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Buraco achado no Google Maps é cratera 390 milhões de anos; veja

ResumoA cratera de 390 milhões de anos, descoberta por um astrônomo amador no Google Maps, foi confirmada como resultado do impacto de um meteorito. A depressão, centrada no Lago Marsal, em Quebec, possui 25 km de diâmetro e representa uma das maiores crateras de impacto conhecidas no Canadá.

Uma cratera de 390 milhões de anos, descoberta por um astrônomo amador no Google Maps, foi confirmada por cientistas como resultado do impacto de um meteorito. A depressão, centrada no Lago Marsal, em Quebec, tem 25 km de diâmetro.

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 19 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Buraco achado no Google Maps é cratera 390 milhões de anos; veja

Buraco achado no Google Maps é cratera 390 milhões de anos; veja

Foi numa tela de computador, durante o planejamento de uma trilha de acampamento, que o astrônomo amador Joël Lapointe topou com algo que não esperava. Uma grande depressão circular, quase perfeita, no meio da paisagem de Côte-Nord, em Quebec, no Canadá. O buraco achado no Google Maps é cratera 390 milhões de anos, resultado do impacto de um meteorito, confirmaram cientistas em 2025. A cratera, centrada no Lago Marsal, tem cerca de 25 quilômetros de diâmetro.

A descoberta que começou no Google Maps

Lapointe não estava procurando crateras. Ele planejava uma rota de acampamento pela região de Côte-Nord quando se deparou com a depressão no terreno. O formato circular quase perfeito chamou a atenção. Em vez de seguir adiante, ele resolveu investigar. Lapointe entrou em contato com o geofísico francês Pierre Rochette, que analisou a topografia ao redor e afirmou que ela era "muito sugestiva" de uma cratera de impacto.

A partir daí, o caso saiu do amador e entrou na ciência formal.

O que os primeiros testes revelaram

Os testes iniciais feitos com amostras coletadas no local detectaram a presença de um mineral chamado zircão, que costuma se formar durante impactos de meteoritos. Mas, sozinho, o zircão não era prova suficiente. Para confirmar a origem extraterrestre, era preciso encontrar evidências mais específicas.

Foi aí que entrou Gordon Osinski, professor de geologia planetária da Western University. "Uma das principais coisas que procuramos é evidência de metamorfismo de choque, que só pode ocorrer devido às imensas pressões criadas por impactos de asteroides ou cometas, ou explosões nucleares", explicou ele, em e-mail à revista Live Science. "A maioria dessas características é microscópica, então só é possível confirmá-las em laboratório com amostras."

Mas há um sinal que pode ser visto a olho nu: os cones de estilhaçamento. São sulcos ou linhas na superfície da rocha, causados pelas ondas de choque que atravessam o solo.

A confirmação em campo

Em outubro de 2025, Osinski liderou uma equipe de geólogos até o local. Eles foram atrás exatamente desses cones de fragmentação. E encontraram. Além deles, a equipe descobriu grandes penhascos de rocha fundida pelo impacto, formados pelas intensas temperaturas e pressões geradas pela colisão de um meteoro.

Com as amostras coletadas, os cientistas conseguiram datar a cratera: 390 milhões de anos.

O que significa uma cratera de 390 milhões de anos

Para quem não é geólogo, 390 milhões de anos é um número abstrato. Para a ciência, ele situa o impacto no período Devoniano, quando os primeiros vertebrados começavam a colonizar a terra firme e os grandes recifes de coral dominavam os mares. Uma cratera desse porte, com 25 km de diâmetro, sugere um objeto celeste considerável, e uma energia de colisão capaz de alterar a paisagem local por eras.

Como o amadorismo virou ciência

A história de Lapointe não é isolada. Satélites e plataformas de mapeamento como o Google Maps têm se tornado ferramentas de descoberta científica para não especialistas. O astrônomo amador não tinha laboratório nem financiamento, tinha curiosidade e acesso a imagens de satélite. E foi o suficiente para colocar uma cratera de 390 milhões de anos no mapa da ciência.

A cratera ainda pode render mais

A equipe de Osinski continua analisando as amostras. Os cones de fragmentação e a rocha fundida confirmam o impacto, mas os cientistas querem entender melhor a dinâmica do evento, a velocidade do meteoro, o ângulo de entrada, os efeitos regionais. A cratera do Lago Marsal, antes apenas um ponto no Google Maps, agora é um laboratório natural.

Perguntas Frequentes

Quem descobriu a cratera no Google Maps?

Foi o astrônomo amador Joël Lapointe, durante o planejamento de uma trilha de acampamento em Quebec, no Canadá.

Onde fica a cratera descoberta?

Ela está centrada no Lago Marsal, na região de Côte-Nord, em Quebec, Canadá.

Qual o tamanho da cratera?

A cratera tem cerca de 25 quilômetros de diâmetro.

Como os cientistas confirmaram a origem do meteoro?

Eles encontraram cones de fragmentação e grandes penhascos de rocha fundida pelo impacto, características típicas de colisões de asteroides ou cometas.

A cratera tem quantos anos?

A datação das amostras de rocha indicou 390 milhões de anos.

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