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CAS decidirá em outubro sobre apelação de Senegal

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) avaliará em 8 de outubro o recurso de Senegal sobre o título da Copa Africana de Nações. A decisão do CAF que alterou o resultado da partida para 3 a 0 a favor de Marrocos será analisada.

Otávio Mancini
Otávio Mancini Repórter de Política e Bastidores · 27 de julho de 2026 · 2 min de leitura
CAS decidirá em outubro sobre apelação de Senegal

CAS decidirá em outubro sobre apelação de Senegal referente ao título da Copa Africana de Nações

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) anunciou que avaliará o recurso apresentado pela seleção de Senegal em relação ao resultado da Copa Africana de Nações no dia 8 de outubro. Em janeiro, Senegal venceu o Marrocos por 1 a 0, mas perdeu o título por conta da decisão do comitê da Confederação Africana de Futebol (CAF), que considerou que a seleção senegalesa havia abandonado a partida.

O CAF aceitou a reclamação dos marroquinos, com base em um regulamento que proíbe a saída dos atletas durante o jogo. Como resultado, o placar final foi alterado para 3 a 0 a favor do Marrocos, que se tornou campeão. A Federação Senegalesa de Futebol contestou essa decisão e recorreu à última instância jurídica internacional, levando o caso ao CAS.

A audiência em Lausanne, na Suíça, ocorrerá com portas fechadas, e a entidade responsável pelo direito desportivo informou que a sentença final não será divulgada na mesma data do julgamento.

O que levou à disputa judicial?

A partida decisiva, realizada no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, foi marcada por uma atuação polêmica do árbitro Jean-Jacques Ndala. Durante o tempo regulamentar, houve grande reclamação pela anulação de um gol da equipe senegalesa. A situação se agravou nos acréscimos, quando o juiz assinalou um pênalti controverso para o Marrocos.

A revolta tomou conta da delegação senegalesa, que decidiu retirar os jogadores de campo em protesto. O jogador Sadio Mané interveio para convencer seus companheiros a retornar ao gramado e finalizar a partida. Na cobrança do pênalti, Brahim Díaz tentou uma cavadinha, mas o goleiro senegalês Édouard Mendy conseguiu defender, levando o jogo para a prorrogação.

Durante a prorrogação, Senegal se manteve concentrado, apesar da pressão da torcida marroquina. A equipe senegalesa, em um rápido contra-ataque, viu o volante Pape Gueye superar o goleiro Yassine Bono com um potente chute de fora da área, garantindo a vitória de 1 a 0 enquanto a partida ainda estava em andamento.

Após a cerimônia de premiação, a disputa legal se intensificou. Os dirigentes da Federação Senegalesa de Futebol argumentaram que o retorno ao jogo após o protesto anula o argumento de abandono da partida. A decisão do tribunal suíço será um marco, pois encerrará a disputa jurídica, que se tornou a mais longa na história recente do torneio de seleções.

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