Distração na cabine, gelo e fiscalização: conclusões do Cenipa sobre a Voepass
O relatório final do Cenipa sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo (SP) concluiu que falhas da empresa, dos pilotos e da fiscalização da Anac contribuíram para a tragédia. Foram listados 39 itens de conclusão, incluindo presença de gelo severo e falha no sistema de degelo.
O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo (SP) concluiu que falhas da Voepass, dos pilotos e da fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) contribuíram para a tragédia. O documento foi apresentado nesta quinta-feira (23) e listou 39 itens de conclusão.
O relatório final do Cenipa sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo (SP) concluiu que falhas da Voepass, dos pilotos e da fiscalização da Anac contribuíram para a tragédia. Foram listados 39 itens de conclusão, incluindo a presença de gelo severo durante o voo e falha no sistema de degelo das asas.
Gelo severo e falha no sistema de degelo
Um dos pontos centrais do relatório é a constatação de que o avião encontrou condições meteorológicas de formação de gelo severo durante o voo. Segundo o Cenipa, isso ocorreu ainda durante a subida e persistiu por todo o trajeto.
Além disso, a investigação identificou uma falha técnica que afetou o sistema responsável por remover o gelo da asa direita da aeronave. Essa combinação de fatores meteorológicos e técnicos é apontada como crítica para o desenrolar do acidente.
Falhas atribuídas à Voepass, pilotos e Anac
O relatório concluiu que três agentes falharam de forma combinada: a Voepass, os pilotos e a Anac. A investigação não detalhou publicamente o peso de cada falha, mas as 39 conclusões listadas no documento final apontam para deficiências em todos esses níveis.
A Anac, como agência reguladora, foi citada nominalmente pela fiscalização insuficiente. Já a Voepass e os pilotos tiveram suas condutas avaliadas como contribuintes para a queda.
Recomendações à ATR e à Anac
O Cenipa também apresentou recomendações às instituições envolvidas na tragédia. Entre elas estão a ATR, fabricante francesa da aeronave, e a própria Anac. As recomendações visam corrigir as falhas identificadas e prevenir novos acidentes.
O relatório não detalhou o teor completo de cada recomendação, mas a inclusão da fabricante indica que aspectos técnicos do projeto da aeronave também foram alvo de análise.
Os 39 itens de conclusão
Ao todo, o documento final listou 39 itens como conclusão da investigação. Cada item representa um fator ou condição que contribuiu para o acidente. A quantidade de itens reflete a complexidade da investigação, que durou meses.
Entre os itens já divulgados, destacam-se:
- Presença de gelo severo durante a subida e em todo o trajeto
- Falha no sistema de degelo da asa direita
- Falhas combinadas da Voepass, dos pilotos e da fiscalização da Anac
O que esperar das próximas etapas
Com o relatório final publicado, caberá à Anac e à ATR implementar as recomendações do Cenipa. A Voepass, por sua vez, deverá responder às conclusões que apontam falhas da empresa. O prazo para cumprimento das recomendações não foi divulgado.
O acompanhamento das medidas caberá aos órgãos reguladores e à própria investigação, que pode reabrir casos se novas evidências surgirem.
Perguntas Frequentes
O que é o Cenipa?
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) é o órgão responsável por investigar acidentes aéreos no Brasil e propor medidas para evitar novas tragédias.
Quais foram as principais conclusões do relatório?
O relatório apontou presença de gelo severo, falha no sistema de degelo da asa direita e falhas combinadas da Voepass, dos pilotos e da fiscalização da Anac.
A Anac foi responsabilizada?
Sim, o relatório concluiu que a fiscalização insuficiente da Anac contribuiu para o acidente.
Quantos itens de conclusão foram listados?
Foram listados 39 itens de conclusão no documento final.
O que acontece agora?
A Anac e a ATR devem implementar as recomendações do Cenipa. A Voepass também deverá responder às conclusões.