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Homem preso após confessar tortura com choques e água sanitária no interior de SP

ResumoA Polícia Civil do interior de São Paulo prendeu em flagrante um homem que confessou torturar a vítima com choques elétricos e a obrigar a ingerir água sanitária. A vítima foi resgatada com vida e recebe atendimento médico. O caso chocou a região e segue sob investigação.

Um homem foi preso em flagrante no interior de São Paulo após confessar que torturou a vítima com choques elétricos e a obrigou a beber água sanitária. O caso, registrado pela Polícia Civil, chocou a região. A vítima foi resgatada com vida e passa por atendimento médico.

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 15 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Homem preso após confessar tortura com choques e água sanitária no interior de SP

Um caso de violência extrema chocou o interior de São Paulo. Um homem foi preso em flagrante após confessar que torturou a vítima com choques elétricos e a obrigou a beber água sanitária. A Polícia Civil atendeu a ocorrência e o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional. A vítima foi resgatada com vida e passa por atendimento médico na rede pública de saúde. O crime é enquadrado como tortura, previsto na Lei 9.455/97, que estabelece pena de reclusão de 2 a 8 anos.

Como a Polícia Civil agiu no flagrante

A investigação começou após denúncia anônima. Policiais civis da região chegaram ao local e encontraram a vítima em situação de cárcere privado, com marcas de choques elétricos pelo corpo e sinais de intoxicação. O suspeito confessou os atos durante depoimento formal. A ocorrência foi registrada como tortura qualificada, com agravantes de sequestro e cárcere privado. A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para apurar a participação de outras pessoas.

O que diz a Lei de Tortura (Lei 9.455/97)

A Lei 9.455/97 define tortura como constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando sofrimento físico ou mental. No caso relatado, o uso de choques elétricos e a ingestão forçada de água sanitária configuram tortura. A pena prevista é de 2 a 8 anos de reclusão, mas pode ser aumentada se a vítima for menor de idade, idosa ou pessoa com deficiência. O crime é inafiançável e não admite graça ou anistia.

Água sanitária: os riscos da ingestão forçada

A ingestão de água sanitária, composta por hipoclorito de sódio, causa queimaduras químicas na boca, esôfago e estômago. Pode levar a perfuração intestinal, insuficiência renal e morte. A vítima foi encaminhada a um hospital da rede pública, onde recebeu tratamento para intoxicação. Médicos da unidade informaram que o quadro é grave, mas estável. O atendimento segue o protocolo do SUS para intoxicação exógena.

Tortura com choques elétricos: lesões e sequelas

Choques elétricos causam queimaduras profundas, arritmias cardíacas e danos neurológicos. A depender da voltagem e do tempo de exposição, podem ser fatais. A vítima apresentava múltiplas marcas de queimadura elétrica, indicando tortura repetida. A perícia criminal recolheu o equipamento usado para aplicar os choques, que será analisado para determinar a potência e o tipo de corrente.

Como denunciar casos de tortura e violência

A denúncia é essencial para interromper ciclos de violência. Qualquer pessoa pode ligar para o Disque 100 (Direitos Humanos) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em casos urgentes, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190. A Polícia Civil também recebe denúncias anônimas pelo 197. A recomendação é não tentar intervir diretamente, mas acionar as autoridades. O sigilo é garantido.

Apoio psicológico para vítimas de tortura

Vítimas de tortura precisam de acompanhamento psicológico especializado. O SUS oferece atendimento em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e unidades básicas de saúde. O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) também presta suporte. Em casos de violência extrema, recomenda-se a busca por psicólogos com experiência em trauma. A rede pública garante o sigilo e o acolhimento.

Perguntas Frequentes

Qual a pena para tortura no Brasil?

A pena para tortura é de 2 a 8 anos de reclusão, podendo ser aumentada em casos de vítima menor, idosa ou com deficiência. O crime é inafiançável.

Onde denunciar tortura anonimamente?

Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque 100, Disque 180, ou pelo 197 da Polícia Civil. O sigilo é garantido.

A vítima de tortura tem direito a atendimento médico gratuito?

Sim, o SUS garante atendimento médico e psicológico gratuito para vítimas de violência. Basta procurar uma unidade básica de saúde ou hospital público.

Tortura com choques elétricos pode causar sequelas permanentes?

Sim, queimaduras profundas, danos neurológicos e cardíacos podem ser permanentes. O acompanhamento médico é essencial para avaliar as sequelas.

O que fazer se presenciar uma tortura?

Acione a Polícia Militar pelo 190 imediatamente. Não tente intervir. Anote detalhes como local, descrição do agressor e da vítima para repassar às autoridades.

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