# Geração de 30 anos tem alta de obesidade e transtornos mentais, diz pesquisa no RS

> A Coorte de Nascimentos de 1993 da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) revela que a geração de 30 anos no Rio Grande do Sul apresenta aumento de obesidade, transtornos mentais comuns e tabagismo. A pesquisa indica maior escolaridade e participação no mercado de trabalho, mas piora em indicadores de saúde mental e metabólica em comparação a gerações anteriores.

*Sucesso News · Cidade · 07 de setembro de 2026 · Pedro Henrique Salles*

Aos 30 anos, geração nascida em 1993 em Pelotas (RS) tem mais anos de estudo e maior participação no mercado de trabalho, mas também índices mais altos de obesidade, transtornos mentais comuns e tabagismo, aponta a Coorte de Nascimentos de 1993 da UFPel.

Chegar aos 30 anos significou mais anos de estudo e maior participação no mercado de trabalho para a geração nascida em 1993, em Pelotas, no Sul do RS. Em contrapartida, esse mesmo grupo passou a conviver com índices mais elevados de obesidade, transtornos mentais comuns e exposição ao tabagismo.

O cenário é apontado por novos resultados da Coorte de Nascimentos de 1993, pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que acompanha os participantes desde os primeiros dias de vida. Na etapa mais recente, 3.333 pessoas foram entrevistadas aos 30 anos.

Os dados revelam mudanças rápidas nas condições de vida da população e os reflexos dessas transformações na saúde. "Os dados mostram uma geração que chegou aos 30 anos com conquistas importantes em educação e trabalho, mas também com uma carga crescente de fatores de risco para a saúde", afirma a coordenadora da Coorte de 1993, Helen Gonçalves.

Entre os 22 e os 30 anos, a média de anos de estudo aumentou de 9,8 para 10,3. As mulheres apresentaram indicadores educacionais superiores aos dos homens: quase metade delas (48,4%) alcançou 12 anos ou mais de escolaridade formal, enquanto entre os homens esse percentual ficou em 38,1%.

A coordenadora destaca que o acompanhamento longitudinal permite enxergar com precisão como as transformações sociais se refletem na saúde ao longo do tempo. Esse tipo de estudo, que segue a mesma geração desde o nascimento, é raro no mundo e dá ao Brasil uma base sólida para políticas públicas.

A pesquisa não aponta causas diretas para o aumento da obesidade e dos transtornos mentais, mas o contexto de transição rápida em educação e trabalho ajuda a entender o cenário. O próximo passo da equipe é acompanhar como esses fatores de risco evoluem na entrada da meia-idade.

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/cidade/aos-30-anos-geracao-acompanhada-desde-nascimento-tem-alta-obesidade-transtornos-/
