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Cutrim: vídeo antecipando ação da PF pode agravar situação no STF

ResumoRaimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, divulgou vídeo antecipando ação da Polícia Federal e fazendo acusações contra o ministro Flávio Dino. A gravação pode levar o Supremo Tribunal Federal a converter a prisão domiciliar de Cutrim em prisão preventiva, agravando a situação jurídica do ex-secretário.

Um vídeo divulgado neste domingo (19) mostra o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, Raimundo Cutrim, antecipando a ação da Polícia Federal e fazendo acusações contra o ministro Flávio Dino. A gravação pode levar o STF a converter a prisão domiciliar em preventiva.

Dione Albuquerque
Dione Albuquerque Colunista de Economia Regional · 20 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Cutrim: vídeo antecipando ação da PF pode agravar situação no STF

Cutrim fez vídeo antecipando ação da PF determinada por Dino; gravação pode agravar situação do ex-deputado

A divulgação de um vídeo no qual o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, Raimundo Cutrim, faz acusações contra o ministro Flávio Dino pode levar o Supremo Tribunal Federal (STF) a reavaliar as medidas cautelares impostas ao ex-deputado estadual. Uma das possibilidades é a conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva, caso a publicação seja interpretada como descumprimento da decisão judicial.

Divulgado neste domingo (19) pelo site Diário do Poder, o vídeo mostra Cutrim antecipando a ação da Polícia Federal, questionando a imparcialidade de Dino, alegando ser vítima de perseguição política e negando envolvimento nas suspeitas investigadas no "Caso Tech Office". O ex-secretário também faz acusações contra parlamentares ligados ao grupo político do ministro.

O que diz a decisão do STF

A decisão do STF proíbe Cutrim de conceder entrevistas, direta ou indiretamente, acessar redes sociais, fazer pronunciamentos públicos, gravar áudios e realizar ligações telefônicas. O eventual descumprimento dessas restrições poderá resultar no endurecimento das medidas cautelares.

Pessoas próximas ao ex-secretário, entretanto, afirmam que o vídeo foi gravado antes da decisão de Flávio Dino. Na própria gravação, Cutrim diz que já tinha conhecimento da existência de um mandado contra ele. A data em que o material foi produzido poderá ser determinante para a avaliação do caso pelo STF.

O que aconteceu na sexta-feira (17)

Na sexta-feira (17), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim. O STF também determinou que ele passasse a cumprir prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, além de afastá-lo do cargo de secretário de Estado de Assuntos Legislativos.

Delegado da Polícia Federal aposentado e ex-deputado estadual, Cutrim é investigado por suspeitas de coação e obstrução da Justiça relacionadas às apurações do caso Tech Office.

O que pode acontecer com Cutrim agora

A principal dúvida agora é se o STF interpretará o vídeo como descumprimento das medidas cautelares. Se sim, a prisão domiciliar pode ser convertida em prisão preventiva. A defesa de Cutrim deve argumentar que a gravação é anterior à decisão judicial, o que pode amenizar a situação.

Perguntas Frequentes

O vídeo foi gravado antes ou depois da decisão do STF?

Pessoas próximas a Cutrim afirmam que o vídeo foi gravado antes da decisão de Flávio Dino. A data exata da gravação ainda não foi confirmada oficialmente.

O que o STF pode fazer se considerar que houve descumprimento?

O STF pode converter a prisão domiciliar em prisão preventiva, além de aplicar outras sanções previstas na decisão judicial.

Quem é Raimundo Cutrim?

Raimundo Cutrim é delegado da Polícia Federal aposentado, ex-deputado estadual e ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão. Ele é investigado por suspeitas de coação e obstrução da Justiça no caso Tech Office.

O que é o caso Tech Office?

O caso Tech Office é uma investigação que apura suspeitas de irregularidades. Cutrim nega envolvimento nas suspeitas investigadas.

O vídeo pode ser usado como prova contra Cutrim?

Sim, a gravação pode ser usada como elemento de prova, especialmente se for comprovado que foi feita após a decisão judicial que impôs as restrições.

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