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EUA podem perder posto de maior exportador agrícola para o Brasil, diz FT

ResumoO Brasil pode superar os Estados Unidos como maior exportador agrícola global, segundo o Financial Times. A diferença entre as exportações dos dois países caiu de US$ 56 bilhões em 2021 para US$ 2 bilhões em 2023, indicando uma trajetória de ultrapassagem iminente.

Uma reportagem do Financial Times desta terça-feira (21/7) aponta que os Estados Unidos correm o risco de perder para o Brasil o posto de maior exportador agrícola do mundo. A diferença entre os dois países caiu de US$ 56 bilhões em 2021 para apenas US$ 2 bilhões no ano passado,

Otávio Mancini
Otávio Mancini Repórter de Política e Bastidores · 21 de julho de 2026 · 4 min de leitura
EUA podem perder posto de maior exportador agrícola para o Brasil, diz FT

O que mudou na balança agrícola entre EUA e Brasil

Uma reportagem publicada nesta terça-feira (21/7) no britânico Financial Times, um dos principais jornais de finanças do mundo, afirma que os Estados Unidos correm o risco de perder para o Brasil o posto de maior exportador agrícola do mundo. O texto, baseado em dados oficiais, mostra que a diferença entre os dois países encolheu de forma acelerada nos últimos anos.

Segundo o Departamento de Agricultura americano e o Ministério da Agricultura brasileiro, os EUA exportaram US$ 171 bilhões em produtos agrícolas no ano passado, apenas US$ 2 bilhões a mais do que o Brasil. Em 2021, essa diferença foi de US$ 56 bilhões. Em quatro anos, o abismo virou uma margem quase residual.

O peso do agro brasileiro no primeiro semestre de 2026

O Financial Times destaca que as exportações brasileiras no setor agropecuário cresceram 6% no primeiro semestre de 2026, atingindo um recorde de US$ 87 bilhões. O avanço não se deve apenas ao papel do Brasil como maior produtor mundial de soja e das carnes bovina e avícola, mas também ao sucesso de cultivos como o algodão.

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos como principal exportador de algodão, um mercado que historicamente era dominado pelos americanos. O movimento reforça a tese de que o agro brasileiro diversificou sua pauta e ganhou competitividade em múltiplas frentes.

O fator Trump e o tarifaço

A reportagem do Financial Times ganha contexto adicional com as recentes medidas comerciais adotadas pelo governo americano. O tarifaço promovido pelo presidente Donald Trump gerou incertezas no comércio global e pode ter acelerado a busca por novos fornecedores. O governo dos EUA deve iniciar nesta terça-feira (21/7) reuniões com setores afetados pela nova taxa.

A lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados pela nova taxa foi divulgada, mas o efeito sobre as exportações agrícolas americanas ainda é incerto. O Brasil, por sua vez, mantém uma trajetória de crescimento sustentado nas vendas externas do agro.

O que dizem os números oficiais

Os dados que embasam a reportagem são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa). Ambos apontam para a mesma direção: a vantagem americana encolheu drasticamente.

  • Em 2021, os EUA exportaram US$ 227 bilhões em produtos agrícolas, contra US$ 171 bilhões do Brasil, diferença de US$ 56 bilhões.
  • Em 2025, os EUA exportaram US$ 171 bilhões, contra US$ 169 bilhões do Brasil, diferença de apenas US$ 2 bilhões.
  • No primeiro semestre de 2026, o Brasil já registrou US$ 87 bilhões em exportações agrícolas, um recorde para o período.

O que está por trás da virada brasileira

A reportagem do Financial Times não atribui a virada a uma única causa, mas o texto sugere que a combinação de fatores estruturais e conjunturais explica o fenômeno. De um lado, o Brasil consolidou sua posição como maior produtor global de soja e carnes. De outro, diversificou cultivos, como o algodão, e ganhou mercados antes dominados pelos americanos.

O crescimento de 6% nas exportações no primeiro semestre de 2026 indica que o ritmo se mantém, mesmo com o cenário de incertezas comerciais globais.

O próximo movimento no tabuleiro

A diferença de US$ 2 bilhões é pequena o suficiente para ser revertida a qualquer momento. O Financial Times não crava uma data para a ultrapassagem, mas o cenário descrito sugere que ela pode ocorrer ainda neste ano ou no próximo, dependendo da safra brasileira e das políticas comerciais americanas.

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Agricultura, não comentou oficialmente a reportagem até a publicação desta nota. O Departamento de Agricultura dos EUA também não se manifestou.

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Perguntas Frequentes

O Financial Times afirma que os EUA vão perder o posto?

A reportagem publicada em 21 de julho de 2026 afirma que os EUA correm o risco de perder o posto de maior exportador agrícola do mundo para o Brasil. O texto se baseia em dados oficiais dos dois países.

Qual a diferença atual entre EUA e Brasil nas exportações agrícolas?

Segundo o Departamento de Agricultura americano e o Ministério da Agricultura brasileiro, os EUA exportaram US$ 171 bilhões no ano passado, apenas US$ 2 bilhões a mais que o Brasil.

Quanto o Brasil exportou no primeiro semestre de 2026?

As exportações brasileiras do agro cresceram 6% no primeiro semestre de 2026, atingindo um recorde de US$ 87 bilhões, segundo o Financial Times.

Em quais cultivos o Brasil superou os EUA?

O Brasil ultrapassou os EUA como principal exportador de algodão. O país já era o maior produtor mundial de soja e carnes bovina e avícola.

O tarifaço de Trump influencia essa mudança?

A reportagem não atribui a virada diretamente ao tarifaço, mas o contexto de tarifas comerciais impostas pelos EUA pode ter acelerado a busca por novos fornecedores, beneficiando o Brasil.

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