# Além do etanol: veja os itens que serão afetados pelo novo tarifaço dos EUA

> O novo tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros, anunciado para agosto de 2026, inclui sobretaxas sobre aço, café, suco de laranja e calçados, além do etanol. A medida impacta diretamente a competitividade das exportações brasileiras e pode elevar preços para consumidores americanos, afetando setores industriais e agrícolas do Brasil.

*Sucesso News · Cidade · 16 de julho de 2026 · Pedro Henrique Salles*

O novo tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros vai além do etanol. Aço, café, suco de laranja e calçados estão na lista de itens que sofrerão sobretaxas a partir de agosto de 2026. Veja o que muda para o consumidor e para a indústria.

## Além do etanol: veja os itens que serão afetados pelo novo tarifaço dos EUA

O governo dos Estados Unidos anunciou, em 15 de julho de 2026, a imposição de tarifas de importação sobre uma lista de produtos brasileiros que vai muito além do etanol. A medida, justificada por Washington como resposta a práticas comerciais consideradas desleais, atinge setores como siderurgia, agroindústria e calçados. O cronograma prevê início da cobrança em 1º de agosto de 2026, com alíquotas que variam de 10% a 35%.

**Além do etanol, aço, café, suco de laranja, calçados, carne bovina, açúcar, alumínio, ferro-gusa e madeira estão entre os itens que serão taxados.** As alíquotas variam de 10% a 35%, com impacto direto nas exportações e nos preços ao consumidor americano.

## O que entra na lista de tarifas dos EUA sobre o Brasil

O governo americano publicou, em 15 de julho de 2026, uma lista de 20 produtos brasileiros que terão alíquotas de importação elevadas. A medida atinge setores que representam cerca de 12% das exportações brasileiras para os EUA, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

### Etanol: o carro-chefe da taxação

O etanol brasileiro, que já pagava tarifa de 2,5% nos EUA, passará a pagar 25% a partir de agosto. A alíquota é a maior entre os produtos da lista. A justificativa oficial dos EUA é de que o Brasil subsidia a produção de etanol de cana-de-açúcar, o que distorce o mercado global.

### Aço e ferro-gusa: siderurgia na mira

O aço semiacabado (tarifa de 25%) e o ferro-gusa (tarifa de 20%) estão entre os itens mais afetados. O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço para os EUA, atrás apenas do Canadá. Em 2025, as exportações brasileiras de aço para o mercado americano somaram US$ 3,2 bilhões, segundo o Instituto Aço Brasil.

### Café e suco de laranja: agroindústria sob pressão

O café brasileiro, que responde por 30% do mercado americano de café arábica, terá tarifa de 15%. Já o suco de laranja concentrado, do qual o Brasil é o maior exportador global, pagará 20%. A Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) estima que a medida pode reduzir em 15% as vendas para os EUA.

### Carne bovina e calçados: impacto no varejo

A carne bovina in natura (tarifa de 10%) e os calçados de couro (tarifa de 18%) completam a lista de produtos de maior valor agregado. A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) calcula que 70% das exportações brasileiras de calçados para os EUA são de couro.

## Como as tarifas afetam a economia brasileira

O impacto do tarifaço vai além do setor exportador. A redução nas vendas para os EUA pode pressionar para baixo os preços internos de produtos como aço e café, mas também pode reduzir a arrecadação de divisas. O MDIC estima que as exportações brasileiras para os EUA podem cair entre 8% e 12% em 2026.

### Setor siderúrgico: o mais exposto

O aço brasileiro já enfrenta concorrência de China e Rússia no mercado americano. A tarifa de 25% pode reduzir a participação brasileira de 12% para 8% do mercado de aço dos EUA, segundo análise do banco BTG Pactual. Isso significa menos encomendas para usinas como Gerdau e Usiminas.

### Café e suco de laranja: substituição por concorrentes

No café, a tarifa de 15% pode abrir espaço para produtores da Colômbia e do Vietnã, que não sofreram a mesma taxação. No suco de laranja, a Flórida (EUA) e o México podem ganhar mercado. A CitrusBR já anunciou que buscará negociação direta com o governo americano.

## O que o Brasil pode fazer em resposta

O governo brasileiro estuda medidas de retaliação, como a elevação de tarifas sobre produtos americanos como trigo, milho e carne suína. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que a medida viola as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). A expectativa é de que o Brasil apresente queixa formal à OMC em até 30 dias.

### Alternativas de mercado

Diante do tarifaço, o Brasil pode acelerar acordos comerciais com a União Europeia e a China. O MDIC já anunciou que priorizará a conclusão do acordo Mercosul-União Europeia, que pode abrir mercado para 80% dos produtos brasileiros.

## Cronograma e próximos passos

O novo tarifaço começa a valer em 1º de agosto de 2026. Até lá, o governo brasileiro tem 15 dias para apresentar propostas de negociação. A Agência Brasil acompanha o desenrolar das negociações e trará atualizações à medida que houver novos desdobramentos.

## Perguntas Frequentes

### Quais produtos brasileiros serão taxados pelos EUA?

Além do etanol, a lista inclui aço, café, suco de laranja, calçados, carne bovina, açúcar, alumínio, ferro-gusa e madeira. As alíquotas variam de 10% a 35%.

### Quando começa o novo tarifaço dos EUA?

A cobrança das tarifas está prevista para 1º de agosto de 2026.

### O Brasil pode retaliar?

Sim. O governo estuda elevar tarifas sobre produtos americanos como trigo, milho e carne suína. Também deve recorrer à OMC.

### Qual o impacto para o consumidor brasileiro?

O impacto é indireto: a redução das exportações pode pressionar para baixo os preços internos de aço e café, mas também reduz a arrecadação de divisas e pode afetar empregos nos setores afetados.

### O etanol é o produto mais taxado?

Sim. A alíquota sobre o etanol brasileiro subirá de 2,5% para 25%, a maior entre todos os itens da lista.

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/cidade/alem-etanol-veja-itens-serao-afetados-pelo-novo-tarifaco-eua/
