais mediação com Washington, sinalizando o esgotamento dos canais diplomáticos diretos.

**Trump sinaliza que não negocia**

Paralelamente, Trump sinalizou na quinta-feira (23) que ainda não estava pronto para negociar um novo cessar-fogo com o Irã, afirmando que "eles precisam de mais do mesmo" após dias consecutivos de ataques aéreos. A declaração foi interpretada como uma recusa em interromper a campanha militar em curso.

**CENTCOM anuncia 13ª noite consecutiva de ataques**

Na noite de quinta-feira (23), o CENTCOM (Comando Central dos EUA) informou que as forças armadas dos EUA estavam lançando mais ataques contra o Irã. Em publicação na rede social X, o CENTCOM afirmou: "Esta é a 13ª noite consecutiva de ataques destinados a responsabilizar o Irã e reduzir as ameaças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica ao transporte marítimo comercial".

Os ataques começaram às 18h45, horário da costa leste dos EUA (19h45, em Brasília), segundo o comunicado.

**Mortes em território iraniano**

Horas depois, na madrugada desta sexta-feira (24), a mídia estatal iraniana reportou que pelo menos quatro pessoas morreram após ataques dos EUA realizados contra diversas áreas do Irã. As informações sobre os locais exatos e as circunstâncias das mortes não foram detalhadas na reportagem.

**Araghchi critica confisco de ativos iranianos**

Em meio à tensão entre os países, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que "confiscar os ativos de outra nação para pagar futuras reivindicações não relacionadas cria um precedente incendiário". A declaração foi uma resposta ao presidente dos EUA, Donald Trump, que declarou que utilizará ativos iranianos apreendidos para indenizar danos causados a navios.

"Aqueles que comemoram ou lucram com esses recursos devem se lembrar: quando governos passam a normalizar o confisco de ativos, o patrimônio de ninguém estará seguro", escreveu Araghchi em uma publicação no X, nesta sexta-feira (24).

**Perguntas Frequentes**

### O Irã rejeitou o cessar-fogo proposto pelos EUA?

Não, segundo a agência estatal IRNA. O Irã contestou a reportagem do The New York Times que afirmava isso, classificando a matéria como "totalmente diversionista e enganosa".

### Qual era a proposta de cessar-fogo?

A proposta, segundo a IRNA, previa um "cessar-fogo temporário de 10 dias". Detalhes completos não foram divulgados.

### Quem mediou a proposta?

O Iraque, representado pelo primeiro-ministro Ali al-Zaidi, apresentou a proposta. Al-Zaidi visitou Teerã na quinta-feira (23) após se reunir com Trump na Casa Branca.

### Os EUA estão atacando o Irã?

Sim. O CENTCOM informou que está realizando a 13ª noite consecutiva de ataques contra o Irã, visando o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e o transporte marítimo comercial.

### Quantas pessoas morreram nos ataques?

A mídia estatal iraniana reportou que pelo menos quatro pessoas morreram após ataques dos EUA contra diversas áreas do Irã na madrugada de sexta-feira (24).

### O que Trump disse sobre negociar?

Trump afirmou que ainda não estava pronto para negociar um novo cessar-fogo, dizendo que "eles precisam de mais do mesmo".

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/cidade/ira-contesta-reportagem-nyt-afirma-pais-rejeitou-cessar-fogo/
