Família pede prisão de suspeito de matar mulher espancada em Jaboticabal, SP
A família de uma mulher assassinada a pancadas em Jaboticabal, interior de São Paulo, pede a prisão do principal suspeito. Em nota, familiares afirmam que a impunidade parece certa. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
Família pede prisão de suspeito de matar mulher espancada em Jaboticabal, SP: 'Como se a impunidade fosse certa'
A família de uma mulher assassinada a pancadas em Jaboticabal, interior de São Paulo, pede a prisão do principal suspeito. Em nota divulgada à imprensa, os familiares afirmam que 'a impunidade parece certa' e cobram celeridade na investigação. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, e a Justiça analisa o pedido de prisão preventiva. A vítima, cujo nome não foi divulgado oficialmente, foi encontrada com múltiplas lesões na última semana.
O crime que chocou Jaboticabal
O corpo da mulher foi encontrado em uma residência no bairro Jardim Primavera, em Jaboticabal. Segundo a Polícia Civil, a vítima apresentava sinais de espancamento e morte violenta. O caso foi registrado como homicídio qualificado, feminicídio, na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade.
De acordo com a apuração inicial, o suspeito, que teria envolvimento amoroso com a vítima, fugiu após o crime. A polícia já identificou o suspeito e realiza diligências para localizá-lo. A família, por meio de advogado, protocolou pedido de prisão preventiva na Justiça.
A nota da família: 'impunidade certa'
Em nota oficial, os familiares da vítima afirmam que 'a sensação é de que a impunidade é certa, como se o crime não tivesse consequências'. O texto, obtido pela reportagem, critica a demora na prisão e pede que a Justiça atue com rigor.
'Não aceitamos que um assassino esteja solto enquanto nossa familiar está morta. Exigimos a prisão imediata do suspeito.', trecho da nota divulgada pela família.
A nota foi endossada por movimentos de defesa dos direitos das mulheres, que prometem acompanhar o caso e pressionar as autoridades.
Investigação e medidas legais
A Polícia Civil de Jaboticabal instaurou inquérito para apurar o feminicídio. A DDM local é responsável pela investigação. A polícia já ouviu testemunhas e analisa imagens de câmeras de segurança da região.
O pedido de prisão preventiva foi protocolado na Vara Criminal de Jaboticabal. A Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido. A defesa do suspeito, se constituída, não foi localizada pela reportagem.
Violência contra a mulher em números
Dados oficiais do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em 2024, o Brasil registrou cerca de 1.400 feminicídios. No estado de São Paulo, a taxa de feminicídios por 100 mil mulheres é de aproximadamente 1,2. No interior paulista, cidades como Jaboticabal têm registrado casos recorrentes de violência doméstica.
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O que diz a lei sobre feminicídio
O feminicídio é homicídio qualificado desde 2015 (Lei 13.104/2015). A pena prevista é de 12 a 30 anos de reclusão. A prisão preventiva pode ser decretada quando há risco de fuga ou de reiteração criminosa.
A lei considera feminicídio quando o crime é cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, incluindo violência doméstica e familiar ou menosprezo à condição de mulher.
Próximos passos no caso
A Polícia Civil deve concluir o inquérito em até 30 dias, prazo que pode ser prorrogado. A Justiça decidirá sobre a prisão preventiva nos próximos dias. A família promete acompanhar cada etapa e, se necessário, recorrer ao Ministério Público.
Movimentos feministas locais já anunciaram atos públicos em frente ao Fórum de Jaboticabal para pressionar pela prisão do suspeito.
Perguntas Frequentes
Quem é o suspeito de matar a mulher em Jaboticabal?
A Polícia Civil identificou o suspeito, mas não divulgou o nome para não atrapalhar as investigações. Sabe-se que ele tinha relação amorosa com a vítima e fugiu após o crime.
O que a família da vítima está pedindo?
A família pede a prisão preventiva do suspeito e critica a demora na Justiça. Em nota, afirma que 'a impunidade parece certa'.
Qual é a pena para feminicídio no Brasil?
A pena para feminicídio é de 12 a 30 anos de reclusão, conforme a Lei 13.104/2015.
Onde o caso está sendo investigado?
O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Jaboticabal, sob supervisão da Polícia Civil de São Paulo.
Como denunciar violência contra a mulher?
Denúncias podem ser feitas pelo 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelo 190 (Polícia Militar) em caso de emergência.