Baianos afirmam terem sido vítimas de tráfico humano no Camboja
Nove baianos afirmam terem sido vítimas de tráfico humano no Camboja. Grupo de cerca de 20 brasileiros teve passaporte retido e foi obrigado a aplicar golpes na internet. Itamaraty apura o caso.
Nove baianos afirmam terem sido vítimas de tráfico humano no Camboja, país do sudeste asiático. O grupo de cerca de 20 brasileiros foi atraído por propostas de trabalho com salários em dólar, mas ao chegar no país teve os passaportes retidos, sofreu violências e foi obrigado a aplicar golpes na internet. As vítimas estão em Madagascar, na África Oriental.
O relato é de uma das vítimas, que não quis se identificar: "Muitos tentaram fugir, foram agredidos, éramos humilhados constantemente todos os dias". Além dos baianos, o grupo é formado por pessoas do Rio de Janeiro, Alagoas, Sergipe e Minas Gerais.
O Itamaraty informou, em nota, que recebeu pedidos para apurar o caso junto às autoridades de Madagascar. A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia também acompanha a situação e afirmou que as providências diplomáticas para o retorno do grupo estão sendo adotadas.
Para quem tem familiares em situação semelhante, o caminho oficial é acionar o Itamaraty ou a secretaria estadual de Justiça, que podem intermediar o contato com as autoridades locais. O caso reforça o alerta para ofertas de trabalho no exterior com salários muito acima do mercado e exigência de viagem imediata.
A promessa de emprego fácil em dólar segue sendo o principal chamariz para redes de tráfico. A conferência de empresas, contratos e vistos antes de viajar é a primeira barreira contra esse tipo de golpe. O Itamaraty segue como canal oficial para brasileiros no exterior como denunciar tráfico humano.