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Advogado preso multiplicou patrimônio por dez, diz MP-SP

ResumoO advogado João André Buttini de Moraes, preso em operação do Ministério Público de São Paulo, teve o patrimônio declarado multiplicado por dez entre 2017 e 2024, saltando de R$ 30,5 milhões para R$ 314,2 milhões. A investigação aponta crescimento incompatível com a renda declarada no período.

Preso em operação do MP-SP, o advogado João André Buttini de Moraes viu o patrimônio declarado saltar de R$ 30,5 milhões para R$ 314,2 milhões entre 2017 e 2024, segundo a investigação.

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 04 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Advogado preso multiplicou patrimônio por dez, diz MP-SP

O advogado João André Buttini de Moraes, preso nesta quinta-feira (3) em uma operação contra corrupção na administração tributária paulista, multiplicou por dez o patrimônio declarado entre 2017 e 2024, segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A fortuna informada por ele passou de R$ 30,5 milhões para R$ 314,2 milhões em sete anos.

De acordo com os investigadores, mais de 99% da renda declarada por Buttini era composta por dividendos isentos de impostos, distribuídos pelas empresas ligadas a ele. O MP-SP aponta o advogado como líder do núcleo privado de uma organização criminosa que cobrava propina para interferir na análise e na liberação de créditos tributários na Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo.

Segundo a investigação, Buttini captava grandes contribuintes, negociava honorários e facilidades e destinava parte dos valores recebidos a agentes públicos encarregados da análise dos processos. O caso ganhou contornos adicionais com a divulgação de um áudio em que o ex-número 3 da Fazenda de SP fala em comprar uma sauna para lavar dinheiro.

A operação desta quinta-feira representa mais um capítulo na apuração de esquemas que miram o sistema de créditos tributários do estado, um dos pontos sensíveis da arrecadação paulista. O nome do advogado aparece como peça central na articulação entre o setor privado e o público, segundo a acusação.

Procurado, o MP-SP não detalhou o andamento das demais fases da investigação. O caso segue sob sigilo, e a defesa de Buttini ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações.

Para quem acompanha os desdobramentos da operação, a expectativa é de que novos elementos sobre o fluxo dos recursos e o papel de cada envolvido venham à tona nas próximas semanas, conforme avancem as apurações da Promotoria paulista.

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