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Homem que matou namorada asfixiada enquanto filha dormia é condenado a mais de 20 anos de prisão em MG

ResumoO Tribunal do Júri de Minas Gerais condenou a mais de 20 anos de prisão o homem que matou a namorada por asfixia enquanto a filha dela dormia no quarto ao lado. O crime, ocorrido em 2023, foi motivado por ciúmes e discutido em júri popular.

O Tribunal do Júri de Minas Gerais condenou a mais de 20 anos de prisão o homem que matou a namorada por asfixia enquanto a filha dela dormia no quarto ao lado. O crime, ocorrido em 2023, foi motivado por ciúmes e discutido em júri popular. Veja os detalhes da sentença e do julga

Otávio Mancini
Otávio Mancini Repórter de Política e Bastidores · 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Homem que matou namorada asfixiada enquanto filha dormia é condenado a mais de 20 anos de prisão em MG

Homem que matou namorada asfixiada enquanto filha dormia é condenado a mais de 20 anos de prisão em MG

O Tribunal do Júri de Minas Gerais condenou a 22 anos e 6 meses de prisão o homem que assassinou a namorada por asfixia, em 2023, enquanto a filha dela, de 7 anos, dormia no quarto ao lado. O crime, classificado como homicídio qualificado, foi julgado na última quarta-feira, 15 de março, na comarca de Belo Horizonte. A decisão, tomada por unanimidade pelos jurados, acolheu a tese do Ministério Público de que o réu agiu por motivo torpe, ciúmes, e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

A condenação, em regime fechado, foi fixada com base no Código Penal, que prevê pena de 12 a 30 anos para homicídio qualificado. O juiz responsável pela dosimetria considerou as circunstâncias do crime, especialmente a presença da filha da vítima, que dormia no quarto ao lado e não presenciou o ato, mas foi exposta ao cenário de violência extrema. A defesa do réu informou que recorrerá da decisão.

O crime: asfixia durante a madrugada

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na madrugada de 12 de setembro de 2023, em uma residência no bairro Santa Lúcia, em Belo Horizonte. O réu, então namorado da vítima, teria iniciado uma discussão por ciúmes, após a mulher receber uma mensagem de celular. Durante o confronto, ele a agarrou pelo pescoço e a sufocou até a morte, usando um travesseiro para impedir a respiração. A filha da vítima, de 7 anos, dormia no quarto ao lado e só acordou com os gritos, mas não conseguiu intervir.

Após o crime, o homem fugiu do local, mas foi preso horas depois, em uma rodoviária da capital mineira, tentando deixar o estado. A polícia encontrou com ele o celular da vítima, que foi usado como prova no julgamento.

Julgamento e tese da acusação

No Tribunal do Júri, o Ministério Público sustentou a tese de homicídio qualificado por motivo torpe (ciúmes) e por recurso que dificultou a defesa da vítima (asfixia com travesseiro, que impede gritos). A acusação também destacou a vulnerabilidade da vítima, que estava sozinha com o agressor, e a presença da filha, que tornou o crime ainda mais grave. O promotor responsável pelo caso afirmou que a condenação "representa a resposta do Estado a um crime brutal, que chocou a sociedade mineira".

A defesa do réu, por sua vez, argumentou que o crime foi cometido sob forte emoção, sem premeditação, e pediu a desclassificação para homicídio simples, o que reduziria a pena para 6 a 20 anos. A tese foi rejeitada pelos jurados.

Pena e dosimetria

A pena de 22 anos e 6 meses foi fixada pelo juiz após análise das circunstâncias judiciais. O magistrado destacou a culpabilidade do réu, considerada elevada, e as consequências do crime, que deixou a filha da vítima órfã e exposta ao trauma. A sentença também considerou o fato de o réu ter tentado fugir, o que demonstra ausência de arrependimento. O regime inicial será o fechado, e o condenado não poderá recorrer em liberdade.

Recurso e próximos passos

A defesa do condenado já anunciou que recorrerá da decisão ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O recurso, que será julgado em segunda instância, pode questionar a dosimetria da pena ou a tese de qualificadora. Enquanto isso, o réu permanece preso na Penitenciária de Segurança Máxima de Belo Horizonte. A família da vítima, representada por advogados, acompanha o processo e espera que a condenação seja mantida.

Contexto: violência doméstica em MG

O caso é mais um na série de feminicídios registrados em Minas Gerais. Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que, em 2025, o estado registrou 142 casos de feminicídio, uma média de 12 por mês. A maioria dos crimes ocorre dentro de casa, com uso de arma branca ou asfixia, e tem como motivação o ciúme ou a não aceitação do término da relação. A condenação deste caso, segundo especialistas, reforça a mensagem de que o Estado não tolera a violência doméstica.

Perguntas Frequentes

Qual foi a pena do homem que matou a namorada asfixiada em MG?

Ele foi condenado a 22 anos e 6 meses de prisão em regime fechado.

Onde ocorreu o crime?

O crime ocorreu em uma residência no bairro Santa Lúcia, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

A filha da vítima estava presente?

Sim, a filha de 7 anos dormia no quarto ao lado e não presenciou o ato, mas foi exposta ao cenário de violência.

O réu pode recorrer da sentença?

Sim, a defesa já anunciou recurso ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

O crime foi classificado como feminicídio?

A denúncia não especificou a qualificadora de feminicídio, mas sim de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa.

Qual a média de feminicídios em Minas Gerais?

Em 2025, foram 142 casos registrados, uma média de 12 por mês, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

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