Acusado de massacre na Tailândia consumia conteúdo violento, diz polícia
A polícia tailandesa informou que o adolescente acusado de matar seis pessoas em escola nos arredores de Bangkok consumia conteúdo violento na internet. Arma de pressão foi confiscada por professor em 2024.
Acusado de massacre na Tailândia consumia conteúdo violento, diz polícia
O adolescente tailandês acusado de realizar um ataque a tiros fatal em uma escola nos arredores de Bangkok teve uma arma de pressão confiscada por um professor no ano passado e havia assistido a conteúdo violento na internet, informou a polícia neste domingo (9). O governo prometeu adotar novos protocolos de segurança nas escolas.
Enquanto as investigações avançavam sobre o ataque de sexta-feira (7), no qual um menino de 14 anos teria matado os avós em casa antes de assassinar outras seis pessoas na escola e tirar a própria vida, a polícia informou que o adolescente usava as redes sociais para aprender a manusear uma arma de fogo.
O que diz a polícia sobre o histórico do atirador
Segundo os depoimentos das testemunhas, o interesse do autor por armas de fogo não era recente. "O autor havia começado a demonstrar interesse em aprender sobre o uso de armas de fogo havia algum tempo, cerca de um ou dois anos", afirmou Atthapol Anusit, vice-comissário da Região Policial 1, a jornalistas.
Atthapol informou que a polícia já havia ouvido 17 testemunhas. Uma faca também foi encontrada na mochila do adolescente. Entre outras evidências recolhidas nos locais dos crimes estavam uma arma de fogo, cápsulas deflagradas e um computador pessoal.
Conteúdo violento nas redes sociais
"Após examinarmos o computador, constatamos que o jovem havia assistido a conteúdo violento nas redes sociais", afirmou o vice-comissário, acrescentando que ainda não havia evidências de que ele tivesse praticado tiro.
A análise do computador pessoal do adolescente se tornou peça central na investigação. A polícia não detalhou quais plataformas ou tipos de conteúdo foram acessados, mas a constatação reforça a preocupação com o impacto de material violento na internet sobre jovens.
O caso levanta uma questão técnica que engenheiros de segurança pública conhecem bem: o acesso a conteúdo extremo não é, por si só, a causa de um ataque, mas funciona como vetor de normalização da violência. Especialistas em comportamento juvenil apontam que a combinação de isolamento social, histórico familiar instável e exposição a material violento pode acelerar um processo de radicalização.
Arma de pressão confiscada em 2024
Ele disse que, no ano passado, um professor havia confiscado uma arma de airsoft, um tipo de arma de pressão, que o adolescente levou para a escola. O episódio, ocorrido em 2024, não impediu que o jovem tivesse acesso posterior a uma arma de fogo real.
Segundo Atthapol, o menino vivia com os avós havia 12 anos, após a separação dos pais. O contexto familiar, com criação pelos avós desde os primeiros anos de vida, é um dado que a polícia considera relevante para entender o perfil do autor.
Governo promete novos protocolos em três meses
O Ministério da Educação informou que desenvolverá novos protocolos de segurança nos próximos três meses. As medidas incluirão avaliações de saúde mental e um sistema para encaminhar pessoas em situação de risco a especialistas, exercícios de preparação para emergências, ações para combater o bullying e mecanismos mais eficazes para impedir a entrada de objetos proibidos nas escolas.
O prazo de 90 dias é curto para uma reforma estrutural, mas a promessa oficial indica que o governo reconhece a urgência. A implementação efetiva dependerá de treinamento de professores, contratação de psicólogos e atualização de protocolos de segurança física.
O pior ataque desde 2022
Além dos mortos, mais de 20 pessoas ficaram feridas no pior ataque em massa a tiros registrado na Tailândia desde 2022, reacendendo o debate sobre o controle de armas no país que possui uma das maiores taxas de posse de armas do Sudeste Asiático.
O número de feridos, superior a 20, indica que o atirador teve tempo e munição para causar dano extenso antes de tirar a própria vida. A análise balística e o exame do computador pessoal devem ajudar a polícia a reconstruir a sequência exata dos eventos.
O que se sabe até agora
- O ataque ocorreu na sexta-feira (7), em escola nos arredores de Bangkok.
- O autor, de 14 anos, teria matado os avós em casa antes de ir à escola.
- Seis pessoas foram mortas na escola, além dos avós.
- O adolescente tirou a própria vida.
- Mais de 20 pessoas ficaram feridas.
- Polícia ouviu 17 testemunhas.
- Arma de fogo, cápsulas deflagradas, faca e computador pessoal foram apreendidos.
Cronologia do caso
- 2024: professor confisca arma de airsoft que o adolescente levou à escola.
- Sexta-feira (7): ataque na escola, com mortes e feridos.
- Domingo (9): polícia divulga informações sobre conteúdo violento no computador.
- Próximos 3 meses: Ministério da Educação promete novos protocolos de segurança.
Perguntas Frequentes
O que a polícia encontrou no computador do atirador?
A polícia informou que o adolescente havia assistido a conteúdo violento nas redes sociais. Não foram divulgados detalhes sobre as plataformas ou o tipo específico de material.
Qual era a relação do atirador com os avós?
Segundo a polícia, o menino vivia com os avós havia 12 anos, após a separação dos pais.
O que o governo tailandês prometeu fazer?
O Ministério da Educação prometeu novos protocolos de segurança em até três meses, incluindo avaliações de saúde mental, exercícios de preparação para emergências e ações contra bullying.
Quantas pessoas morreram no ataque?
O atirador teria matado os avós em casa e outras seis pessoas na escola, antes de tirar a própria vida. Mais de 20 pessoas ficaram feridas.
O que é uma arma de airsoft?
É um tipo de arma de pressão que dispara projéteis de plástico ou borracha. No caso, foi confiscada por um professor no ano passado.
O caso segue sob investigação. A polícia continua ouvindo testemunhas e analisando as evidências recolhidas nos locais dos crimes. O cronograma prometido pelo Ministério da Educação será acompanhado de perto, e é ele que dirá se as escolas tailandesas estarão mais preparadas para impedir que um episódio como este se repita.