Cacique Raoni recebe alta após um mês internado em hospital de São Paulo
Após um mês de internação em um hospital de São Paulo, o Cacique Raoni, líder indígena conhecido mundialmente, recebeu alta. O estado de saúde é estável, mas exige cuidados contínuos. Entenda o histórico e as declarações da família.
O Cacique Raoni, uma das vozes mais emblemáticas da luta indígena no Brasil e no mundo, recebeu alta na manhã desta quarta-feira após passar um mês internado em um hospital particular de São Paulo. Aos 94 anos, ele foi hospitalizado no início de março com um quadro de infecção urinária e desidratação, que exigiu cuidados intensivos.
Após um mês de internação, o Cacique Raoni recebeu alta hospitalar. O estado de saúde é estável, mas exige cuidados contínuos. A equipe médica, que acompanhou o líder de perto, destacou a resiliência e a força do paciente, que respondeu bem ao tratamento.
A internação que preocupou o país
A notícia da internação do Cacique Raoni, em 8 de março, gerou comoção nacional e internacional. Líderes políticos, artistas e organizações ambientais manifestaram apoio e orações pela recuperação do líder do povo Kayapó. O hospital, que não divulgou o nome por questões de privacidade, emitiu boletins periódicos sobre o estado de saúde.
Segundo a assessoria do Cacique Raoni, ele foi internado com quadro de infecção urinária e desidratação, agravado pela idade avançada. A internação durou exatos 31 dias, período em que ele recebeu antibióticos e hidratação venosa.
A alta e as primeiras declarações
Na saída do hospital, o Cacique Raoni apareceu em uma cadeira de rodas, mas com semblante tranquilo. Acompanhado por familiares e pela equipe médica, ele agradeceu o carinho e as orações. "Estou bem, mas ainda preciso descansar", disse, em tom sereno, a um grupo de jornalistas.
A filha do líder, que o acompanhou durante toda a internação, destacou a emoção de vê-lo em casa. "Foi um mês difícil, mas ele é forte. A fé e a ciência andaram juntas."
A importância do Cacique Raoni para a cultura e a luta indígena
Mais do que um líder, Raoni Metuktire é um símbolo. Desde os anos 1970, ele percorre o mundo denunciando a devastação da Amazônia e defendendo os direitos dos povos indígenas. Esteve com reis, presidentes e artistas, sempre com o cocar e o disco labial que o tornaram inconfundível.
Em 2023, ele foi homenageado pela ONU como "Guardião da Floresta", um reconhecimento que ecoa sua trajetória de mais de 50 anos de ativismo.
O que esperar para os próximos dias
A orientação médica é de repouso absoluto por pelo menos duas semanas. Após esse período, Raoni passará por uma reavaliação. A família já informou que ele não deve participar de eventos públicos nos próximos meses, mas continuará ativo nas causas que defende, dentro das limitações.
"Ele não para nunca", brincou um neto, que o ajuda com as redes sociais. "Mas agora a ordem é descansar."
Perguntas Frequentes
Qual foi o motivo da internação do Cacique Raoni?
Infecção urinária e desidratação, que exigiram internação para tratamento com antibióticos e hidratação venosa.
Quanto tempo ele ficou internado?
Exatos 31 dias, do dia 8 de março até esta quarta-feira.
O Cacique Raoni corre risco de vida?
O estado de saúde é estável, mas a idade avançada exige monitoramento constante. A alta hospitalar indica que o quadro está sob controle.
Onde ele vai se recuperar?
Em sua residência, em São Paulo, com acompanhamento de uma equipe médica particular.
Ele vai continuar com o ativismo?
Sim, mas com ritmo mais lento. A família afirma que ele seguirá ativo, mas priorizará a saúde nos próximos meses.