# Cemitério Santa Rosa: túmulos de vítimas da gripe espanhola ameaçados pela duplicação da BR-101

> O Cemitério Santa Rosa, localizado no Sul do Espírito Santo, abriga túmulos de vítimas da gripe espanhola e está ameaçado de desaparecimento pela duplicação da BR-101. Com mais de 100 anos de história, o local enfrenta risco iminente, gerando alerta de moradores e estudiosos sobre a perda do patrimônio histórico e cultural.

*Sucesso News · Cidade · 23 de julho de 2026 · Raíssa Vasconcelos*

O Cemitério Santa Rosa, com mais de 100 anos no Sul do ES, abriga túmulos de vítimas da gripe espanhola e pode desaparecer com a duplicação da BR-101. Moradores e estudiosos alertam para o risco.

Fui até Mimoso do Sul, no Sul do Espírito Santo, para entender o que está acontecendo com um pedaço da história que pouca gente conhece. O Cemitério Santa Rosa, com mais de 100 anos, fica às margens da BR-101, na altura do quilômetro 444. Ele é anterior à própria estrada, e hoje corre risco de desaparecer com as obras de duplicação da rodovia.

O Cemitério Santa Rosa, localizado às margens da BR-101 no quilômetro 444, em Mimoso do Sul (ES), tem mais de 100 anos e, segundo moradores, guarda túmulos de vítimas da gripe espanhola (1918-1920). A comunidade e estudiosos temem que ele desapareça com o avanço das obras de duplicação da rodovia.

## O cemitério que veio antes da BR-101

O espaço, segundo moradores, é anterior à construção da rodovia. Foi danificado após o início de intervenções na região, e a preocupação é que o avanço das obras leve ao seu desaparecimento completo. Não se trata de um cemitério qualquer: ali estão sepulturas de famílias tradicionais da região, como Lopes, Rodrigues, Dalbom e Vieira. Parentes que morreram durante a pandemia de gripe espanhola, entre 1918 e 1920.

Fui conversar com quem conhece a história de perto. O professor universitário e bacharel em Direito Leonardo Lopes contou que descobriu recentemente que também tem laços com aquele lugar. A descoberta aconteceu depois que o cemitério começou a ser ameaçado pelas obras.

## A gripe espanhola no interior do Espírito Santo

A pandemia de gripe espanhola, que assolou o mundo entre 1918 e 1920, também deixou marcas no interior capixaba. As famílias Lopes, Rodrigues, Dalbom e Vieira, citadas por moradores, são exemplos de linhagens que perderam parentes na época. O cemitério Santa Rosa se tornou, assim, um testemunho silencioso daquele período trágico.

O local, que hoje é um ponto de memória para a comunidade, pode ser engolido pela pista duplicada. A duplicação da BR-101 é uma obra de infraestrutura importante para a região, mas coloca em risco um patrimônio histórico que, para quem é de lá, não tem preço.

## O que dizem os moradores e estudiosos

A comunidade está mobilizada. Moradores pedem a preservação do cemitério. O professor Leonardo Lopes, que também é bacharel em Direito, representa a voz de quem entende que a memória não pode ser simplesmente removida. Ele descobriu recentemente que sua própria família está entre as sepultadas ali.

A preocupação é que, com o avanço das máquinas, as sepulturas sejam destruídas antes que qualquer estudo ou medida de proteção seja feito. O cemitério, que já foi danificado com o início das intervenções, agora vive sob ameaça constante.

## Um patrimônio histórico em risco

Cemitérios como o Santa Rosa são fontes primárias para a história local. Eles contam não apenas quem morreu, mas como a comunidade se formou. No caso, as vítimas da gripe espanhola representam um capítulo que a historiografia oficial muitas vezes ignora.

A duplicação da BR-101, embora necessária para o desenvolvimento, precisa dialogar com a preservação. O que está em jogo não é apenas um pedaço de terra, mas a memória de famílias inteiras que construíram a região.

## Perguntas Frequentes

### Onde fica o Cemitério Santa Rosa?

O cemitério fica às margens da BR-101, na altura do quilômetro 444, em Mimoso do Sul, no Sul do Espírito Santo.

### Por que o cemitério corre risco de desaparecer?

Segundo moradores e estudiosos, o local foi danificado após o início de intervenções na região e pode desaparecer com o avanço das obras de duplicação da rodovia.

### Quem está enterrado no Cemitério Santa Rosa?

O cemitério abriga sepulturas de famílias tradicionais da região, como Lopes, Rodrigues, Dalbom e Vieira, cujos parentes morreram durante a pandemia de gripe espanhola, entre 1918 e 1920.

### O que a comunidade está fazendo para preservar o cemitério?

Moradores e estudiosos, como o professor Leonardo Lopes, estão pedindo a preservação do local e alertando para o risco de desaparecimento com as obras.

### O cemitério é anterior à BR-101?

Sim, segundo a população, o espaço é anterior à construção da rodovia.

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/cidade/cemiterio-tumulos-vitimas-gripe-espanhola-corre-risco-desaparecer-duplicacao-br-/
