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Conselho Federal de Odontologia proíbe PMMA para fins estéticos

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) anunciou a proibição do polimetilmetacrilato (PMMA) como preenchedor estético. A nova resolução visa garantir a segurança dos pacientes e regulamentar a prática odontológica.

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 27 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Conselho Federal de Odontologia proíbe PMMA para fins estéticos

Conselho Federal de Odontologia proíbe PMMA para fins estéticos

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) divulgou, nesta sexta-feira (24), uma resolução que proíbe a utilização do polimetilmetacrilato (PMMA) como substância preenchedora injetável para fins estéticos no contexto da odontologia. Essa decisão ocorre em um momento em que a segurança dos pacientes é uma prioridade crescente na área da saúde.

A resolução determina que o PMMA seja utilizado somente em situações reparadoras e autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com as novas diretrizes, o cirurgião-dentista que for realizar o procedimento deve apresentar habilitação técnica específica para o manuseio do produto, que é uma espécie de plástico em forma de gel com microesferas que não é absorvido pelo corpo. Além disso, é necessário respeitar as condições previstas no registro sanitário do produto.

O CFO enfatiza que essa medida reforça a preocupação com a segurança dos pacientes e estabelece critérios rigorosos para a atuação profissional. O documento também destaca a importância de informar o paciente sobre os riscos, benefícios e alternativas terapêuticas disponíveis. A obrigatoriedade do termo de consentimento livre e esclarecido, bem como a rastreabilidade do produto nos casos autorizados, também são exigências da nova norma.

Em relação às penalidades, a norma estipula que o descumprimento das diretrizes pode configurar infração ético-disciplinar, sujeitando o profissional às penalidades previstas na legislação vigente, além de outras responsabilidades civil, penal e administrativa que possam ser cabíveis. Isso demonstra a seriedade com que o CFO está tratando a questão da segurança e ética na odontologia.

Os Conselhos Regionais de Odontologia têm a responsabilidade de divulgar a resolução, fiscalizar o cumprimento das normas e instaurar processos ético-disciplinares quando forem constatadas irregularidades. Essa fiscalização é essencial para garantir que as diretrizes sejam seguidas e que a saúde da população esteja sempre em primeiro lugar.

Em uma nota oficial, o CFO reafirmou seu compromisso com a ética profissional, a segurança assistencial e a proteção da saúde da população, estabelecendo parâmetros técnicos para a utilização do PMMA na Odontologia. Isso sinaliza uma postura proativa frente a um cenário onde a saúde estética pode, por vezes, apresentar riscos significativos.

Vale lembrar que em maio deste ano, o Conselho Federal de Medicina (CFM) também havia emitido uma nota oficial proibindo o uso médico do PMMA em todo o Brasil como substância preenchedora, seja para finalidades estéticas ou reparadoras. A única exceção citada é para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, desde que realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e em conformidade com os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde.

Essa definição vem após a ocorrência de vários casos trágicos, incluindo mortes de mulheres que passaram por aplicações de PMMA nos glúteos com objetivos estéticos. A proibição tanto pelo CFO quanto pelo CFM reflete a necessidade urgente de regulamentação e prudência no uso de substâncias que podem trazer riscos à saúde.

Em suma, a resolução do Conselho Federal de Odontologia representa um passo significativo em direção à proteção dos pacientes e à promoção de práticas seguras na odontologia. As implicações dessa decisão são vastas e influenciam não apenas os profissionais da área, mas também todos os pacientes que buscam procedimentos estéticos. A conscientização sobre os riscos e a regulamentação do uso de substâncias como o PMMA são vitais para garantir que a saúde e a segurança estejam sempre em primeiro plano.

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