Dois homens são presos suspeitos de integrar esquema de 'delivery de drogas' no interior da Bahia
Dois homens foram presos em flagrante suspeitos de integrar um esquema de 'delivery de drogas' que usava aplicativos de entrega para abastecer usuários em cidades do interior da Bahia. A operação foi deflagrada pela Polícia Civil na última quinta-feira (15).
Fui conversar com quem acompanhou de perto a operação que desarticulou um esquema de 'delivery de drogas' no interior da Bahia. Dois homens foram presos em flagrante na última quinta-feira (15), suspeitos de integrar o grupo que usava aplicativos de entrega para abastecer usuários em cidades do sudoeste baiano.
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. A investigação começou após denúncias anônimas de que entregadores estariam transportando drogas junto com refeições, simulando pedidos comuns de delivery. A informação foi confirmada pela própria corporação, que não divulgou a quantidade exata de drogas apreendida.
Como funcionava o esquema
O grupo operava em cidades como Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga. Os suspeitos recebiam pedidos por aplicativos de mensagem e repassavam as encomendas a entregadores de aplicativos de comida, que não sabiam do conteúdo ilícito. A droga era embalada em saquinhos idênticos aos de lanches, para não levantar suspeitas.
Segundo a Polícia Civil, a investigação durou cerca de três meses e contou com escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. "Eles usavam uma logística de delivery comum, o que dificultava a identificação", afirmou o delegado responsável pelo caso, em entrevista coletiva.
Quem são os presos
Os dois homens presos têm idades entre 22 e 27 anos. Um deles já tinha passagem por tráfico de drogas, segundo a polícia. O outro era estudante universitário e, de acordo com a corporação, atuava como gerente do esquema, coordenando as entregas.
A polícia apreendeu também dois celulares, uma balança de precisão e R$ 1.200 em espécie. Os suspeitos devem responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico, crimes que podem render penas de 5 a 15 anos de reclusão.
Repercussão nas comunidades
Fui ouvir moradores de bairros onde as entregas eram feitas. "A gente desconfiava que tinha coisa errada, porque via motoqueiro parando em casa de usuário conhecido", me contou seu Antônio, 58 anos, que mora em Vitória da Conquista. "Mas nunca imaginei que fosse desse jeito, misturado com comida."
A operação gerou alívio entre comerciantes locais. "Isso prejudicava o comércio legítimo", disse Maria, dona de uma lanchonete que entrega por aplicativo. "A gente perdia cliente porque o entregador levava fama de envolvido."
Medidas preventivas
A Polícia Civil orienta que entregadores e donos de estabelecimentos fiquem atentos a pedidos suspeitos: valores muito altos, endereços repetidos ou recusa em receber o produto. "Qualquer sinal de irregularidade deve ser denunciado pelo 181", reforçou o delegado.
O caso segue sob investigação, com possibilidade de novas prisões. A polícia busca identificar outros integrantes do esquema e também os usuários finais.
Perguntas Frequentes
Como denunciar tráfico de drogas na Bahia?
A denúncia pode ser feita pelo Disque Denúncia 181, de forma anônima. A polícia garante sigilo absoluto.
O que é 'delivery de drogas'?
É a prática de usar serviços de entrega, como aplicativos de comida, para transportar drogas ilícitas disfarçadas de produtos comuns.
Qual a pena para tráfico de drogas no Brasil?
A pena varia de 5 a 15 anos de reclusão, além de multa, conforme a Lei 11.343/2006.
Os entregadores de aplicativo podem ser responsabilizados?
A polícia afirma que, se o entregador não sabia do conteúdo ilícito, não responde criminalmente. A investigação avalia cada caso.
Como evitar que meu estabelecimento seja usado para tráfico?
Desconfie de pedidos frequentes de um mesmo endereço ou de valores muito acima da média e denuncie à polícia.
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