Escombros seguem em rio três meses após queda de ponte no Acre
Três meses após a queda da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira (AC), os escombros seguem no Rio Iaco e obstruem a passagem de moradores. MP apura causas e responsabilidades.
Três meses após o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no interior do Acre, os escombros da estrutura seguem no Rio Iaco. As partes da ponte continuam obstruindo a passagem de quem depende do manancial para se deslocar pela região.
Em agosto, o Ministério Público instaurou um inquérito civil para investigar as causas e responsabilidades ligadas ao desabamento. Um dos pontos destacados no documento é que o risco de erosão na área onde a ponte foi construída já era conhecido antes do desmoronamento.
A ponte desabou na noite de 5 de junho, com quatro pessoas sobre a estrutura. O local estava interditado desde o dia anterior por apresentar risco de desabamento às margens do Rio Iaco. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da queda.
Três delegados da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) investigam o caso. A estrutura, que custou R$ 36 milhões, segue sem prazo definido para remoção dos escombros ou reconstrução.
Enquanto o inquérito civil e a investigação criminal avançam, moradores que dependem do Rio Iaco para se deslocar seguem com a passagem obstruída. O que se sabe até agora é que o risco de erosão já havia sido identificado antes da queda. A remoção dos escombros e a responsabilização dos envolvidos dependem do desfecho das apurações.