# Gasolina cara nos EUA ainda pesa e mantém pressão no outono

> Os preços da gasolina nos Estados Unidos permanecem elevados, com média de US$ 4,15 no Dia do Trabalho, após o conflito com o Irã. A pressão sobre os custos de combustível deve persistir durante o outono, influenciando a inflação e o orçamento das famílias americanas. O cenário reflete tensões geopolíticas e oferta restrita no mercado energético global.

*Sucesso News · Cidade · 08 de setembro de 2026 · Otávio Mancini*

Os preços da gasolina nos EUA seguem altos após o conflito com o Irã, com média de US$ 4,15 no Dia do Trabalho. Entenda o impacto no outono.

Os preços da gasolina nos EUA seguem pesando no bolso dos motoristas e devem manter a pressão no outono, segundo especialistas ouvidos pela CNN. Pouco mais de seis meses após o início do conflito entre EUA e Irã, o custo do combustível continua muito mais alto do que no final de fevereiro, quando o galão comum custava US$ 2,98 em média, de acordo com a AAA. Na segunda-feira, os motoristas pagaram uma média de US$ 4,15 por galão, um recorde para o Dia do Trabalho.

A queda nos preços vista no final da primavera e no início do verão foi passageira. O preço médio de agosto foi o mais alto já registrado para o mês, a US$ 4,07 por galão, após o petróleo bruto oscilar na faixa de US$ 80 por barril com o Estreito de Ormuz em grande parte bloqueado, disse Aixa Diaz, porta-voz da AAA. O valor ficou dez centavos acima do mesmo período de 2022, quando os preços dispararam após o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia.

Apesar do custo elevado, os americanos não deixaram de pegar a estrada no verão, mas a sequência de grandes aumentos nas viagens foi interrompida. As projeções da AAA para os feriados do Memorial Day e do 4 de julho indicavam números essencialmente iguais aos recordes do ano passado. Agora, a expectativa é de que o impacto continue no outono. Antes deste ano, o preço médio nacional no Dia do Trabalho nunca havia ultrapassado US$ 4 por galão; em 2022, o valor era de US$ 3,79 na data, após atingir US$ 5,02 em junho.

"Provavelmente veremos nosso setembro, outubro e novembro mais caros, até que algo mude com essas tensões geopolíticas", disse Patrick De Haan, analista de petróleo do GasBuddy. Ele ponderou que, com o mais recente surto de ataques entre forças dos EUA e o Irã, uma mudança "parece cada vez menos provável".

O cenário agrava a crise de acessibilidade que afeta muitos americanos, com custos elevados também de alimentos, eletricidade e moradia. Linda French, professora aposentada de 78 anos, em Jonesborough, Tennessee, cancelou a visita ao irmão idoso em Nova York porque o voo que fez em março mais do que dobrou de preço. Ela se contenta com chamadas de vídeo, mas lamenta: "Você não pode abraçar sua família." Colton Comstock, 28 anos, analista financeiro em Johnsburg, Illinois, paga US$ 4,55 por galão e viu o aumento anular a economia de morar com os pais para quitar US$ 60.000 em dívidas de faculdade. Linda Cook, de New Paris, Ohio, ex-consultora de negócios que recebe auxílio-invalidez, reduziu gastos com mantimentos e desistiu de pedicures para lidar com as contas.

Para French, a alta não deve ceder. Ela já cancelou os planos de viagem para Washington, DC, no Dia de Ação de Graças, e para Nova York no Natal. A leitura de bastidor é que, sem um fim para os combates no Golfo Pérsico e entre Rússia e Ucrânia, o tabuleiro segue pressionado até o fim do ano.

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/cidade/gasolina-cara-ainda-pesa-eua-deve-manter-pressao-outono/
