# Força-tarefa apura se mais de mil postos do RJ têm conexão com o crime organizado

> A Força-tarefa do Ministério da Justiça investiga mais de mil postos de combustíveis no Rio de Janeiro por suspeita de conexão com o crime organizado. O ministro Flávio Dino anunciou a apuração, que foca em lavagem de dinheiro e sonegação fiscal como principais frentes de investigação.

*Sucesso News · Cidade · 15 de julho de 2026 · Pedro Henrique Salles*

Uma força-tarefa do Ministério da Justiça investiga se mais de mil postos de combustíveis no Rio de Janeiro operam sob controle de organizações criminosas. O anúncio foi feito pelo ministro Flávio Dino, que citou lavagem de dinheiro e sonegação fiscal como principais frentes da a

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de uma força-tarefa, investiga se mais de mil postos de combustíveis no Rio de Janeiro mantêm conexão com organizações criminosas, entre milícias e tráfico de drogas. O anúncio foi feito pelo ministro Flávio Dino em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (19). A apuração envolve a Polícia Federal, a Receita Federal e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), e tem como foco principal a lavagem de dinheiro e a sonegação fiscal.

Mais de mil postos estão sob suspeita de operar como fachada para o crime organizado. A estimativa parte de cruzamentos de dados fiscais e de movimentação financeira realizados pela Receita Federal. Segundo o ministro, a investigação não se limita à adulteração de combustível, crime já comum no setor, mas mira a estrutura financeira dos postos, muitos deles registrados em nome de laranjas ou com patrimônio incompatível com o faturamento declarado.

### Como a força-tarefa vai atuar

A força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça reúne equipes da Polícia Federal, da Receita Federal e da ANP. O trabalho será dividido em três frentes:

- Análise documental e fiscal: cruzamento de dados de notas fiscais, declarações de imposto de renda e movimentações bancárias para identificar padrões incompatíveis com a atividade legal.
- Investigação patrimonial: mapeamento de bens dos sócios e proprietários para detectar enriquecimento ilícito.
- Operações de campo: fiscalização in loco com coleta de amostras de combustível e verificação de documentos.

A primeira fase já identificou 1.247 postos com indícios de irregularidades fiscais. O número pode crescer à medida que novos dados forem processados.

### O que diz a lei e as punições previstas

A conexão de postos de combustíveis com o crime organizado configura, em tese, os crimes de lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/1998), sonegação fiscal (Lei nº 8.137/1990) e associação criminosa (artigo 288 do Código Penal). As penas somadas podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

A ANP, responsável pela regulação do setor, pode aplicar sanções administrativas que vão desde multas até a cassação da autorização de funcionamento. Em casos de adulteração comprovada, o posto pode ser interditado imediatamente.

### Histórico de operações no setor

Esta não é a primeira investida do governo federal contra irregularidades em postos de combustíveis. Em 2024, a Operação Petrolina, da Polícia Federal, desarticulou um esquema de sonegação fiscal que envolvia 47 postos no Rio de Janeiro. Já em 2025, a Operação Posto Limpo, da Receita Federal, flagrou adulteração de gasolina em 32 estabelecimentos da capital fluminense.

A diferença agora, segundo o ministro Dino, é a escala e o foco na conexão com o crime organizado. "Não estamos apenas atrás de sonegação fiscal. Queremos desmontar a estrutura financeira que alimenta milícias e facções", afirmou.

### Impacto para o consumidor

Para o motorista que abastece no Rio de Janeiro, a investigação levanta um alerta: combustível adulterado danifica o motor, aumenta o consumo e reduz a vida útil do veículo. Além disso, postos ligados ao crime organizado tendem a operar com preços artificialmente baixos para atrair clientes, mascarando a irregularidade.

A ANP recomenda que o consumidor desconfie de preços muito abaixo da média do mercado e exija a nota fiscal. Em caso de suspeita, a denúncia pode ser feita pelo telefone 151 ou pelo site da agência reguladora.

### Próximos passos da investigação

A força-tarefa tem prazo inicial de 90 dias para concluir a primeira fase da investigação. Até lá, devem ser realizadas operações de busca e apreensão em endereços ligados aos postos suspeitos. O ministro Dino afirmou que os resultados serão tornados públicos e que os responsáveis serão processados criminalmente.

"A população pode esperar uma resposta firme do Estado. Não vamos tolerar que o crime organizado se aposse de setores estratégicos da economia", declarou.

## Perguntas Frequentes

### Quantos postos estão sendo investigados?

Mais de mil postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro são alvo da força-tarefa, segundo o ministro Flávio Dino.

### Quais crimes são investigados?

A investigação mira lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, adulteração de combustível e associação criminosa.

### Quem participa da força-tarefa?

A força-tarefa é composta pela Polícia Federal, Receita Federal e Agência Nacional do Petróleo (ANP), sob coordenação do Ministério da Justiça.

### Como denunciar um posto suspeito?

O consumidor pode denunciar pelo telefone 151 da ANP ou pelo site oficial da agência.

### Qual o prazo da investigação?

A primeira fase da força-tarefa tem prazo de 90 dias para ser concluída.

### O que acontece com os postos irregulares?

Os postos podem ser multados, interditados e ter a autorização de funcionamento cassada pela ANP. Os responsáveis podem responder criminalmente por lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/cidade/forca-tarefa-apura-se-mais-mil-postos-rj-tem-conexao-crime-organizado-diz-minist/
